Classificação FINAL

Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Na próxima segunda, teremos um dos momentos mais esperados da temporada. Aston Villa e Derby County fazem em Wembley a final dos playoffs pela última chance de jogar a Premier League em 2019/20. Mas além do acesso, o fator financeiro também está em jogo. O valor que o vencedor pode receber faz da final dos playoffs o jogo mais valioso do mundo. A com a situação financeira de ambos bastante inconstante, isso pode ser a salvação para as finanças pro vencedor, e uma situação mais crítica pro perdedor. Assim como aconteceu na temporada passada, vamos falar um pouco sobre os números e estatísticas sobre a final.

170 milhões de libras - É o valor que, na pior das hipóteses, o vencedor da final irá embolsar. Nessa conta entram 95 milhões de receita por participar da Premier League 2019/20. Se voltar de imediato pra Championship, o time recebe mais 75 milhões na próximas duas temporadas de "Parachute Payments", aquela ajuda de custo oferecida pela Premier League;

300 milhões de libras - É o valor total que o time pode ganhar caso evite o rebaixamento imediato. Dos três que subiram na temporada passada, somente o Wolves não voltou à Championship, com Cardiff e Fulham sendo rebaixados;

63% - É a porcentagem de times que sobrevieram à primeira temporada na Premier League após o acesso nos últimos 10 anos;

2005 - Foi a última vez em que o quinto e o sexto fizeram a final dos playoffs. Na ocasião, melhor pro sexto: West Ham 1-0 Preston;


2010 - Foi a última vez que o sexto colocado conseguiu o acesso à Premier League: Blackpool 3-2 Cardiff;

1993 - Foi a última vez que um time perdeu duas finais seguidas de playoffs. O Leicester foi derrotado pelo Blackburn (1-0) e pelo Swindon (4-3);

Cinco - O Aston Villa sofreu cinco derrotas nos últimos seis jogos que disputou em Wembley. Sua única vitória foi o 2-1 sobre o Liverpool pela FA Cup de 2015;

Três - É o número de finais de playoffs disputadas pelo Derby na segunda divisão. Os Rams perderam duas (94 e 2014) e venceram uma (2007);

74 Pontos - Se o Derby subir, será o time promovido com a pior pontuação desde o Crystal Palace de 2012-13 (72 pontos);

Dois - Aston Villa e Derby tem os jogadores que mais sofreram faltas nessa temporada: Jack Grealish (158) e Harry Wilson (113);


Sete - Foi o número de gols que o Aston Villa fez no Derby nos dois confrontos da temporada (4-0 no Villa Park, 0-3 no Pride Park);

36 mil - É a carga de ingressos para os torcedores de cada equipe para a final. Com os ingressos restantes separados para autoridades, patrocinadores e convidados, o público deve superar os 87 mil;

Dez - Foram dez vitórias seguidas do Aston Villa na Championship entre Março e Abril;

27,9 - É a média de idade do elenco do Aston Villa;

27,3 - É a média de idade do elenco do Derby;

Quatro - Apenas 4 gols foram marcados nas últimas 4 finais de playoffs: Middlesbrough 0-2 Norwich (2014-15), Hull 1-0 Sheffield Wednesday (2015-16), Huddersfield 0-0 Reading (2016-17) e Fulham 1-0 Aston Villa (2017-18);

Noventa - Foi aos 90 minutos de jogo que o Derby sofreu o gol da derrota em sua última final de playoffs, contra o QPR. Gol de Bobby Zamora;

£20 milhões - É o valor de mercado de Jack Grealish segundo o site Transfermarkt. O segundo mais valioso é Tammy Abraham (£15 milhões)

Um - apenas um time conquistará o acesso para a Premier League!



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FALTAM DOIS DIAS! Estamos na contagem regressiva para o momento mais esperado da temporada, a grande final dos playoffs entre Aston Villa v Derby County, valendo a última vaga na Premier League 2019-20, com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. Continuando nossa série de especiais, hoje falaremos mais da parte tática do confronto, as forças e fraquezas dos times, os segredos de Dean Smith e Frank Lampard, e o que cada time pode explorar para conquistar a taça, a vaga na elite e uma bolada daquelas!

O Aston Villa tem um levíssimo favoritismo para a decisão, muito por causa de um elenco mais farto e bem mais experiente, sem contar que na temporada foram duas grandes vitórias contra o Derby - 4-0 no Villa Park e 0-3 no Pride Park. Muito da temporada dos Villans pode ser definida pelo seu capitão e craque, Jack Grealish - sem ele, lesionado na metade da temporada, o time sofreu. Com ele, o Villa é outro, e Grealish foi o grande responsável pela arrancada na parte final, com DEZ vitórias seguidas, e junto com John McGinn e Conor Hourihane, o meio-campo do Villa é o ponto forte e também peça chave para um possível sucesso em Wembley.

