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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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24 vitórias, apenas 6 derrotas, 78 gols marcados e 81 pontos na tabela após 39 jogos. 3 jogadores no time da temporada da EFL, um futebol agradavelmente ofensivo e competitivo. Esse é o Norwich, que volta a brigar pelo acesso após duas temporadas de reconstrução, e agora é o líder absoluto da Championship e está a poucos passos conquistar o 3º acesso para a Premier League na década. O treinador alemão Daniel Farke apostou forte no mercado de seu país, mesclou um time jovem com algumas peças experientes e, assim como David Wagner no Huddersfield há 3 temporadas, vai se colocando no rol de bons técnicos da Inglaterra. Vamos entender mais sobre o futebol dos Canaries, seus jogadores chave, e começar a prever o futuro do clube numa possível (e provável) Premier League.


Daniel Farke chegou ao Norwich no começo da temporada 2017/2018 vindo do Borussia Dortmud, onde era técnico dos reservas (por isso a semelhança com David Wagner), e na primeira temporada teve muitas dificuldades. O time terminou em 14º lugar, muito longe de brigar por qualquer coisa, e por um certo momento sofreu forte pressão da torcida por sua demissão, principalmente pela incrível fragilidade defensiva da equipe. Curiosamente, nessa temporada o time também começou bem mal, com só uma vitória nas primeiras sete rodadas, e o treinador demorou até achar um time ideal. Porém, uma arrancada daquelas entre Outubro e Dezembro fez o Norwich entrar na briga pelo acesso, e atualmente com sete vitórias seguidas o time é o líder isolado com 81 pontos, sete a frente do terceiro colocado.

Demos uma resumida nos resultados para falar mais sobre o time em si, pois a qualidade individual dos jogadores é o diferencial do Norwich. Falamos um pouco sobre a mescla de jogadores jovens e experientes no time, e isso fica bem visível na defesa: o gol é bem defendido pelo experiente holandês Tim Krul, de muitos anos no Newcastle e de sucesso na seleção da Holanda. Sua experiência ajuda os jovens laterais Max Aarons (19 anos) e Jamaal Lewis (21 anos), além do bem cotado zagueiro Ben Godfrey (21 anos), que já atrai olhares dos times grandes. No meio deles está o zagueiro alemão Christoph Zimmermann de 26 anos, já com boa experiência pelas passagens por Borussia Dortmund e Gladbach. Entre os três primeiros, o Norwich tem a defesa mais vazada (48 gols sofridos), o que é um pouco preocupante porém compreensível visto a juventude da zaga. Aliás, os dois laterais, Aarons e Lewis, entraram na seleção da temporada da EFL.

Seleção da temporada da EFL. A seleção do Championship Brasil sai após a última rodada

O meio campo é a grande força do time. Jogando num 4-2-3-1, os volantes Tom Trybull e Kenny McLean fazem bela temporada, principalmente o segundo, convocado pra seleção da Escócia recentemente. Outro bom alemão do elenco é Marco Stiepermann, com passagens por vários times alemães. Mas o que impressiona mesmo no Norwich é a qualidade dos seus dois pontas: Onel Hernandez, cubano naturalizado alemão, é uma das gratas supresas da Championship, mostrando um futebol habilidoso, rápido e alegre, costuma levar os laterais adversarios a loucura. Na outra ponta, o jovem argentino Emiliano Buendía vem brilhando (e nós já havíamos adiantado aqui: bit.ly/2YIFcRn). Baixinho e franzino, o meia compensa o porte fisico com uma ótima visao de jogo e passes precisos, tipicamente um meio campista argentino, e dos bons.


Um esquema 4-2-3-1 geralmente só funciona com esse 1 sendo competente e goleador. Isso o Norwich tem. Artilheiro do campeonato com 24 gols (e mais 9 assistências), o finlandês Temmu Pukki vem assombrando a Championship com seu faro de gol, e não só isso, também com velocidade, visão de jogo e tranquilidade com a bola no pé. Já com 28 anos, Pukki apareceu pro futebol no Schalke 04, e posteriomente no Celtic. Daniel Farke foi buscá-lo no Brondby da Dinamarca, onde marcou muitos gols, e era a peça que faltava no esquema do treinador.


Definitivamente não existe uma fórmula mágica para se manter na Premier League após o acesso. Times promissores caíram e times fracos permaneceram. Isso tudo depende demais da competência da equipe técnica, da qualidade individual dos jogadores e da capacidade de todos de formar uma equipe competitiva. O Norwich parece trilhar um bom caminho, com um treinador que sabe buscar jogadores fora da Inglaterra, uma direção que é conhecida por mais ajudar do que atrapalhar, e com jogadores que, pelo menos por enquanto, mostram qualidade individual acima da média. O Norwich tem jogadores chave em todas as posições, e uma coluna cervical com Krul, Aarons, Godfrey, McLean, Buendia e Pukki está pronta. Se o Norwich de fato confirmar o acesso, faremos outro post analisando as necessidades do clube na elite.

Olho nos Canaries!
Apelidar um time de futebol é uma das muitas tradições existentes no futebol da terra da rainha. É praticamente um segundo nome. E as origens são as mais váriadas. Explicamos abaixo a origem dos apelidos dos 24 times da atual Championship






Bees (Brentford) - O apelido surgiu acidentalmente quando alunos do colégio Borough Road, para apoiar um amigo que jogava no clube (Joe Gettins) começaram a cantar "Buck Up Bs", um canto famoso no colégio. Graças a uma má interpretação, Bs virou Bees. Tempo depois, a abelha foi incorporada ao escudo.



