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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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15 de Junho. Nesse dia, o tradicional Leeds United, de muita história e de grande torcida, saía da mesmice recente e anunciava Marcelo Bielsa como seu novo treinador. Campeão olímpico e da Copa América com a seleção da Argentina e de um trabalho memorável no Athletic Bilbao, Bielsa chegou ao Elland Road em baixa na carreira após um trabalho fraco e extremamente conturbado no Lille, mas com muita excitação por parte da torcida. 2 meses e 11 dias depois, o Leeds é o líder da Championship com 13 pontos conquistados de 15 possíveis, invicto, com o melhor ataque (14 gols feitos) e segunda melhor defesa junto com Swansea e Blackburn (4 gols sofridos), e de longe com o melhor futebol apresentado. O que explica tamanho sucesso recente? E até onde o Leeds pode sonhar num campeonato tão longo e duro?

Nos últimos tempos, os grandes investimentos para reforçar um elenco específico tem sido a receita de sucesso na Championship, como foi o caso do atual campeão Wolves, que investiu pesado e conseguiu, jogando um ótimo futebol, o título pra lá de merecido. Não é exatamente o caso do Leeds - o clube investiu sim, mas não fez nenhuma loucura no mercado e nem de longe foi o que mais gastou. Bielsa ao chegar atacou no mercado nas posições certas, trazendo Barry Douglas, que fez grande campeonato passado pelo Wolves, Lewis Baker e Jamaal Blackman do Chelsea para dar mais profundidade ao elenco, o jovem Jack Harrison como uma aposta vindo do Man City, e a grande contratação foi a do atacante Patrick Bamford vindo do Boro.


A grande mudança no Leeds não foi nas peças, e sim na maneira de pensar, entender e apresentar o futebol no relvado. Na estreia, num jogo duro contra o recém-rebaixado Stoke, o onze inicial foi muito parecido com o que terminou a temporada passada, já que apenas Barry Douglas e Mateusz Klich (voltando de empréstimo) eram as caras novas. O que foi visto de diferente logo de cara foi o posicionamento em campo: Gaetano Berardi, que é polivalente mas tem preferência pela lateral-direita, foi deslocado pra zaga ao lado de Cooper (que deve perder lugar pra Pontus Jansson, que volta de lesão); Kalvin Phillips, que costumava jogar com companhia ao seu lado no meio defensivo, foi recuado um pouco pra frente da área, deixando os 4 meias a sua frente: Pablo Hernandez, Samu Saiz, Mateusz Klich e Ezgjan Alioski. Os 4 com a missão de alimentar Kemar Roofe na frente.

Marcelo Bielsa sempre prezou pelo futebol bem jogado, e é isso que o Leeds vem apresentando. O time quase nunca dá o chutão, tenta sempre sair com a bola no pé, e os 4 meias dão o apoio necessário para que isso aconteça. É sempre bom lembrar que Bielsa é um dos precursores desse tipo de jogo de posse de bola, troca de passes e movimentação intensa, algo que hoje vemos muito em times treinados por Maurizio Sarri e Pep Guardiola, e muito do sucesso na carreira do treinador argentino se explica por isso. O Leeds nunca teve times ruins (como está sendo provado agora), mas faltava alguém que tirasse o melhor de cada jogador.


Vejamos o caso de Samu Saiz. O meia chegou ao Leeds vindo do pequeno Huesca da Espanha na janela de verão de 2017 com boas expectativas após fazer uma grande segunda divisão espanhola. Embora tenha feito alguns bons jogos, Saiz nunca teve muita regularidade em seu futebol, muito por causa das intensas trocas de técnicos, e pouco foi decisivo. Com Bielsa, Saiz vem sendo um terror pras defesas adversárias, aliando seu bom passe a uma agressividade impressionante em busca do gol, e é um dos melhores jogadores da temporada (senão o melhor). Seus companheiros de meio campo são casos parecidos: Pablo Hernandez recuperou o bom futebol que havia apresentado anteriormente no Swansea, Alioski faz uma excelente dupla pela esquerda com Barry Douglas, e Klich ajuda demais Samu Saiz a manter a posse de bola. 4 meias, 4 jogadores que prezam pelo bom jogo e que explicam o bom momento dos Whites.