Dean Smith tem em seu assistente, John Terry, uma figura experiente e vencedora

O 4-3-3 implantado por Dean Smith é extremamente ofensivo e bem trabalhado, com pressão na saída de bola do adversário, transições rápidas e, principalmente, uma saída de bola que tenta ser qualificada no pé dos zagueiros Tuanzbe e Mings, evitando a bola longa. Contando com a qualidade de McGinn no centro, e com bola no pé de Grealish sempre que possível, o meio-campo na maioria das vezes consegue dominar o adversário. Com isso, Tammy Abraham, autor de 25 gols na Championship, é sempre um perigo dentro da área. Como o Villa não tem nenhum jogador lesionado ou suspenso pra final, a única dúvida na escalação fica por conta do atacante pela direita: Albert Adomah não vem bem, e ainda perdeu um pênalti nas cobranças contra o West Brom. André Green também não foi bem, mas deve seguir como titular, embora Jonathan Kodjia também seja uma opção para explorar as costas do veterano Ashley Cole.

Mas nem tudo são flores. No jogo de volta da semifinal contra o West Brom, fora de casa, o Villa mostrou um problema grave: sair perdendo. Após fazer seu gol, o West Brom se fechou, e o Aston Villa sofreu horrivelmente para fazer uma saída qualificada com a bola, desde um atrapalhado goleiro Steer (que acabou sendo herói nos pênaltis), até os zagueiros errando passes bobos. O meio campo não conseguiu funcionar, muito por conta dos jogadores a menos naquela região (5 contra 3), e Tammy Abraham acabou anulado. O jogo físico e a bola longa fizeram o Villa sofrer, e só a expulsão de Chris Brunt deu um alívio, naquele momento.

Provável Aston Villa para a final

Porém, a final contra o Derby tem tudo pra ser bem diferente. Os Rams não tem um time tão físico e nem tão alto para ganhar na bola longa. Porém, a velocidade dos jovens meias Harry Wilson e Mason Mount podem levar os laterais Elmohamady e Taylor ao pânico se não forem bem cobertos, por isso Conor Hourihane deve ser o escolhido para a volância. A experiência do Villa também pode ser um fator (pro bem ou pro mal), já que boa parte dos titulares estiveram na final da temporada passada contra o Fulham.

Em pouco tempo, Frank Lampard virou ídolo da torcida do Derby

Já o Derby de Frank Lampard volta a uma final de playoffs após 5 anos, e de forma sensacional. Após perder em casa o jogo de ida da semifinal pro Leeds, e de sair atrás na volta em Elland Road, os Rams de forma destemida - e com uma boa colaboração dos jogadores do Leeds - conseguiram uma virada espetacular e venceram por 4-2. O Derby precisa manter-se destemido e apoiar-se na figura vencedora de seu treinador para conquistar o acesso, mesmo sendo uma "zebra".

O setor defensivo do Derby não é a grande força do time, embora o jovem Fikayo Tomori faça uma excelente temporada. O outro zagueiro e capitão Richard Keogh volta ao palco de seus pesadelos, mas com moral por ter feito toda a jogada do gol da classificação contra o Leeds. As laterais são um problema para Lampard: Jayden Bogle foi facilmente vencido pelo improvisado Stuart Dallas contra o Leeds, e na esquerda o veterano Ashley Cole terá que segurar o poderoso ataque do Villa, já que o titular Scott Malone está suspenso.

Provável Derby para a final

Os Rams basicamente atuam no 4-3-3 com Bradley Johnson na função de proteção da defesa. Duane Holmes acrescenta fisicalidade e Mount com mais liberdade ofensiva é principal criador no meio-campo. No ataque, Tom Lawrence, uma das principais referências, atua pelo lado esquerdo, enquanto Harry Wilson atua pelo lado direito, mas com mais liberdade de circulação. Na frente, Jack Marriott deve ganhar a vaga de David Nugent, após seus dois gols salvadores contra o Leeds. Martin Waghorn, artilheiro da equipe, segue fora u[com uma lesão no tendão.

Um dos segredos que Frank Lampard deve estar passando aos seus comandados deve ser tentar ir pra cima no começo e tentar fazer o primeiro gol, pois o Aston Villa se mostrou extremamente deficiente quando esteve atrás do placar na semifinal. Harry Wilson deve ser a peça-chave pro Derby, principalmente nas jogadas individuais e nas faltas próximas à área, onde costuma ser mortal.

Um duelo de capitães de gerações diferentes

As últimas finais de playoffs tem nos proporcionado pouquíssimos gols (apenas 4 nas últimas 4 temporadas), muito pelo medo de perder ser maior que a vontade de vencer. Mas pelo que vimos nas semifinais, a chance de termos muitos gols é grande. Vamos torcer!

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FALTAM 3 DIAS! Tá chegando a hora da grande final dos playoffs entre Aston Villa v Derby County, em Wembley, valendo a última vaga na Premier League. O lendário estádio de Londres guarda muita história, muitos momentos importantes, e também dois fracassos recentes de ambos os clubes que se enfrentarão na segunda-feira. Tanto Villa quanto Derby amargaram derrotas na final dos playoffs em temporadas recentes, e só um deles deixará a tristeza para trás rumo à glória, enquanto o outro passará mais um ano na segunda divisão, e pior, remoendo mais um fracaso. Em Birmingham e em East Midlands, os próximos dias serão recheados com entusiasmo, apreensão, confiança e pavor.