Blues (Birmingham) - Como o apelido indica, é uma simples referência à cor do uniforme do clube.


The Tractor Boys (Ipswich Town) - Embora o primeiro apelido do clube por muito tempo tenha sido Blues (claramente relacionado à cor do uniforme), Tractor Boys é o mais utilizado ultimamente, ganhando força principalmente nos últimos 10 anos. Ninguém sabe ao certo como surgiu, mas seria uma referência às raízes rurais do clube na época da fundação. O apelido não é tão bem visto como deveria pela torcida e acaba sendo mais utilizado pela imprensa e por torcedores de outros clubes.


Boro (Middlesbrough) - Uma abreviação do nome. Outro apelido que já não é tão usado é Smoggies, termo bastante usado pra defininir a poluição do ar causada pelas indústrias da região, principalmente durante a revolução industrial. Outro Apelido é Teessiders, referência ao rio Tees, que fica ao lado do  estádio do clube, o Riverside Stadium






Blades (Sheffield United) - Uma referência à cidade de Sheffield, uma das mais conhecidas do mundo na fabricação de talheres e de aço. Antes, o clube era conhecido como The Cutlers, também uma referência à produção da região. Curiosamente, Blades era o apelido do rival, Sheffield Wednesday, que o usou até 1907, quando resolveu mudar de apelido (o que a gente explica mais adiante)


Canaries (Norwich City) - Tem ligação com a popularidade da importação e criação de canários na região de Norfolk no início da década de 20. Pouco tempo depois, o clube incorporou o pássaro ao escudo. O Norwich também era conhecido como Citzens (por causa do City)


Hoops (Queens Park Rangers) - Referência ao uniforme listrado do time. Outros apelidos são The R's e Rangers (abreviação do nome)

Lilywhites (Preston North End) - Uma simples referência à cor do uniforme do clube. Outro apelido era The Invincibles, uma referência ao fato do Preston ter conquistado a primeira divisão e a copa da Inglaterra de forma incivta. O Preston foi o primeiro clube a conquistar a "double"

Lions (Millwall) - O apelido surgiu graças a imprensa local, que começou a chamar o time de "leões do Sul" após a vitória sobre o Aston Villa na FA Cup de 1900. O apelido pegou e em pouco tempo, o Leão foi incorporado ao escudo do time. Antes, o clube era conhecido como The Dockers, uma referência ao emprego da maioria dos torcedores do clube na época. Apelido que muita gente não gostava, aliás




Owls (Sheffield Wednesday) - A origem foi uma referência ao subúrbio de Owlerton, onde se localiza o estádio do clube, o Hillsborough. Mas o apelido só pegou mesmo quando um jogador (George Robertson) presenteou o clube com uma coruja, que se tornaria o mascote oficial do clube. O clube também é conhecido como The Wednesday, referência ao antigo nome. Nos primórdios, o clube foi apelidado de Blades, que tempos depois foi "repassado" ao rival Sheffield United


The Whites (Leeds United) - Referência à cor do uniforme do time. Outro apelido é Peacocks, relacionado ao antigo nome do Elland Road (The Old Peacock Ground). Um apelido que já não é muito usado é United (abreviação do nome). E o motivo é simples. United é um dos apelidos do maior rival, o Manchester United


Rams (Derby County) - Tem relação com o Carneiro, bastante famoso na região de Derbyshire. Tanto o apelido como o mascote foram uma homenagem a um batalhão do exército da cidade de Derby na época. A canção The Derby Ram, de Llewellyn Jewitt, teria sido outra inspiração


Reds (Nottingham Forest) - Mais um apelido com referência à cor do uniforme. O clube também é conhecido como Forest (abreviação do nome), Super Reds (outra referência à cor) e Tricky Trees, que fazia uma referência à floresta de Sherwood (sim, Robin Hood), além do escudo do clube. Tricky Trees também era um Fanzine muito famoso lançado pelo clube no início da década de 90. Outro apelido conhecido, mas nem tão usado é Garibaldis, homenagem ao general italiano Giuseppe Garibaldi, lider do exército dos camisas vermelhas, principal inspiração para o primeiro uniforme usado pelo clube


Robins (Bristol City) - Tem relação com a cor do uniforme. Robin é um pássaro muito conhecido no Reino Unido, famoso por ter o peito avermelhado. Entre 76 e 94, o Robin esteve presente no escudo do clube


Royals (Reading) - A origem é simples. Localização, localização, localização. A cidade de Reading fica no condado real de Berkshire. Um apelido que raramente é utilizado é Biscuitmen (referência a uma antiga fábrica de biscoitos da região)






Tigers (Hull City) - Seria uma referência às cores do uniforme, que lembram as cores do tigre. Embora ninguém saiba de quem foi a idéia, o grande incentivador foi um repórter do Hull Daily Mail. Como os times de Rugby da cidade tinham apelidos de animais, ele sugestionou que o time de futebol deveria seguir a mesma linha. Não demorou muito e o apelido pegou. Tempo depois, o tigre foi incorporado ao escudo. O time também era chamado de Citzens e Cits (relação com o "City" do nome do clube)


Trotters (Bolton Wanderers) - A versão tida como original é até engraçada. No século 19, um dos campos utilizados pelo clube era próximo de um chiqueiro. E várias vezes, com os chutes dados, a bola acabava parando lá. E para recuperá-la, os jogadores tinham que atravessar o chiqueiro "trotando". Outra versão é que Trotter é um termo usado em Bolton para definir uma pessoa piadista. O clube também é chamado de The Wanderers (abreviação do nome)


Villans (Aston Villa) - O clube foi fundado por um time de críquete (esporte muito famoso no Reino Unido) que precisava arrumar o que fazer durante o inverno. Então o Villa acabou virando Villans. Esse é um apelido que divide alguns torcedores, já que Vilans é parecido com Villains (vilões). Lions (desenho no escudo do clube desde 1880) é outro apelido conhecido


Potters (Stoke City) - O apelido é uma referência à indústria de cerâmica, famosa na região de Stoke-on-Trent.