Outro caso interessantíssimo é o do centroavante Kemar Roofe. O jogador de 25 anos nunca teve grande impacto no Leeds, e quando Patrick Bamford foi contratado por quase 8 milhões de libras, todos pensavam que ele seria o titular e Roofe será seu reserva. Só esqueceram de avisar o rapaz. A chegada de Bielsa deu um novo ânimo e revolucionou seu futebol - sendo bem assistido por 4 ótimos meias, Roofe marcou 4 gols nas primeiras 4 partidas, e Bielsa não exitou em deixar sua maior contratação no banco. O estilo de jogo é arriscado? Sempre será. Mas é o futebol moderno sendo apresentado a todos na Championship. Nenhum outro time pratica esse estilo e, a partir do momento que isso encaixa, o Leeds acaba levando uma ENORME vantagem em relação a qualquer rival, e de forma muito competente, como mostrou contra adversários com bom elenco (Stoke), com um time bem armado (Swansea), com um time promissor e forte em casa (Derby) e contra uma retranca (Rotherham).

Mas é sempre bom fazer a ressalva: foram apenas 5 rodadas completas. De QUARENTA E SEIS rodadas. A Championship é o campeonato mais pesado e desgastante da Europa pra qualquer elenco, e Bielsa vai ter que ser competente também na hora de rodar o time, poupar na hora certa e equilibrar boas atuações com vitórias convincentes com jogos onde uma vitória por 1-0 é goleada. A próxima rodada será perfeita pra entender até onde o Leeds pode ir na temporada: o time fará o grande jogo da temporada até agora contra o vice-líder e excelente time do Middlesbrough, que promete ser um encontro interessantíssimo de duas maneiras diferentes de pensar futebol: Bielsa com seu jogo bem jogado, Tony Pulis com defesa forte e ligação direta. Uma vitória categórica, se acontecer, vai mostrar a todos que o Bielsa Ball veio pra ficar.



Nome: The Hawthorns
Local: West Bromwich
Construção: 1900
Inauguração: 1900
Capacidade: 26,688
Recorde de público: 64,815


Localizado próximo da fronteira de Birmingham com West Bromwich, The Hawthorns foi o último estádio da Football League a ser construido no final do século 19. Construído a 168 metros acima do nível do mar, é o estádio mais "alto" entre os estádios das 4 principais divisões do futebol inglês.

Assim como outros clubes, o WBA teve uma vida nômade antes de se estabelecer no Hawthorns. Foram cinco estádios diferentes em 22 anos. o primeiro estádio foi o Cooper's Hill, entre 1878 e 1879. Nos dois anos seguintes, jogaram no Dartmouth Park. Depois no Bunn's Field, Four Acres e Storey Lane.

Com a popularidade do futebol na cidade, o WBA sentiu a necessidade de ter um espaço maior para mandar os seus jogos. E dessa vez, um lugar permanente. Diferentemente dos outros estádios, a nova casa seria mais afastada do centro da cidade. O terreno era coberto por arbustos de espinheiros (Hawthorns), o que inspirou o nome do estádio. o clube alugou o terreno em 1900 e viria a comprá-lo 13 anos depois.


As obras de construção foram rápidas. em apenas 4 meses, o estádio já estava de pé. Em setembro de 1900, The Hawthorns foi inaugurado. Pouco mais de 20000 pessoas assistiram ao empate de 1-1 entre WBA e Derby. Na semana seguinte, mais de 35.000 pessoas assistiram a derrota dos Baggies para o rival Aston Villa por 1-0. Apesar de um novo estádio, as coisas dentro de campo não iam bem. Os Baggies terminaram na lanterna e foram rebaixados para a segunda divisão naquela temporada. O seu último jogo da temporada ainda tem o pior público em jogos de liga no estádio. Apenas 1050 pessoas assistiram a derrota para o Sheffield United

Já dentro da década de 20, o clube fez as suas primeiras reformas de ampliação. Em 1923, o Hawthorns recebeu seu primeiro público acima da casa dos 50000. Em 1925, a capacidade já passava dos 60000. E foi em 1937 que o estádio recebeu o seu maior público até hoje. 64815 pessoas assistiram à vitória do WBA sobre o Arsenal por 3-1 pela FA Cup. Oficialmente, esse é o maior público. Porém, há relatos de que, no jogo contra o Newcastle em 1954, mais de 80000 pessoas estiveram no estádio, embora o público oficial do jogo tenha sido de 61,088. A possibilidade é real, já que na época, o sistema de contagem de torcedores não era lá muito confiável


Em 1949, o estádio se tornou o primeiro do Reino Unido a ter catracas eletrônicas, que calculava o público presente automaticamente e com isso, com mais precisão. Nas décadas seguintes, mais reformas eram feitas. E com isso, a capacidade foi sendo reduzida. Com o relatório Taylor, o clube teve que fazer uma reforma drástica para a instalação de assentos, o que reduziu a capacidade para o que é hoje.