O Aston Villa terá no próximo dia 27 uma chance rara: jogar a final dos playoffs pelo segundo ano consecutivo, algo que só aconteceu com Leicester, Crystal Palace e West Ham, os Hammers pela última vez em 2003 e 2004. Na última temporada, os Villans estiveram sempre entre os primeiros, passaram com certa tranquilidade pelo Boro na semifinal, e chegaram na final para enfrentar o Fulham. O time não era favorito, pois o técnico Steve Bruce nunca foi capaz de extrair do elenco tudo que era possível. No jogo decisivo, Tom Cairney fez o gol de misericórdia que levou o Fulham para a Premier League, e deixou o Villa pra jogar mais uma temporada na segunda divisão.

Capitão na final contra o Fulham, John Terry hoje é assistente técnico do Aston Villa

Nessa temporada, o Villa chegou aos playoffs após uma impressionante arrancada na parte final do campeonato, mas sofreu para passar do West Bromwich na semifinal. Após uma boa atuação em casa e uma vitória por 2-1, o time de Dean Smith fez um jogo horrível no The Hawthorns, perdeu por 1-0 e só venceu nos pênaltis. A derrota da última temporada deve servir de aprendizado, pois dessa vez o Villa é (levemente) favorito para o duelo. Se quiser o acesso, o medo de perder não pode ser maior que a vontade de vencer, pois o Derby é um time jovem, destemido e que com certeza irá pra cima.

Os playoffs são uma experiência relativamente nova para os torcedores do Villa, que participaram das primeiras 24 das 27 campanhas da Premier League desde o seu lançamento em 1992. Após o rebaixamento da primeira divisão em 2016, eles chegaram à final no ano passado, mas perderam para o Fulham. O torcedor do Villa Mitchell Booth, de Longbridge, em Birmingham, comparou a derrota ao rebaixamento e não deu nada como garantido desta vez. "Depois de jogar os jogos extras e chegar tão perto, parece que você foi rebaixado de novo". "Estávamos em uma espiral descendente nos três ou quatro anos que antecederam o rebaixamento, então seria ótimo ter algo pelo que esperar se formos promovidos."

Mais uma chance pro Aston Villa na final. Os torcedores terão direito a 36.000 ingressos em Wembley

O Villa terá também que lidar com uma grande torcida contra. Enquanto o Derby tem como rivais mais ferrenhos o Nottingham Forest (e o Leicester, embora esses não estejam ligando muito), a região de West Midlands é um viveiro de clubes de alto nível, incluindo o Wolverhampton Wanderers, o West Bromwich e o feroz rival do Villa, o Birmingham City. Com os CTs das duas equipes a menos de seis quilômetros de distância, os fãs do West Bromwich tiveram que assistir enquanto amigos, colegas e familiares comemoravam a dramática vitória do Villa no dia 14 de maio.

O torcedor dos Baggies, Will Matthews, trabalha com vários fãs do Villa, incluindo Mitchell, e tentou evitar o barulho em torno da final. "Toda a cobertura nas notícias torna-se mais difícil. Eu cresci vendo confrontos entre Albion e Villa, então eu conheço muitos fãs do Villa e eu não fico exatamente de boca fechada antes dos jogos. Eu acho que o Villa vai ganhar, mas eu espero que Derby surpreenda, para ser honesto." 

A imagem do desespero de Richard Keogh rodou o mundo. O zagueiro continua muito prestigiado no Derby
Agora, se tem alguém que precisa aprender e muito com sua última derrota na final dos playoffs, e que precisa tatuar a frase "o medo de perder não pode ser maior que a vontade de vencer" é o Derby. Os Rams fizeram uma campanha excelente, e o seu ataque fulminante impressionou, tanto na temporada regular - onde ficou atrás de Leicester e Burnley (que estão na Premier League até hoje) - quantos nos playoffs, onde no jogo de volta da semifinal goleou o Brighton com um sonoro 4-0. 

Na final, o time iria pegar o QPR, um time pragmático porém experiente, treinado por Harry Redknapp. No jogo, o Derby saiu um pouco de suas características, teve medo de vencerm mesmo com um jogador a mais por quase todo o segundo tempo após a expulsão de O'Neil,  e acabou sendo punido de forma cruel e traumática, aos 90', numa falha do zagueiro Richard Keogh (hoje capitão do time) que deixou Boby Zamora na boa pra fazer o gol do acesso dos Hoops. Falha feia, que fez o Derby virar motivo de piada e deixou a torcida extramente traumatizada, ainda mais pelas recentes quedas nas semifinais dos playoffs em outras temporadas.



Com cinco aparições nas últimas 13 temporadas, a experiência do Derby nos play-offs é memorável para dizer o mínimo. Sua casa, o Pride Park, fica nos arredores de uma pequena cidade rica em patrimônio industrial e de engenharia, com a Rolls-Royce e a Bombardier empregando milhares de pessoas na área. O Derby é o que se chama de one-club city, e a equipe de Frank Lampard floresceu nesta temporada, apesar da incerteza sobre o fututo do estádio.

Jamie Thrasivoulou é um fã e poeta ao longo da vida do clube. Seu poema 'We Are Derby' será transmitido em Wembley antes da final. "Será algo surreal se subirmos nesta temporada, acho que vai mudar tudo", disse. "Está acontecendo em um momento tão bom. Você anda por aí e fala com as pessoas e vê toda a atividade nas mídias sociais e todo mundo empolgado". "Eu acho que vai ser algo totalmente diferente, por causa da maneira como tudo aconteceu, com a vitória sobre o Leeds e a forma como os fãs apoiam Frank Lampard. As pessoas têm conversado sobre futebol mais do que eu me lembro em toda a vida."