Baggies (West Bromwich Albion) - A origem do apelido tem algumas teorias, embora a origem exata ainda seja uma incógnita. A tida como "oficial" é uma referência aos calções de jogo largos que os jogadores usavam nos primeiros anos do clube. Outra teoria é que Baggies é uma referência à "Bagmen", homens que sempre eram vistos carregando bolsas de couro com o dinheiro da renda dos jogos em casa. Outro apelido conhecido é Throstle (conhecido por aqui como Sabiá), o pássaro que aparece no escudo do clube. Outros usados são The Albion e WBA (abreviações do nome)

Millers (Rotherham United) - Referência ao primeiro estádio do clube, o Millmoor, que fora construído em um terreno onde funcionava um moinho de trigo.

Swans (Swansea City) - Referência ao cisne, que aparece no escudo do clube. Outro apelido usado é The Jacks. A origem desse é incerta. Uns dizem que é sobre os marinheiros que viviam na região e eram conhecidos como "Jacks". Outra explicação é que o nome seria uma homenagem a um cachorro chamado Swansea Jack, que salvou cerca de 27 pessoas que estavam se afogando no Rio Tawe e nas docas de Swansea na década de 30.

Latics (Wigan Athletic) - Esse é estranho. Seria baseado na pronúncia da palavra "Athletic" com o sotaque da região. Outro apelido pouco usado é The Tics, abreviação de Athletic.


Rovers (Blackburn Rovers) - Como tudo já indica, é uma abreviação do nome do clube. Outros apelidos são The Blue and Whites (Referência às cores do uniforme) e Riversiders (o Ewood Park fica às margens do rio Darwen)












Os apelidos dos times da Championship

De um início que podemos dizer melancólico, para um final de campeonato que podem surpreender até o mais fanático torcedor do Preston, vamos levantar os piores momentos e sua surpreendente recuperação no campeonato.

O Começo do Fim
Callum Robinson e Paul Gallagher

Após arrancar com uma vitória em seu mando, frente ao QPR na primeira rodada a equipe do técnico Alex Neil, o Preston viu uma sequência incrível de 10 partidas sem vitória, aonde conseguiu somente 3 pontos nesses jogos, foram 24 gols sofridos e apenas 13 gols ao seu favor.

E junto a isso ainda veio a eliminação frente ao Middlesbrough pela Copa da Liga Inglaterra em sua casa. E foi voltar as vitórias somente na 12º Rodada frente ao Wigan pelo placar de 4 X 0 frente sua torcida.

O Recomeço para a Salvação

Depois de conseguir a segunda vitória na Championship frente ao Wigan após feito a equipe conseguiu incríveis 9 jogos sem perder, passando por jogos difíceis contra Bristol, Millwall e Nottingham Forest.

E esse ano a equipe só perdeu uma partida na Championship a equipe está a 12 jogos, sem conhecer a derrota na Champinship e a última foi frente Rotherham no primeiro dia do ano de 2019. Mais teve a queda para o Doncaster da terceira divisão em sua casa.

Grande parte desse bom arranque da equipe no campeonato se dá pelo fato de ganhar 6 dessas partidas foram de seus mando no Deepdale, a equipe tem uns das melhores campanhas fora de casa.



Os Destaques


Paul Gallagher
Esses ótimos momentos da equipe são pelos gols e assistências do experiente escocês Paul Gallagher de 34 anos, que possui 6 gols e 7 assistências.




Alan Browne
E pelo faro de gols do jovem Irlandês Alan Browne que tem 11 gols e também 4 assistências, ele é meia ofensivo.




Embalado para a busca dos Playoffs

Se fizermos uma comparação de rendimento nas últimas 10 partidas, o aproveitamento da equipe está no nivel de que brigaria pelo titulo, e pode se afirmar que a equipe aposta nessa boa fase para chegar nos  playoffs dessa temporada.







Podemos esperar o Preston firme na luta por uma das vagas nos playoffs, a equipe tem oito jogos ainda, quatro contra adversários diretos e outros que brigam na parte de baixo da tabela. Depois de passar por um começo terrível, quem pode duvidar dessa equipe nesse restante de temporada. E após bater na trave na temporada passada ficando a uma posição dos playoffs, o Preston vai com tudo brigar por essa vaga.

O Preston fecha as últimas 8 rodadas do Championship contra essas equipes:

30/03 Reading (F)
06/04 Sheffield Utd (C)
09/04 Leeds Utd (C)
13/04 WBA (F)
19/04 Ipswich Town (C)
22/04 Wigan (F)
27/04 Sheffield Wed (C)
05/05 Brentford (F)

*** Artigo baseado no excelente especial da BBC Sport


Na última sexta-feira, o mundo da Championship acordou em choque: os principais meios de comunicaçao afirmavam que o Birmingham City, um dos mais tradicionais clubes presentes no campeonato, iria perder NOVE pontos na tabela, por violar as regras de Rentabilidade e Sustentabilidade da EFL, regras essas definidas no início da temporada 2016-2017, baseadas no fair-play financeiro já conhecido. Um caso sem precedentes, que deixou muitos outros times de cabelos em pé. Questões financeiras e times começando com 'B' parecem andar de mãos dadas: Bolton Wanderers e Blackburn Rovers - dois gigantes históricos do futebol inglês, membros fundadores da Football League e com 10 taças da FA Cup entre eles - também estão no caos. O primeiro enfrentou uma ordem de liquidação e o outro registrou prejuízos recordes apenas alguns anos depois de ambos terem perdido seus lugares na Premier League. Em sete tabelas, o especialista em finanças do futebol, Kieran Maguire, avaliou como os três clubes chegaram a esse ponto - e as lições que outros clubes podem aprender com eles.