Haviam planos para uma nova reforma, que faria a capacidade do estádio subir para 30.000. Porém, os planos foram abandonados devido à dificuldade do clube conseguir atingir sua capacidade máxima. Com isso, The Hawthorns ainda está à espera de uma grande reforma nos últimos 20 anos





Tá chegando a hora! Na próxima sexta será dado o pontapé inicial para a temporada 2018/19 da Championship. A cada temporada, fica mais difícil prever o que vai acontecer, tanto na parte de cima como na de baixo. Com o nível técnico subindo (e também o poder de investimento) as expectativas são altas. Será que teremos a melhor temporada dos últimos anos? O que esperar dessa temporada?

Começando por quem veio de cima, é comum (e até certo ponto inevitável) apontar os recém-rebaixados como favoritos a lutar pelas posições mais altas. O aporte financeiro conseguido com as receitas da Premier League + os Parachute Payments (aquela ajuda de custo aos times rebaixados) é uma vantagem a mais. Gastar não é garantia de sucesso (vide Aston Villa). Mas fazendo do jeito certo o resultado vem. Com isso, Stoke, WBA e Swansea são apostas para as primeiras posições, embora o trio esteja em patamares diferentes de preparação.

Os Potters vem investindo alto

Está chegando a hora! Após muitos dias de férias, uma bela Copa do Mundo pra assistir, e muitas e muitas negociações no mercado, a nossa querida Championship está de volta para a temporada 2018/2019. No último mês, deixamos vocês a par das expectativas de todos os 24 clubes, um por um, analisando as chegadas e saídas e prevendo o que será a temporada. Agora é hora de analisar outra coisa! A Championship é conhecida por ser um celeiro de jovens craques, e separamos 10 nomes, de 10 diferentes clubes, para acompanharem bem de perto durante todo o campeonato. São jogadores jovens e extremamente promissores, de quem com certeza ouviremos falar muito nos próximos anos. Fique de olho!

1: Ezri Konsa (Brentford): Uma das grandes esperanças de renovação da seleção inglesa em relação a zaga é Ezri Konsa. Com apenas 20 anos, filho de pai congolês e mãe angolana, o zagueiro fez sua estreia pelo Charlton, um tradicional formador de grandes craques, com só 18 anos e logo de cara demonstrou ser diferente. Mesmo não sendo dos mais altos (1.83m), Konsa é rápido, bom no jogo aéreo e ótimo nas interceptações. O zagueiro fez parte do plantel inglês que foi campeão da Copa do Mundo sub-20 e do Torneio de Toulon, e foi contratado nessa janela pelo Brentford, chegando com status de titular num clube que costuma dar muita atenção aos jovens.


2 - Mason Mount (Derby County): Esse você deve usar até uma lupa pra acompanhar BEM de perto! Mason Mount é mais um dos vários jogadores emprestados pelo Chelsea para times da Championship, mas o jovem meia de apenas 19 anos é considerado a grande promessa sub-19 dos Blues. Inteligente com a bola nos pés, versátil, com bom chute e um passe excelente, Mount esteve emprestado na temporada passada ao Vitesse (HOL), e participou diretamente de 23 gols, com 14 tentos e 9 assistências, deixando ótima impressão. Mount também foi campeão europeu sub-19 com a seleção da Inglaterra, sendo considerado o melhor jogador do torneio. Quando Frank Lampard assumiu o comando do Derby, não titubeou ao convencer seu clube do coração a emprestar o jovem futuro craque aos Rams, e Mount deve fazer uma dupla de respeito com o também jovem Harry Wilson, da base do Liverpool. Não sera surpresa se ouvirmos o nome de Mason Mount com destaque na Premier League em alguns anos.