É hora de esquecer o que passou pros torcedores do Derby

A mais recente vitória nos playoffs do Derby aconteceu em 2006-07 - a primeira final da Championship no novo Wembley. Eles venceram o West Brom por 1 a 0, com um gol no segundo tempo de Stephen Pearson. "Eu me lembro que eles saíram num ônibus aberto pela cidade no dia seguinte", acrescentou Jamie. "Havia muitas pessoas nas ruas e todos estavam muito felizes porque estávamos na Premier League, apesar de não jogarmos muito bem na final."

O que foi uma incrível festa acabaria em tragédia com uma temporada sombria na primeira divisão. O Derby terminou com 11 pontos e uma vitória solitária, contra o Newcastle em setembro de 2007, um recorde negativo que ainda permanece. Lynn Hemsworth, que é presidente do Derby County Supporters Trust e tem participado de jogos em casa e fora por 45 anos, disse que o nível de apoio da torcida nunca caiu naquela infame campanha na elite, apesar dos resultados ruins. "O clima de festa havia diminuído no Natal porque não estávamos obtendo resultados, mas quando as pessoas perceberam o inevitável (rebaixamento), começaram a gostar", disse ela.

"Os torcedores se divertiram e realmente torceram pela equipe. Eles continuaram aparecendo e não vaiaram ou lhes deram dificuldades. E no final do ano os torcedores receberam o prêmio de Jogador da Temporada do clube." "Perder (o jogo contra o QPR) do jeito que fizemos foi comovente, por ter mos sido o melhor time na maior parte do jogo", acrescentou Jamie. "Estar em Wembley naquele dia foi horrível e acho que levamos alguns anos para realmente nos recuperarmos. É muito ruim ter isso na memória, e uma vitória na segunda-feira nos faria esquecer isso." O Derby desde então chegou às semifinais dos playoffs mais duas vezes antes desta temporada, perdendo para o Hull City em 2016 e para o Fulham no ano passado.

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SEIS DIAS! Na segunda-feira dia 27/05, feriado na Inglaterra (e dia útil por aqui), Aston Villa e Derby County farão a final dos playoffs da temporada 2018/2019 da Championship, e decidirão qual será o terceiro e último time que integrará a Premier League na temporada 2019/20. O duelo tem tudo pra ser quente, pelos belos jogos que ambos proporcionaram nas semifinais, e pelo encontro de ídolos do Chelsea multi-campeão, que estarão em lados opostos. O jogão  em Wembley diante de um esperado público acima das 87.000 pessoas será o divisor de águas para determinar quem terá a oportunidade de jogar na elite e quem irá amargurar mais um ano na Championship, sofrendo por ter chegado tão perto e não ficar com a vaga. Começando nossa série de especiais na contagem regressiva para a final, hoje falamos mais sobre tudo que envolve esse grande duelo, os ENORMES ganhos financeiros pro vencedor e uma moral elevadíssima.

O campeonato conta com 46 rodadas, e, como todo o campeonato de pontos corridos, há um campeão (Norwich) e, no caso, o vice-campeão (Sheffield United), que conseguem uma vaga direto na Premier League. Além dessas rodadas, a Championship tem seus play-offs, a disputa entre o 3º, 4ª, 5º e 6º colocados na temporada. Então por que os play-offs são o momento mais importante de toda a temporada, sendo que o verdadeiro vencedor já está definido? Simplesmente pela questão financeira e de status no futebol inglês.

O chinês Tony Xia assumiu o controle do Aston Villa em Junho de 2016 com grandes planos: em cinco anos, queria o clube fosse mais conhecido no mundo do que Barcelona e Real Madrid

Juntamente com o desejado e sonhado acesso, a equipe vencedora receberá uma exorbitante quantia de dinheiro, fazendo com que a taça de vencedor dos play-offs não passe de uma mera formalidade. Afinal, o valor aproximado de 130 milhões de libras (R$520 milhões) é para fazer qualquer um focar primeiramente no dinheiro antes de mais nada. Ainda mais quando esse valor pode aumentar pra 230 milhões de libras se o clube em questão permanecer na elite por mais uma temporada, e por causa do parachute payment, que é uma espécie de valores de "pára-quedas" que a Premier League paga durante 3 temporadas aos recém-rebaixados, o valor pode chegar a inacreditáveis 290 MILHÕES DE LIBRAS.  Esse é o futebol moderno que presenciamos.

Com a renovação da Premier League com a Sky Sports em fevereiro de 2015 por um valor acima de 5 bilhões de libras (algo em torno de R$22 bilhões, e que já subiu nos últimos 4 anos), todas as cifras nas premiações envolvendo os clubes ingleses subiram consideravelmente, e na Championship a coisa não é diferente. A empresa Deloitte, uma das mais importantes do mundo dos negócios, descreve que vencer a final dos playoffs equivale ao "maior prêmio financeiro no mundo do futebol". Não é à toa que há um acordo tradicional e duradouro de que o time perdedor da final leva o dinheiro da renda dele e do adversário (que não é pouco).