Blackburn Rovers

"Recordes do clube foram quebrados, pontes foram construídas e memórias foram feitas", anunciou o comunicado de abertura das contas do Blackburn Rovers na semana passada. O clube, afinal, ganhou a promoção da League One em 2017-18. Mas um recorde de que o clube pode não se orgulhar é de perder 17,5 milhões de libras nesse ano financeiro - um recorde para a League One. Embora alguns clubes ainda não tenham anunciado seus resultados e outros optem por não divulgar números detalhados de lucros, as perdas dos Rovers são maiores do que os outros seis clubes que os relataram até agora. 

Quando a família indiana Venky comprou o Blackburn em novembro de 2010, o clube estava em 14º na Premier League e tinha uma renda anual de mais de £57 milhões. Desde então, o clube foi rebaixado duas vezes, enquanto a receita caiu abaixo de 9 milhões de libras, terminando a última temporada como vice-campeões da League One, atrás do Wigan Athletic. De acordo com os Venky's, os Rovers tiveram perdas operacionais de £153 milhões em oito anos, perdas suportadas em pequena medida pelas vendas de jogadores, mas principalmente pelos próprios proprietários, que emprestaram ao clube £109 milhões livres de juros até 30 de junho de 2018.

Prejuízos dos clubes da League One em 2017-18

As razões para essas perdas são simples. 

Desde que os Venky's adquiriram o Blackburn, o clube gerou uma receita de £237 milhões, e teve custos com a contratação de jogadores de £ 305 milhões, o que significou que os outros custos operacionais e uma proporção considerável dos custos dos jogadores foram financiados pelos proprietários. Os indianos têm sido impopulares com uma parte da base de fãs, com a hashtag #VenkysOut aparecendo regularmente nas redes sociais, quando o clube foi rebaixado em 2011-12, e só conseguindo terminar na metade superior da Championship duas vezes em cinco temporadas depois disso - apesar dos pagamentos de paraquedas da Premier League , projetados para suavizar o golpe financeiro de cair do topo, por três dessas temporadas - antes de finalmente serem rebaixados para a 3ª divisão em 2016-17.

Bolton Wanderers

O Bolton está atualmente em 23º na Championship - nove pontos atrás do primeiro clube fora da zona de rebaixamento

A alguns quilômetros de distância do Blackburn, os torcedores do Bolton Wanderers estão se perguntando se terão ou não uma equipe para torcer, já que o clube enfrentou uma ordem de liquidação do HMRC (Her Majesty's Revenue and Customs) em relação a impostos não pagos na quarta-feira. As finanças dos Wanderers, em certa medida, espelharam as dos Rovers, com um proprietário benevolente na forma de Eddie Davies, que adquiriu o clube em dezembro de 2003. O Bolton terminou em oitavo na Premier League em 2003-04, e manteve seu status na primeira divisão até 2011-12 - mas isso teve um custo financeiro significativo.


Enquanto o Bolton estava lucrando, o recrutamento de jogadores como o astro nigeriano Jay-Jay Okocha, os conhecidos (e caros) franceses Youri Djorkaeff e Nicolas Anelka, e Fernando Hierro, da Espanha e do Real Madrid, ocasionou um aumento de salários, e os custos operacionais dispararam rapidamente. Logo o clube estava pagando mais em custos de jogadores do que eles estavam gerando como receita. Quando os Trotters terminaram em oitavo, sexto, sétimo e sexto lugares a partir de 2004 e se classificaram duas vezes para a Copa da Uefa, Davies decidiu cobrir as perdas feitas pelo clube porque, como um fã rico, ele queria ajudar.

Mesmo na Premier League, o clube estava hemorragando dinheiro, e perdeu quase 100 milhões de libras em suas últimas seis temporadas na primeira divisão. As perdas continuaram na Championship, apesar do benefício dos pagamentos de paraquedas, mas uma combinação de problemas de saúde e muitas críticas dentro da base de torcedores resultou na decisão de Eddie Davies de cortar os laços com o clube e deixar de financiar as perdas, com o HMRC ameaçando que o clube fosse liquidado por impostos não pagos. Para tornar o clube atraente para novos proprietários, Davies anulou 170 milhões de libras dos empréstimos que havia adiantado ao longo dos anos ao cobrir as perdas. Além disso, alguns ativos imobiliários foram vendidos para gerar dinheiro para manter os credores à distância.

Percentual dos custos dos jogadores em relação as receitas

Com o clube perto da administração, Davies o vendeu ao ex-jogador Dean Holdsworth e ao empresário Ken Anderson em fevereiro de 2016. Holdsworth rompeu seu relacionamento com o clube, deixando-o nas mãos de Anderson, ex-agente de futebol que foi banido de uma empresa no Reino Unido (onde era diretor) por oito anos em 2005, mas passou no teste EFL Owners and Directors quando sua desqualificação terminou. Davies morreu em setembro de 2018 e quatro dias antes de falecer emprestou ao clube mais 5 milhões de libras.