3 - Trevoh Chalobah (Ipswich): Reconhece o sobrenome? Trevoh Chalobah, da base do Chelsea (uau!) é irmão de Nathaniel Chalobah, que fez algum sucesso pelo Watford na Championship há algumas temporadas, e tem como principal característica a versatilidade, já que pode jogar na zaga (posição principal), na lateral direita e no meio campo defensivo. Chalobah esteve com Mason Mount e outros jovens conhecidos no título europeu sub-19 da Inglaterra, e foi emprestado ao Ipswich nesse mercado de verão. Nascido em Serra Leoa e com nacionalidade inglesa, Chalobah impressiona pela altura (1,90m) pela pela qualidade com a bola nos pés pra sair jogando, algo que sempre foi valorizado no Ipswich.


4 - Bailey Peacock-Farrell (Leeds): O único goleiro dessa lista. Peacock-Farrell tem só 21 anos, mas já rodou por vários clubes emprestado desde que assinou seu primeiro contrato profissional com o Leeds em 2015. Farrell assumiu o gol dos Whites em Março após vários jogos ruins do titular Wiedwald, num jogo contra o campeão Wolves - o time perdeu por 3-0, mas poderia ter tomado uma goleada antológica se não fosse pelo goleiro, que levou o prêmio de melhor em campo. Depois disso, Farrell não saiu mais do time, e assumiu a camisa 1 em definitivo. Com 1.92m, Farrell tem uma boa agilidade e sabe sair bem do gol, algo vital pra qualquer goleiro na Championship. O norte-irlandês já foi convocado pra sua seleção recentemente, e será um dos pilares do novo Leeds treinado por Marcelo Bielsa.


5 - Emiliano Buendía (Norwich): O meia argentino com nacionalidade espanhola Emiliano Buendía foi comprado pelo Norwich junto ao Getafe pra tentar preencher a lacuna deixada pela venda de James Maddison ao Leicester. Buendía se destacou na temporada passada na segunda divisão da Espanha pelo Leonesa, onde marcou seis gols e deu 13 assistências, e também fez 3 partidas pela seleção sub-19 da Espanha. Jogando preferencialmente pelo centro do campo, Buendía é aquele típico meia argentino, baixinho, habilidoso e com bom passe, e é nisso que o técnico Daniel Farke confia, embora não deva começar como titular absoluto nos Canaries. O clube também pensa a longo prazo que Buendía, jogando como um verdadeiro 10, possa substituir bem Wes Hoolahan, que deixou o time após muitas temporadas.


6 - Ben Brereton (Nottingham Forest): Dos 10 da lista, é o que já tem melhores números na Championship, e no qual se deve ficar mais de olho. Benjamin Anthony Brereton, de 19 anos, é não só a grande revelação do Nottingham Forest nos últimos anos, mas uma das grandes esperanças da excelente base da seleção Inglesa. Podendo jogar tanto pela direita do ataque como centroavante, Brereton foi uma das poucas coisas boas que saíram dos Reds na última temporada, e já caiu nos braços da torcida com muita disposição e boa colocação no ataque. O jovem marcou 6 gols na última temporada num time que fazia pouquíssimos gols, e deve ser fundamental na campanha ambiciosa do Forest pra essa temporada - com mais contratações de bons jogadores, mais gols e boas atuações devem vir por aí. Brereton é presença certa na seleção sub-19 da Inglaterra, onde foi campeão europeu em 2017. Olho forte no garoto!


7 - Ryan Ledson (Preston North End): O meia Ryan Ledson, de 20 anos, é de Liverpool e formado na base do Everton, de onde saiu em 2016 pra jogar no pequeno Oxford United. Após uma primeira temporada marcada por lesões, Ledson assumiu a camisa 8 do time na temporada passada e tomou conta do meio campo. Com ótima visão de jogo e bons passes, Ledson fez excelente campanha na League One, e terminou a temporada levando os prêmios de melhor jogador jovem, melhor jogador da temporada e gol da temporada pelo Oxford. Ledson foi contratado nessa janela pelo Preston, um time que reconhecidamente sabe dar espaço aos jovens, e pode ser importante para as pretensões dos Lilywhites. Ledson também fez (e faz) parte de todas as divisões de base da Inglaterra.


8 - Ebere Eze (Queens Park Rangers): Talvez o jogador mais empolgante de se ver com uma bola no pé dessa lista é o meia Ebere Eze. Nascido em Londres e com ascendência nigeriana, Eze apareceu pro futebol já mais pro final da última temporada, quando as coisas meio que se arrastavam no QPR. Ian Holloway deu a chance, e o jovem de 20 anos não desperdiçou, mostrando uma capacidade impressionante de dominar o meio campo central, com um nível de acertos de passes altíssimo e muita qualidade com a bola. Eze vem fazendo uma pré-temporada de encher os olhos e, a não ser que o novo técnico Steve McClaren enlouqueça, deve ser titular e fundamental na campanha dos Hoops na Championship. Não a toa o garoto já pegou a camisa 10 pra si. Eze deve optar por jogar na seleção da Nigéria, embora as boas atuações que prometem vir possam fazer as sobrancelhas dos scouts da seleção inglesa se levantarem.