Mel Morris (de óculos), é o dono e presidente do Derby. Segundo o Daily Mail, Morris colocará o clube à venda se não conquistar o acesso

É evidente que a soma total provém do prêmio pela classificação, mas também pelos direitos de transmissão neste mata-mata na reta final. E também é obvio que o time que conseguir colocar a mão nesse valor estará mais do que apto a investir em reforços e dar uma renovada na infraestrutura de suas instalações. E, considerando o cenário atual, contratar nomes de relativo peso deveria estar no topo da lista de prioridades dos mandatários de ambos os clubes. Presenciamos nos últimos anos as dificuldades enfrentadas pelos "novatos" na primeira divisão, mas também foi de extremo orgulho ver o Wolverhampton, na primeira temporada na elite após o acesso, conquistar uma vaga em competição europeia.

Há outra questão em jogo, e essa é importantíssima. em 2016, a EFL implantou regras (complexas) referentes a Rentabilidade e Sustentabilidade que, em suma, não permitem prejuízos apresentados no balanço financeiro dos clubes acima de £8 milhões de libras durante 3 temporadas seguidas. Essas regras passaram meio despercebidas até o meio dessa temporada, quando o Birmingham teve 9 pontos deduzidos da tabela por violar exatamente essas regras. A punição deixou quase todas as equipes em pânico, inclusive as duas que farão a final dos playoffs. Logo a final, além de decidir quem sobe para a Premier League, também vai definir quem provavelmente terá pesadelos com as regras de Rentabilidade e Sustentabilidade.


Aston Villa e Derby vem registrando prejuízos seguidos, um dos fatores de punição da regra. O Derby se livrou de problemas maiores ao, na última temporada, fazer uma "gambiarra" ao vender o estádio Pride Park ao dono do clube e depois alugá-lo de volta. Aston Villa e também o Sheffield Wednesday devem usar do mesmo artifício na próxima temporada (se o primeiro não conquistar o acesso). Quem conquistar o acesso, obviamente, não terá mais problemas imediatos em relação a isso, já que os lucros com direitos de TV são gigantescos. Porém, principalmente para o Aston Villa, se o acesso não vier a derrota será o início do inferno, SE a EFL impor suas regras para todos.

A vitória na final dos playoffs também dá moral pro vencedor, pois é um jogo televisionado mundialmente num estádio lendário e com certeza lotado. Tanto Villa como Derby tem elementos de persuasão para recrutar novos jogadores, o que será fundamental, já que um dos detalhes da campanha de ambos é a quantidade de jogadores emprestados que os clubes utilizam. O limite em uma partida entre os titulares é de 5, e quase sempre Villa e Derby ficam perto desse limite, com Alex Tuanzebe, Tyrone Mings e Tammy Abraham titulares absolutos pelo Villa, e Fikayo Tomori, Mason Mount e Harry Wilson fundamentais no Derby.


Como já citado anteriormente, este é o momento em que os clubes que sobem de divisão tem a chance de investir tanto quanto equipes mais fracas, assim como a oportunidade de se manter na Premier League. A diretoria que ter os 130 milhões precisará saber onde e como gastar. Se com um planejamento de menos recursos conseguiram chegar tão longe, com um incentivo financeiro como esse é possível sonhar com mais.

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A temporada 2018-19 reservou um clássico daqueles para uma das semifinais dos playoffs. Aston Villa e West Bromwich, rivais da região de West Midlands, decidirão uma das vagas para a final em Wembley, valendo a última vaga na Premier League, com o primeiro duelo acontecendo já neste sábado (11/05), com transmissão da ESPN Brasil. Além da rivalidade acirrada, o confonto colocará frente a frente dois dos melhores elencos na Championship, dois poderosos ataques, e um time em franca ascensão contra outro em péssima fase recente. Vai pegar fogo!

Mandante do jogo de amanhã, o Aston Villa chega para a partida embaladíssimo. Os Villans não começaram bem a temporada, e os péssimos resultados culminaram na (tardia) demissão de Steve Bruce. Dean Smith foi contratado após um bom trabalho no Brentford, e até começou bem, mas o time caiu vertiginosamente de produção após a lesão do craque do time, Jack Grealish. Quando todos já colocavam o Villa como carta fora do baralho, Grealish voltou, o time subiu de produção e começou a atropelar todo mundo. Com DEZ vitórias seguidas na parte final do campeonato, o Villa conquistou sua vaga nos playoffs pelo segundo ano seguido.

Mesmo com essa arrancada impressionante, ainda fica a impressão de que o Villa não fez mais que a obrigação, por ter um dos melhores elencos da Championship. Se a vaga na Premier League voou pela janela em Wembley na última temporada, agora é hora de reverter o processo, e um bom resultado em casa é fundamental. A força do time de Dean Smith é o meio campo, o melhor da temporada. John McGinn e Jack Grealish entraram na nossa seleção da temporada, e são peças chave pro sucesso que o clube busca. O 4-3-3 implantado por Dean Smith é extremamente ofensivo e bem trabalhado, com pressão na saída de bola do adversário, transições rápidas contando com a qualidade de McGinn no centro, e bola no pé de Grealish sempre que possível. Com isso, Tammy Abraham, autor de 25 gols na Championship, é sempre um perigo dentro da área.