Depois disso, o caos aumentou: houve muitos pedidos de liquidação e histórias de funcionários e fornecedores não remunerados, culminando com outra tentativa na semana passada do HMRC de ter o clube liquidado por impostos não pagos. O clube tem duas semanas para tentar sobreviver, com Anderson tentando encontrar novos proprietários que precisarão estar preparados para financiar os custos diários de um clube despedaçado.

Birmingham City

Em relação ao Birmingham, que está na Championship desde 2011, seus números financeiros mudaram drasticamente nos últimos dois anos. Após um período de austeridade relativa, o Birmingham começou a recrutar jogadores com taxas substanciais, juntamente com empréstimos. O  alto nível de gastos sancionados pelos proprietários, que começaram em 2016-17, que parecia ser melhor descrito como aleatório e perdulário, significou que o clube recebeu um embargo de transferência "suave" pela EFL no verão de 2018.

Perdas relatas e gastos com jogadores, em milhões de libras

A subseqüente contratação do defensor dinamarquês Kristian Pedersen, que foi registrado pela EFL, apesar de o clube não poder, em tese, contratar jogadores por uma taxa, agravou ainda mais o primeiro crime.

£1 milhão ou £100 milhões? A escolha a ser feita pelos clubes da Championship

Todos os três clubes citados estão nesta temporada competindo em uma divisão onde o prejuízo é vista como "norma", já que a terra prometida das riquezas da Premier League está no horizonte. Os 17 clubes que relataram suas finanças até agora têm perdas operacionais coletivas de £366 milhões, e com Fulham, Sunderland, Sheffield Wednesday, Brentford, Derby e Bolton ainda para anunciar seus resultados, a Championship pode estar reportando um prejuízo operacional total superior a MEIO BILHÃO de libras

A razão pela qual os clubes se complicam tanto é a falta de controle dos custos dos jogadores em termos de salários e taxas de transferência.

Perdas relatadas dos clubes da Championship, em milhões

Quem quer que assuma a responsabilidade de dirigir um clube de futebol profissional, terá que estar preparado para pagar enormes somas, todos os meses, para manter o clube à tona, em uma tentativa ou de manter um clube na League One, onde os clubes ganham em direitos de transmissão cerca de 1 milhão de libras, ou de conseguir uma promoção para a Premier League, onde podem ganhar um mínimo de 100 milhões de libras.

Mas, como vimos em Birmingham, levar o barco longe demais pode ter consequências.

A punição de dedução de nove pontos do Birmingham estabelecerá um precedente que será aproveitado por ambos os apoiadores e críticos das regras. Os líderes de torcida alegam que isso funcionará como um elemento de dissuasão e encorajará uma melhor nitidez dos gastos de seus clubes.

Percentual dos custos dos jogadores em relação as receitas dos clubes da Championship

Alternativamente, os teóricos da conspiração vão alegar que o Birmingham dificilmente garantiria uma vaga nos playoffs antes da decisão, ou será rebaixado depois dela e, realisticamente, nada mudou como resultado da punição, então o clube não está pior do que antes.

O que é importante saber: vem mais punições por aí. 

Kieran Maguire é professor de análise financeira de futebol na Universidade de Liverpool, onde leciona no curso MBA da Football Industries.





É difícil encontrar uma torcida que tenha sofrido tanto nos últimos anos como a torcida do Bolton. Um dos clubes mais tradicionais da Inglaterra, com 4 títulos de FA e com status de Premier League por muitos anos, agora agoniza entre rebaixamentos e campanhas ruins. E como era esperado com quem desce de patamar, o dinheiro começa a ficar escasso, e uma má administração pode colocar tudo a perder. E assim o Bolton se vê em mais uma crise e com mais um rebaixamento batendo à porta. Mas como o clube chegou nessa situação caótica?

Dá pra dizer que os problemas começaram (timidamente) na sua última temporada na Premier League. altos investimentos que não fizeram o time avançar culminaram no rebaixamento à championship em 2011-12, pondo fim à um período de 15 anos na principal divisão do futebol Inglês. Com a nova realidade, o então dono Eddie Davies decidiu cortar drasticamente os investimentos no clube. Apesar de tudo,  os Trotters até fizeram bonito e estiveram próximos do "bate e volta". Perderam o sexto lugar pro Leicester no Saldo de gols. Mas a esperança de finalmente chegar á na temporada seguinte, ficou só no pensamento.

A situação piorou bastante em 2015. Com todo o investimento retirado, as dívidas já batiam perto dos £200 milhões, além de problemas com a receita referentes à impostos não pagos. Além disso, o clube entrou em um embargo de transferências por quebrar as regras do Fair Play Financeiro. Sem surpresas e sem um elenco de qualidade, o clube acaba rebaixado para a League One pela primeira vez desde 1993. Apesar do descenso, havia a esperança de dias melhores com a venda do clube para um consórcio liderado pelo ex-jogador Dean Holdsworth. Com as coisas voltando aos eixos, o clube conseguiu o retorno imediato à championship.



2017/18 voltou a ser uma temporada de desafios dentro e fora de campo. Ken Anderson se tornou o novo dono, ao comprar as ações do co-proprietário Dean Holdsworth.  Se por um lado o embargo de transferências tinha acabado, por outro, o Bolton voltou a ter dívidas. Um empréstimo não pago de £5 milhões quase fez o clube entrar em administração, o que custaria 12 pontos, o que faria a permanência na Championship praticamente impossível. Mas o empréstimo acabou sendo pago na data limite, graças ao ex-dono Eddie Davies, que emprestou o dinheiro ao clube 4 dias antes da sua morte. Talvez inspirados pelo gesto, a atuações do time na reta final melhoraram a ponto se evitarem o rebaixamento na última rodada, graças a uma emocionante vitória de virada por 3-2 sobre o Nottingham Forest.