9 - Joel Asoro (Swansea): No meio de 46 rodadas de pesadelo do Sunderland na última temporada, a única coisa boa que a torcida viu foi o nascimento pro futebol do atacante Joel Asoro, e ele já foi embora. Sueco de ascendência ganesa, Asoro também teve sua chance mais pro fim da temporada, e se destacou num jogo contra o forte Fulham, onde marcou um gol e foi um dos melhores em campo. Rápido e extremamente forte, mesmo com pouca altura (1.76m), Asoro chamou a atenção de Graham Potter já quando ele treinava o Ostersunds de seu país natal, e o treinador não hesitou em levá-lo para o Swansea, que vem rejuvenescendo seu elenco de forma bem interessante após o rebaixamento para a Premier League.


10 - Leonardo da Silva Lopes (Wigan): O português Leonardo da Silva Lopes promete ser uma das grandes atrações da Championship jogando pelo Wigan. Com 19 anos e 1,68m de altura, Silva Lopes tem o físico muito parecido com N'golo Kanté (guardadas as devidíssimas proporções, claro!), e brilhou na última League One pelo Peterborough, onde jogou praticamente todos os jogos da temporada como titular. Silva Lopes também pode jogar mais ofensivamente, mas prefere o meio campo defensivo, onde pode formar uma boa dupla com Sam Morsy, embora não deva ser usado como titular imediatamente. Com uma velocidade impressionante na interceptação e bom nas roubadas de bola, Silva Lopes pode ajudar muito a alimentar o ataque dos Latics, que tem boa saída pelas pontas e uma boa referência com Will Grigg. O jovem já faz parte da seleção de base de Portugal.

A temporada 2018/2019 vai começar! Acompanhe as rodadas em tempo real, escalações, resultados e a tabela em nosso Twitter!


Nome: Wigan Athletic Football Club
Apelido: Latics
Estádio: DW Stadium
Presidente: Dave Whelan
Técnico: Paul Cook
Última temporada: Campeão (League One)

CHEGAM:
  • Kal Naismith (Portsmouth, Free)
  • Christian Walton (Brighton, empréstimo)
  • Reece James (Chelsea U23, empréstimo)
  • Leonardo da Silva Lopes (Peterborough, valor não revelado)
  • Callum McManaman (Sunderland, Free)
SAEM: 
  • Luke Burke (AFC Fylde, Free)
  • Sam Stubbs (Middlesbrough U23, Free)
  • Noel Hunt (Waterford FC, Free)
  • Andy Kellett (Notts County, Free)
  • David Perkins (Rochdale, Free)
  • Craig Morgan (Fleetwood Town, valor não revelado)
  • Donervon Daniels (dispensado)
O Wigan volta a Championship como campeão da League One passada. Os Latics fizeram uma campanha segura, e arrancaram na reta final pra deixar pra trás Blackburn e Shrewsbury e ficar com o título. No meio do caminho, o time conseguiu a façanha de eliminar (de novo) o poderoso Manchester City da FA Cup com uma vitória por 1-0 em casa, e (de novo) fazendo o torcedor se perguntar porque o time não joga na Championship o que joga nas copas.

O técnico Paul Cook terá a responsabilidade de subir o nível da equipe para disputar o campeonato que promete ser o mais equilibrado dos últimos tempos. Embora o elenco fosse demasiado bom para a League One, é também demasiado fraco para o salto pra Championship. Mas, pelo menos por enquanto, parece que o Wigan não deve ser muito diferente em relação a última temporada. 


Chegam o winger Kal Naismith vindo do Portsmouth; o goleiro Christian Walton volta reemprestado pelo Brighton; o zagueiro/lateral Reece James vem emprestado pelo Chelsea (claro); o winger Callum McManaman vem de graça do Sunderland; e a contratação mais promissora é a do jovem meia português Leonardo da Silva Lopes, que mostrou boa técnica no Peterborough. O time ainda não perdeu ninguém importante.