Já o West Bromwich, que iniciou a temporada como um dos favoritos ao acesso, teve uma campanha mais conturbada do que o esperado. Embora sempre tenha ficado entre os primeiros, e na grande maioria das rodadas dentro do top-6, o time nunca demonstrou um futebol a altura do que se esperava, prinicipalmente no meio campo, que em muitos jogos foi extremamente inoperante. Na janela de Janeiro, o time perdeu seu principal meio campista, Harvey Barnes, que voltou ao Leicester, mas os Baggies reforçaram o time com bons nomes como Johansen e Jacob Murphy, mas mesmo assim um bom futebol nem sempre foi apresentado, e em 09 de Março veio a decisão mais inesperada: o técnico Darren Moore foi demitido sem mais nem menos, demissão estranha e extremamente contestável.

O interino James Shan assumiu e acabou sendo efetivado pelo menos até o fim da temporada. Mas os últimos resultados não foram nada bons, principalmente nos confrontos diretos, onde o time perdeu quase todos, e por muito pouco o WBA não acabou atrás do rival Aston Villa. Mas o 4º lugar veio, muito graças a dupla de ataque mais poderosa da Championship: Jay Rodriguez e Dwight Gayle, juntos, foram responsáveis por nada menos que 45 dos 87 gols marcados pelo time, o segundo melhor ataque atrás do campeão, Norwich. Os atacantes compensaram a falta de criatividade do meio campo excessivamente defensivo em muitos momentos, e é neles que o West Brom tem que confiar se quiser ir à final.



No seu canal no Youtube, o excelente jornalista Rafael Oliveira, dos canais ESPN, falou bastante sobre os confrontos dos playoffs, a história das rivalidades e as expectativas pros confrontos. Confira!




Chegou o momento tão aguardado e de grande expectativa. Os playoffs da Championship novamente prometem bastante equilíbrio e fortes emoções.

 

Um dos duelos será entre Leeds e Derby, que se enfrentam dia 11/05 no Pride Park e 15/05 no Elland Road.

 

Para os torcedores dos Rams, o confronto terá ingredientes a mais. O Leeds, historicamente, pode ser considerado o segundo maior rival do Derby. Além disso, o episódio de espionagem de Marcelo Bielsa, que desagradou a Frank Lampard, sugere um interessante confronto de metodologias de gerações completamente diferentes.

 

O Leeds arrancou no início da temporada e, de modo geral, apresentou, juntamente com o Norwich, o melhor futebol da divisão. No entanto, depois de alguns vacilos, deixou escapar a vaga direta na reta final.  

 

O elenco de Marcelo Bielsa é enxuto e eles perderam jogadores importantes por lesões nas últimas rodadas. A perda dessas peças provavelmente será o maior problema que o treinador argentino terá durante os playoffs.

 

Durante a campanha, o sistema base dos Whites adotado pelo Bielsa foi o 4-1-4-1.



 

Na meta, Kiko Casilla ganhou a titularidade, depois de Peacock-Farrell cometer algumas falhas e não transmitir a confiança necessária considerada pelo treinador.

 

A dupla de zaga formada por Jansson e Cooper é o ponto forte do sistema defensivo. Enquanto Ayling é intocável na lateral-direita, na lateral-esquerda Bielsa tem problemas. Barry Douglas e Alioski, que geralmente fazem a função, estão lesionados, então sua opção mais provável será improvisar o meia Stuart Dallas.

 

Kevin Phillips é o homem destruidor e, ao mesmo tempo, construtor do meio-campo na saída de bola. Ele é apoiado pelos meias criativos Roberts e Klich, com Pablo Hernandez, principal liderança técnica, e Harrison dando amplitude.

 

Na frente, Roofe é esperança de gols e Bamford pode revezar como centroavante referência.

 

                       

            Lampard e Bielsa - Duelo de gerações diferentes no comando.


Nos últimos anos, o Derby constantemente aparece entre os possíveis candidatos ao acesso, mas tem sofrido para alcançar o objetivo.

 

O clube teve uma janela de transferências surpreendentemente agradável antes do início da temporada. Os empréstimos de Mason Mount e Harry Wilson, que pertencem a Chelsea e Liverpool, respectivamente, bem como as contratações dos centroavantes Jack Marriott e Martyn Waghorn, foram cruciais para o sucesso da equipe.

 

O bom início de temporada chamou a atenção positivamente, mas os altos e baixos no decorrer da competição não permitiram uma posição melhor que a última vaga nos playoffs.

 

Frank Lampard, que realiza seu primeiro trabalho como treinador, conseguiu desenvolver de maneira positiva o desempenho de sua equipe.



 

Na defesa, o jovem Tomori ganhou a titularidade ao lado do experiente capitão Richard Keogh, e a dupla tem feito parceria eficiente no miolo de zaga.

 

O goleiro Kelle Roos é outro destaque. Com boas atuações, ele bancou o veterano Scott Carson.

 

O jovem lateral-direito Jayden Bogle, de apenas 18 anos, chama a atenção pela maturidade com a bola e apoio ofensivo.

 

Na lateral-esquerda, Scott Malone e Ashley Cole agregam experiência.

 

Os Rams basicamente atuam no 4-3-3 com Bradley Johnson na função de proteção da defesa. Bryson acrescenta fisicalidade e Mount com mais liberdade ofensiva é principal criador no meio-campo.