2018-19 seria a temporada para colocar as coisas em ordem. Mas ao invés disso, foi quando a crise se escancarou de vez. Tudo começou na pré-temporada, com um problema, infelizmente, bastante comum aqui no Brasil: salários atrasados. Com isso, os jogadores se reuniram e decidiram fazer greve e não jogar um amistoso contra o St.Mirren. Resultado: o amistoso acabou cancelado. Apesar de todos os problemas, o Bolton começou a temporada querendo mostrar que poderia surpreender. Com 11 pontos nos 5 primeiros jogos, os Trotters mostravam que poderiam lutar pelo acesso. Mas com o tempo, as coisas voltaram à realidade, despencando na tabela até chegar na zona de rebaixamento.

2019 começou e a crise chegou ao ponto crítico. Novamente salários atrasados e dívidas com a receita. além disso, o clube teve que FECHAR o centro de treinamento por falta de comida e bebida. Não bastasse isso, o jogo contra o Millwall, no próximo sábado, esteve sob sério risco de não acontecer. O motivo? Mais dívidas. O clube estava devendo dinheiro aos Stewards e à polícia de Grande Manchester, responsável pelo policiamento no University of Bolton Stadium nos dias de jogos. Mas após um acordo entre as partes, foi anunciado que o jogo acontecerá conforme o planejado.



Com uma sucessão de problemas, seria uma façanha daquelas ver o Bolton em uma posição de segurança, fora da zona de rebaixamento. Mas fica claro que a luta do time não é só contra o rebaixamento, mas pela sobrevivências. Crises assim já foram enfrentadas por outros clubes, como Portsmouth, Blackpool, Charlton e Coventry, pra citar alguns exemplos. E a situação tende a piorar muito antes de melhorar. A luz no fim do túnel? novos donos. Ken Anderson confirmou que um consórcio com base em Londres está em negociações avançadas para comprar o clube e que o negócio deve ser fechado em breve. Embora evitar o rebaixamento pareça cada vez mais improvável, a esperança é que o clube se remonte de fora pra dentro do campo. Nem que pra isso tenha que jogar a League One novamente, o que provavelmente vai acontecer

O dia era 17 de Maio de 2015. Numa tarde ensolarada, o Ipswich Town entrava em campo para fazer um dos jogos mais aguardados e com mais interesse das últimas temporadas na Championship: o clássico contra o Norwich, seu maior rival, pela semifinal dos playoffs da Championship. Após ter feito um excelente campeonato, e por um tempo ter brigado pelo acesso direto, os Tractor Boys acabaram derrotados por 3-1 pelo Norwich (que depois conquistou o acesso) naquele jogo, mas deixaram uma boa impressão. Pois bem, quase 4 anos depois, o Ipswich é o lanterna da atual Championship com apenas TRÊS vitórias, e está virtualmente rebaixado. O time é o que está há mais tempo na Championship, mas as 17 temporadas lutando na segunda divisão estão perto do fim, de uma maneira que a torcida não esperava. Qual o motivo da derrocada de um dos times mais tradicionais da Inglaterra?

Campeão inglês em 1961-62, e campeão da Copa da UEFA em 1980-81, até hoje seu maior feito, o Ipswich vem sendo uma presença constante em todas as edições da Championship desde 2001-2002, quando foi rebaixado da Premier League com 36 pontos, junto com Derby e Leicester. Curiosamente, em todos esses anos o time nunca brigou efetivamente contra o rebaixamento, e todas as vezes que ficou próximo de deixar a segunda divisão foi quando brigou pelo acesso. No início da década, várias vezes o Ipswich foi considerado favorito ao acesso pelos bons elencos que conseguiu montar, mas também nunca conseguiu chegar próximo de volta à Premier League. E um treinador tem uma história importante nesse "sucesso", e agora também no potencial fracasso: Mick McCarthy.


McCarthy foi contratado em 2012 pelo Ipswich, e com ele no comando o clube manteve uma consistência, longe de brigar pra não cair, e vez ou outra flertando com os playoffs, o que sempre pareceu muito para um clube com investimento menor em relação a maioria dos rivais. Porém, nos últimos tempos o dono, Marcus Evans, e a torcida parecem ter se cansado do estigma de "time mais sem graça do campeonato", e a principal mudança veio: após seis anos, Mick McCarthy deixou o clube em comum acordo. O Ipswich foi buscar sangue novo, e trouxe Paul Hurst, que havia feito um excelente trabalho no pequeno Shrewsbury, da League One, indo até a final dos playoffs. Era o início da empolgação da torcida, que pensava no fim do marasmo. E também foi o início da tragédia.

Na pré temporada, o time perdeu peças importantes como David McGoldrick e Adam Webster, mas o plantel estava bem longe de ser o pior da Championship, se formos comparar com os horrorosos elencos de Bolton e Rotherham. Mas logo de cara ficou claro que a temporada 2018-2019 não seria nada fácil. Após vários empates nas primeiras rodadas e outras tantas derrotas, o Ipswich só conquistou a primeira vitória na 12a rodada, um 3-2 no Swansea. A primeira de apenas TRÊS VITÓRIAS na Championship. O time tem 21 pontos na tabela, logo é fácil identificar que o Ipswich tem inacreditáveis DOZE empates. E nada menos que 20 derrotas.