Pensar em playoffs pro Wigan é totalmente fora da realidade. Todos no clube sabem que o objetivo é não cair, pra montar um bom projeto e depois pensar em voltar à Premier League. Mesmo pra não ser rebaixado, o time ainda precisa usar melhor a janela de transferências (um lateral-esquerdo é crucial), e torcer para que Will Grigg esteja on-fire.

Provável time para a temporada (4-2-3-1): Walton; Byrne, Dunkley, Burn, James; Morsy, Power; McManaman, Massey, Roberts; Grigg.

Previsão Championship Brasil: Briga contra o rebaixamento


Preview da temporada - Wigan


Nome: West Bromwich Albion Football Club
Apelido: The Baggies
Estádio: The Hawthorns
Presidente: Lai Guochuan
Técnico: Darren Moore
Última temporada: 20º (Premier League)

CHEGAM:
  • Sam Johnstone (Man United, £7.35 milhões)
  • Kyle Bartley (Swansea, £4,50 milhões)
  • Jonathan Bond (Reading, Free)
  • Harvey Barnes (Leicester, empréstimo)
  • Conor Townsend (Scunthorpe, £840k)
SAEM: 
  • Ben Foster (Watford, valor não revelado)
  • Jonny Evans (Leicester, £4 milhões)
  • Yuning Zhang (ADO Den Haag, empréstimo)
  • Claudio Yacob, Gareth McAuley, Boaz Myhill, James Morrison (dispensados)
  • Grzegorz Krychowiak (Paris Saint-Germain, fim do empréstimo)
  • Ali Gabr (Zamalek SC, fim do empréstimo)
  • James McClean (Stoke, £5,60 milhões)
Após oito temporadas, o West Bromwich está de volta a Championship! E está de volta após uma temporada extremamente maluca e bizarra na Premier League. Sob o comando de Alan Pardew, os Baggies estiveram na lanterna durante quase toda a temporada, e já em Janeiro era considerado rebaixado para muitos - e no meio desse caminho o time eliminou da FA Cup ninguém menos que o Liverpool, vice-campeão europeu, em pleno Anfield com uma vitória por 3-2. Pardew foi demitido em Abril, quando o time estava afundado na zona de rebaixamento, 10 pontos atrás da salvação. O auxiliar técnico Darren Moore assumiu, e o que aconteceu? O WBA começou a socar todo mundo que viu pela frente, empilhou pontos e por alguns momentos sonhou com uma salvação maluca, mas acabou rebaixado na penúltima rodada e terminou na lanterna.

Agora é hora de pensar no que deve ser uma Championship extremamente complicada pro West Brom. Indiscutível e merecidamente, Darren Moore foi efetivado no cargo e vai comandar o time com uma moral gigantesca, com um prêmio de técnico do mês de Abril da Premier League na prateleira e, por enquanto, um bom elenco disponível. O WBA está sendo atacado no mercado menos do que se esperava: o goleiro Ben Foster foi pro Watford por um bom dinheiro, Jonny Evans foi pro Leicester, e o experiente James McClean deixa o clube após alguns anos. Jogadores como Nacer Chadli, Salomón Rondón e Jay Rodriguez ainda tem mercado na Premier League e serão assediados.


O clube foi ao mercado de forma ainda tímida e localizada: pro lugar de Ben Foster, chegam dois goleiros - Sam Johnstone, finalmente comprado em definitivo junto ao Man United, e Jonathan Bond, vindo do Reading pra ser seu reserva; o zagueiro Kyle Bartley vem do Swansea, o lateral esquerdo Conor Townsend vem do Scunthorpe pra brigar por posição com Kieran Gibbs; e o jovem e promissor winger Harvey Barnes emprestado pelo Leicester. Um outro bom zagueiro e um meia mais criativo ainda são bastante necessários para as pretensões do WBA.

O sucesso ou fracasso do WBA na Championship vai depender totalmente do técnico Darren Moore, que terá um desafio totalmente diferente, num campeonato diferente, de 46 longas rodadas. Se conseguir resultados parecidos com o que conquistou na reta final da Premier League, dificilmente o West Bromwich não brigará pelo acesso. Hoje, é o grande favorito ao título junto com o Stoke. Mas todos sabemos que na Championship, o favoritismo não quer dizer muita coisa.

Provável time para a temporada (4-4-1-1): Johnstone; Nyom; Dawson, Bartley, Gibbs; Livermore, Brunt, Chadli, Phillips; Robson-Kanu; Rodriguez.