 

No ataque, Tom Lawrence, uma das principais referências, atua pelo lado esquerdo, enquanto Harry Wilson atua pelo lado direito, mas com mais liberdade de circulação. Waghorn auxilia na contribuição de pivô, além da movimentação para abrir espaço para os pontas.

 

Contudo, serão duelos entre dois treinadores conhecidos de maneiras diferentes e que prometem agregar atratividade, bem como encontrar maneiras eficientes de superar seus adversários.


Que vença o melhor.




Continuando nosso especial sobre os times promovidos para a Premier League, é hora de falar do vice-campeão da Championship, Sheffield United. Os Blades foram um dos times mais legais de se ver jogar na temporada, com um futebol empolgante, competitivo e com várias ideias modernas e interessantes implantadas pelo excelente técnico Chris Wilder, que agora vai tentar alcançar um novo nível na elite do futebol inglês. Agora, o momento é de planejar. Planejar e muito, para garantir que a estadia na Premier League seja satisfatória e não traumática. Vamos analisar as qualidades, as necessidades do elenco e a "sorte" que é sempre necessária.

Chris Wilder, o homem por trás do sucesso

Torcedor do Sheffield United quando criança, Chris Wilder vai treinar o clube na sua primeira temporada na Premier League em 12 anos. O antigo treinador do Alfreton e Halifax foi subindo na pirâmide das ligas do futebol inglês, ganhando a promoção da Conference (5ª divisão), League Two, League One e agora a Championship. Depois de levar o pequeno Northampton ao título da League two em 2015-16, Wilder deixou a equipe para assumir o Sheffield United.


Com o atacante Billy Sharp como capitão, ele levou o time até a Championship conquistando o título da League One com incríveis 100 pontos. Sharp, que marcou 30 gols no campeonato na temporada passada, marcou mais 23 para ajudar a garantir a promoção para a Premier League nesta temporada. "Se você tivesse me dito quando eu assinei com o clube na primeira liga que seríamos promovidos para a Premier League, eu não teria acreditado em você.", disse Sharp. "Minha primeira temporada não correu bem, mas desde que o treinador chegou, ele tem sido fenomenal - de longe o melhor técnico que esse clube já teve. Eu não acho que nenhum fã vá discordar de mim."

Os conceitos modernos

Poucos times da Championship tiveram sucesso com uma formação de 3 zagueiros. O case de mais sucesso, claro, foi o do Wolves de Nuno Espírito Santo na temporada passada, com seu 3-4-3. Chris Wilder manteve as características de seu trabalho com o United, implantando um modelo 3-4-1-2, que começou sendo questionado pela torcida e pela imprensa, mas que culminou num time marcador de gols e também extremamente forte na zaga, terminando com a melhor defesa da Championship. O trabalho dos zagueiros, ajudando a iniciar as jogadas de ataque quando necessário, foi uma das impressionantes marcas da campanha dos Blades, como o vídeo abaixo (em inglês) mostra.


Após a última temporada, onde o United terminou em 10º lugar, Chris Wilder usou a janela de transferências para dentro do Reino Unido, trazer jogadores que ajudaram a montar a espinha dorsal do time vice-campeão: David McGoldrick (atacante), John Egan (zagueiro), Dean Henderson (goleiro) e Oliver Norwood (meia) preencheram as lacunas existentes do elenco, e se juntaram aos já presentes Jack O'Connell, Chris Basham, John Fleck, Enda Stevens e Billy Sharp. E o importante não são apenas as chegadas dos jogadores, mas quanto custaram. Leon Clarke chegou a Sheffield no último verão por apenas 150 mil libras e marcou 19 gols em sua primeira temporada pelo clube.

Oliver Norwood chegou emprestado pelo Fulham antes de completar uma transferência permanente de £ 2 milhões, enquanto Dean Henderson foi um muro no gol, conseguindo impressionantes 20 clean sheets. O goleiro emprestado pelo Manchester United já expressou sua vontade de estar no clube na próxima temporada. Compare isso com os rivais de Yorkshire, Leeds, que perderam a promoção automática novamente, e gastaram 7 milhões de libras somente com Patrick Bamford. O XI inicial dos Blades custou menos do que apenas uma das contratações do Leeds. A capacidade de Wilder de reconhecer quando um sistema ou estilo de jogo não está funcionando e alterá-lo também foi essencial para garantir a promoção.

Os Blades perderam seus dois primeiros jogos da temporada para Swansea e Middlesbrough, e em seu terceiro jogo da temporada, houve uma mudança tática. O clube implantou os três zagueiros novamente, com os laterais sendo autorizados a se sobrepor quando o time foi para a frente. Isso criou a mistura perfeita de atacar e defender, e Wilder ficou com esse sistema de sucesso pelo resto da campanha. O impacto do sucesso do United não será sentido apenas pelos torcedores do clube, já que o rival, Sheffield Wednesday, agora fará de tudo pra conquistar o acesso também.