Porque tanto sofrimento? Obviamente o time é bem fraco, mas o que chama mesmo a atenção é a queda de desempenho individual de alguns jogadores. Tomando por exemplo o zagueiro Jonas Knudsen: o jogador estava no plantel da Dinamarca na Copa do Mundo, e sempre fez boas temporadas, se não brilhando pelo menos não comprometendo. Mas nessa Championship, o zagueiro vem cometendo falhas atrás de falhas, virando um dos piores jogadores dessa edição. Contra insosso Stoke, em casa, o Ipswich empatava até o zagueiro tentar tirar uma bola alçada na área e dar a bola no pé no atacante adversário debaixo do gol. Seguindo o padrão de quase todos os times nessa situação, o Ipswich acabou demitindo Paul Hurst logo em Outubro, com apenas uma vitória e já na lanterna da competição. Pro seu lugar veio o decadente Paul Lambert, que até deu uma leve melhorada no time, que conquistou outras duas vitórias, mas nada que possa indicar um "great escape". Com 21 pontos, o Ipswich está a DOZE pontos do Reading, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e precisará de no mínimo 5 vitórias seguidas com resultados favoráveis pra sonhar em escapar. Algo bastante improvável.


Vai ser difícil achar um torcedor do Ipswich que dê o braço a torcer e admita que Mick McCarthy faz falta. Da boca do próprio dono isso não sai. Mas é claro e óbvio que o tiro saiu pela culatra - ao tentar mudar e sair do "marasmo" que manteve o time dezessete temporadas na Championship, ao invés de deixar o campeonato pra cima, o Ipswich está saindo pelo poço, com uma das piores campanhas dos últimos anos. Pra piorar o sofrimento da torcida, ver o rival Norwich brilhando, líder do campeonato e forte favorito ao acesso, é uma dor forte, que aumentou na recente derrota por 3-0 no clássico. O time parece entregue, e o rebaixamento pode ser desastroso na parte financeira, embora o clube não esteja necessariamente em crise neste momento. Não vai ser fácil se acostumar a não ver o nome do Ipswich na tabela após 17 anos. Mas é o que vai acontecer.




Estamos de volta! Após um período de inatividade e um grande problema de hospedagem nesse singelo site, o Championship Brasil traz pra você um resumão do que de melhor aconteceu nessas 28 rodadas do nosso querido campeonato. Muitos jogos malucos decididos nos acréscimos, muitos golaços, e dois ótimos e surpreendentes times nas primeiras posições: o Leeds de Marcelo Bielsa e o Norwich de Daniel Farke. Falaremos também das boas campanhas de Sheffield United e Derby, da incrível ascensão do Hull, e do calvário vivido por Bolton e Ipswich. Vamos lá!

Leeds United (1º colocado - Treinador: Marcelo Bielsa)

Após 15 anos, o Leeds United parece cada vez mais perto de um retorno à Premier League. Depois de duas temporadas seguidas flertando com o acesso, mas falhando em seu objetivo sob os comandos de Garry Monk, Thomas Christiansen e Paul Heckingbottom, os Whites lideram isoladamente a Championship e com esperanças lá no alto, já que trouxeram o polêmico Marcelo Bielsa para tomar as rédeas do clube, e que no momento vem surtindo efeito. O técnico argentino vem contando com as ajudas de jogadores como do artilheiro Kemar Roofe, do ótimo e experiente meia Pablo Hernández e do zagueiro Pontus Jansson (além do espião, rs). A meta agora do tradicional clube da região de Yorkshire é buscar manter o ritmo e não cometer os mesmos erros das últimas duas temporadas. A tarefa não será nada fácil, principalmente com Norwich, Sheffield United e WBA na cola, mas a euforia da torcida mais a qualidade tanto do elenco como de Bielsa podem ser um grande fator para a tão sonhada volta do clube para a elite do futebol inglês.

Norwich City (2º colocado- Treinador: Daniel Farke)

Vindo de duas temporadas pouco significativas desde a volta para a Championship, o Norwich, sob o comando do alemão Daniel Farke, busca um retorno à Premier League. Após começar a temporada mal, os Canários deram a volta por cima e em poucas rodadas colaram no topo da tabela. O clube vive ótima fase e vem contando com ajudas inesperadas, como por exemplo do atacante finlandês Teemu Pukki. Outras peças fundamentais no elenco canário são o zagueiro Timm Klose, os meias Mario Vrancic, Moritz Leitner e Marco Stiepermann, entre outros. Para o clube resta agora manter essa mesma filosofia coletiva que vem dado muito certo, para quem sabe retornar à elite. A disputa é sadia e vão precisar de muito gás se quiserem ao menos o acesso direto, pois algumas equipes logo abaixo não estão pra brincadeira não!



Sheffield United (3º colocado - Treinador: Chris Wilder)

Os Blades estão voando! Desde que retornaram para a Championship em 2017 após se sagrarem campeões da League One, o Sheffield United vem fazendo campanhas sólidas. Temporada passada chegou a liderar o campeonato, mas decaiu muito de rendimento e ficou próximo a zona de playoffs. Nessa, os Blades estão se mostrando muito mais competentes e vão cada vez mais se firmando na parte de cima da tabela, colado nos líderes. A boa fase da equipe de Yorkshire passa muito graças a jogadores como Oliver Norwood, David McGoldrick, John Fleck e Dean Henderson. Mas, a principal estrela do clube e que também vem em uma ótima fase, é o atacante Billy Sharp - vice-artilheiro da Championship 2018/2019 com 18 gols marcados. A questão é: o Sheffield United será capaz de garantir o acesso, ou irá decair de produção e amargar mais um "triste" fim de temporada?