Previsão Championship Brasil: Briga pelo título

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Preview da temporada - West Bromwich


Nome: Swansea City Association Football Club
Apelido: The Swans
Estádio: Liberty Stadium
Presidente: Jason Levien e Steve Kaplan
Técnico: Graham Potter
Última temporada: 18º (Premier League)

CHEGAM: 
  • Yan Dhanda (Liverpool U23, Free)
  • Jordi Govea (Real Madrid U19, Free)
  • Borja Bastón (Málaga CF, fim do empréstimo)
  • Jefferson Montero (Getafe CF, fim do empréstimo)
  • Jordi Amat (Real Bétis, fim do empréstimo)
  • Joel Asoro (Sunderland, £2.30 milhões)
  • Barrie McKay (Nottingham Forest, £560k)
  • Bersant Celina (Man City U23, £3,40 milhões)
SAEM: 
  • Lukasz Fabianski (West Ham, £8 milhões)
  • Roque Mesa (FC Sevilla, £6 milhões)
  • Kenji Gorré (CD Nacional, Free)
  • Sung-yong Ki (Newcastle, Free)
  • Adam King (Peterborough, empréstimo)
  • Leon Britton (fim de carreira)
  • Ángel Rangel (dispensado)
  • Renato Sanches (FC Bayern Munique, fim do empréstimo)
  • Kyle Bartley (West Brom, £4,50 milhões)
Outro clube que há muito tempo não aparecia cá por essas bandas está de volta! Após sete temporadas de muito sucesso na Premier League, e por muitas vezes como referência de futebol bem jogado por um clube pequeno, o Swansea, do País de Gales, está de volta a Championship, não nos deixando sentir falta de um time do simpático país britânico (já que o Cardiff subiu). Mesmo tendo conseguido uma excelente arrancada sob o comando de Carlos Carvalhal (aquele mesmo ex-Sheffield Wednesday), o time não teve forças nos dois últimos jogos, e duas duras derrotas em casa contra Southampton e Stoke nas duas últimas rodadas rebaixaram os Swans.

Mesmo com o rebaixamento, ficou a sensação de que o time poderia ter permanecido, que tem um bom futebol e que faltou também um pouco de sorte. Mas agora tudo isso foi pela janela, e muita coisa deverá mudar lá em Gales. Pra começar, Carvalhal não quis permanecer pra comandar o time na Championship, e o Swansea recorreu a um nome novo e bastante desconhecido: Graham Potter, inglês de 43 que se destacou na última temporada pelo pequeno Ostersund FK, da Suécia, fazendo uma grande campanha na Europa League. A aposta é válida e muito parecida com a que o clube fez lá atrás, antes do primeiro acesso, com Brendan Rodgers e, posteriormente, Roberto Martinez - um treinador jovem e bastante promissor, num time que tem no DNA o futebol bem jogado.


Mas se a escolha do novo comandante empolga, o mesmo não pode ser dito do mercado de transferências. A única contratação de fato é do jovem atacante Joel Asoro junto ao Sunderland. As demais chegadas são de jogadores que voltam de empréstimo, como Ollie McBurnie, que voou pelo Barnsley na última Championship, e de outros jovens promissores. As saídas, sim, são pesadas e devem mexer muito na espinha dorsal do time: o goleiro Lukasz Fabianski, merecidamente, ficou na Premier League pra jogar no West Ham, e não deixou um reserva confiável; Quem também fica na Premier League é o sul-coreano Sung-yong Ki, que foi pro Newcastle; Roque Mesa, de quem se esperava muito e nunca correspondeu, foi pro Sevilla, e outras referências do sucesso do time, como Angel Rangel e Leon Britton, foram dispensados.

Graham Potter mostrou muita ousadia no seu trabalho lá na Suécia, e deve repeti-lo em Gales, mas as pesadas saídas do elenco (que podem aumentar) deixam a possibilidade do Swansea brigar pelo título em xeque. Mas se há um clube na Championship disposto e pronto pra mostrar um bom futebol, esse é o Swansea. É esperar pra ver.

Provável time para a temporada (4-4-1-1): Nordfeldt; Naughton, Fernandez, van der Hoorn, Olsson; Fer, Carroll, Clucas, Montero; Celina; McBurnie;

Previsão Championship Brasil: Briga por playoffs

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Preview da temporada - Swansea

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