Billy Sharp, "O herói gordinho"

Billy Sharp, nascido e criado em Sheffield, já um herói em sua cidade natal, entrou na para  ahistória dos Blades ao capitanear seu clube de infância para a Premier League. Até mesmo seu nome parece um personagem fictício de Roy of the Rovers, o que é perfeitamente adequado, já que sua história poderia ter sido tirada diretamente da revista em quadrinhos. É uma história de rejeição e perseverança, tragédia e longevidade e, finalmente, glória. O atacante duas vezes partiu de seu amado time no início de sua carreira em busca de gols, mas depois retornou para uma terceira chance e provou ser seu talismã.

Sharp, de 33 anos, tornou-se o maior artilheiro da Football League neste século, ao marcar seu gol de número 220 contra o Wigan em janeiro. Desde então, ele marcou mais sete e está acima de Rickie Lambert, Wayne Rooney, Jamie Cureton e Jermain Defoe na lista dos cinco primeiros, e agora é um jogador da Premier League novamente, desta vez com o clube que ele sempre amou. Seu próximo alvo é 250 - um grande feito para o "rapaz gordo de Sheffield".


Quando a Sharp deixou os Blades pela primeira vez em 2005, ele marcou nove gols em 16 jogos emprestado ao Rushden & Diamonds, antes de marcar 53 na League One durante duas temporadas pelo Scunthorpe, que ganhou a promoção para a Championship sob o comando de Nigel Adkins. Os Blades pagaram 2 milhões de libras em 2007 para levá-lo de volta, mas seus gols desapareceram por causa do peso da expectativa de um retorno imediato à Premier League, devido ao rebaixamento da temporada anterior.

Após oito gols em duas temporadas no Bramall Lane, Sharp foi colocado na lista de transferências. Ele se juntou a Doncaster, inicialmente por empréstimo, e começou a marcar regularmente novamente. Ele fez 40 gols em 82 aparições pelos Rovers e um deles continua sendo o mais lembrado: Em 2011, o filho de Sharp, Luey, morreu com dois dias de vida devido a um defeito congênito que causa uma ruptura da parede abdominal. Menos de 72 horas depois, Sharp marcou para o Doncaster em uma derrota em casa para o Middlesbrough na comemoração levantou a camisa com uma mensagem que dizia: "Isso é para você, filho".


Na temporada anterior, e em circunstâncias mais felizes, Sharp havia comemorado um gol para o Doncaster contra o Sheffield United, exibindo as palavras "Fat Lad from Sheffield" na parte de trás de sua camisa. Seus gols em Doncaster valeram a ele uma mudança para o Southampton, onde ele foi promovido para a Premier League. Mas a Sharp fez apenas duas aparições substitutas para os Saints na primeira divisão - por um total de 18 minutos - antes de empréstimos para Nottingham Forest, Reading e Doncaster, que marcaram um período instável de sua carreira.

Ele foi marcado com o apelido 'journeyman', e uma mudança permanente para Leeds no verão de 2014 não se mostrou mais frutífera. Depois de uma temporada e apenas cinco gols pelo Leeds, Sharp voltou para Bramall Lane novamente e desta vez, mais velho e mais sábio, se sentiu em casa, marcando 21 gols na primeira temporada. Após Chris Wilder ter sido nomeado como responsável pelo clube da sua cidade natal em maio de 2016, a vida ficou ainda melhor para a Sharp. Wilder o nomeou como capitão do time, e o atacante respondeu com 30 gols na temporada de retorno à Championship


Os Blades estão de volta ao topo depois de um exílio de 12 anos e dois números forjados em Sheffield serão reverenciados por ajudá-los a chegar lá. Foi um longo caminho para Sharp, um verdadeiro herói local, que está vivendo um sonho de infância que Roy of the Rovers teria se orgulhado.

As necessidades

Embora tenha uma boa espinha dorsal, o Sheffield United precisa gastar direito para reforçar o time, que está um pouco menos pronta que a do Norwich. Na opinião desse editor, serão necessários:

Goleiro: O ideal seria que o United contratasse Dean Henderson em definitivo junto ao Manchester United, aproveitando-se da limpa que os Red Devils devem fazer no elenco, pois o bom goleiro já está habituado ao esquema de jogo. Se não, os Blades deverão ir ao mercado.
Meias: Essa é posição mais importante para o United reforçar. Oliver Norwood e John Fleck fizeram uma excelente temporada, mas o primeiro já mostrou que o nível da Premier League pode ser demasiado, e o segundo pode sentir a diferença. O fundamental mesmo é contratar um bom meia ofensivo para abastecer o ataque, algo que faltou em alguns momentos e pode ser crítico para se ter sucesso na elite.
Atacante: David McGoldrick e Billy Sharp finalmente terão sua chance na Premier League. Mas o time precisa de sangue novo no ataque, de preferência jogadores jovens e rápidos, com pulmão para poderem proporcionar um revezamento.

Escalação do Sheffield United, temporada 2018-2019

A sorte

Sim, boa parte do sucesso de um time recém-promovido passa pela sorte, começando pela tabela da Premier League - jogos contra os times mais fortes podem ser diluídos durante toda a temporada, ou serem realizados todos juntos no final (a Premier League ama fazer isso), ou seja, se o time precisa de pontos no final do campeonato e a segunda opção é a válida, adeus. Lesões, suspensões, casos de força maior (Emiliano Sala com o Cardiff, por exemplo), todos são fatores que podem ser decisivos para o sucesso ou o fracasso. 

Se o assunto é sorte... boa sorte, Sheffield United!

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