West Bromwich Albion (4º colocado - Treinador: Darren Moore)

Após uma temporada catastrófica pela Premier League, onde chegaram a esboçar uma reação no final, mas acabaram amargando a lanterna, o West Brom retornou à Championship. Os Baggies resolveram continuar com Darren Moore, ex-jogador do clube e interino temporada passada após a saída de Alan Pardew, para essa nova temporada, além de trazerem reforços interessantes como o atacante Dwight Gayle e o goleiro Sam Johnstone. O clube vem contando com sua ótima força ofensiva com Gayle e Rodriguez, que juntos somam 28 gols marcados (14 pra cada) de 57 convertidos pelo WBA apenas na Championship. Mas, se o clube realmente tem pretensões para subir, é bom dar uma olhada em seu sistemo defensivo, que já sofreu 35 gols. A equipe de Moore já mostrou ser extremamente qualificada, resta ver se continuarão nesse mesmo pique até o final, pois o elenco não é dos maiores...

Middlesbrough (5° colocado - Treinador: Tony Pulis)

Sempre como um dos favoritos, o Boro faz uma campanha irregular na Championship, alternando bons e maus jogos. O já conhecido estilo de bola longa, cruzamentos e chutões de Tony Pulis ainda é suficiente pra garantir pontos, mas parece pouco pelo que o elenco permite e pelo tamanho do investimento. O treinador, que em certo momento da temporada ficou bastante ameaçado, segue seu trabalho, e conta com os muitos gols de seus zagueiros artilheiros e de Britt Assombalonga pra se segurar no top-6. Porém, brigar pelo acesso direto ficou difícil. A chegada do conhecido e bom meia John Obi Mikel pode ser um fator diferencial nessa reta final de temporada.

Derby County (6° colocado - Treinador: Frank Lampard)

Pro seu primeiro trabalho como treinador, Frank Lampard vai fazendo um baita trabalho no Derby. O time sempre esteve entre os primeiros, foi longe na copa da liga eliminando o Man Utd em pleno Old Trafford, e briga firme pelo top-6. O time ainda parece vulnerável defensivamente (já que Richard Keogh pareceter loteado um lugar no time titular), mas tem um ataque poderoso, e conta com um dos melhores jogadores da temporada: o meia Harry Wilson faz uma Championship brilhante, recheada de golaços e assistências, deixando Jürgen Klopp de orelha em pé. Se conseguir se manter entre os 6 primeiros até o fim, o Derby vai ter que desafiar sua péssima fase recente em playoffs. Mas se alguém conhece de jogos decisivos, esse é Frank Lampard.

Bristol City (7° colocado - Treinador: Lee Johnson)

Comendo pelas beiradas, o Bristol City chega a parte final do campeonato em sétimo lugar, batendo na porta do top-6. É uma façanha e tanto se formos lembrar que o time perdeu seus TRÊS melhores jogadores no verão (Bobby Reid, Aidan Flint e Joe Bryan), comprovando que Lee Johnson é um treinador dos bons. No 4-1-4-1 bem conhecido dos Robins, a força está nos 4 jogadores do meio campo, que poderiam se destacar ainda mais se tivessem um bom centroavante para servir. Sonhar com o acesso ainda parece um sonho distante, já que a zaga e os laterais não são mais os mesmos da última temporada, mas não dá pra duvidar do time dos Gifs.

Blackburn Rovers (8° colocado - Treinador: Tony Mowbray)

Uma das gratas surpresas dessa Championship é o Blackburn. Voltando da League One, o time comandado por Tony Mowbray faz um belíssimo campeonato pelo investimento feito e pelo elenco disponível. Assim como o Derby, os Rovers tem um dos craques do campeonato: o habilidoso e bom de bola atacante Bradley Dack só não fez chover nas primeiras rodadas e, embora tenha caído um pouco nas últimas semanas, é o principal pilar do time, que também conta muito com os gols do experiente Danny Graham. Quem vê as escalações recentes se assusta vendo Jack Rodwell como titular, e ainda mais na zaga, sendo útil de maneira que nunca foi no Sunderland. É difícil sim imaginar o Blackburn na Premier League na temporada que vem, mas a boa campanha, que ainda faz parte de um processo de reconstrução, é uma excelente notícia.

Nottingham Forest (9º colocado - Treinador: Martin O'Neill)

Um novo projeto, um bom investimento financeiro,jogadores conhecidos e bons, um treinador experiente... tudo parecia ir a favor para o Nottingham Forest finalmente brigar pelo acesso. Na primeira parte do campeonato, o time conseguiu aos trancos e barrancos e com muita inconsistência se manter perto do top-6, porém a já conhecida bagunça interna voltou à tona: há pouco menos de um mês, Aitor Karanka pediu o boné, alegando incômodo com interferências externas. A saída pegou a torcida de surpresa e foi uma ducha de água fria. Pro seu lugar chegou o conhecidíssimo Martin O'Neill, ídolo do clube como jogador na década de 70, e que volta aos Reds como treinador após bons anos na seleção da Irlanda. O time conta com muita força pelos lados do campo, com Joe Lolley e Matty Cash fazendo bela temporada, mas o que será daqui pra frente ainda é uma incógnita.

Aston Villa (10º colocado - Treinador: Dean Smith)

Villa, Villa, Villa... a derrota pro Fulham na última final dos playoffs ainda dói, e o péssimo início de temporada, onde o time chegou a estar pra baixo da 16ª colocação om um dos melhores elencos disponíveis (se não o melhor) culminou na demissão de Steve Bruce, para muitos tardia. Os donos chineses foram atrás de Dean Smith no Brentford, onde fez brilhante trabalho, para o lugar de Bruce, e o treinador até começou bem, mas a inconstância ainda é a marca da campanha, fazendo com que o Villa, grande favorito no início da temporada, esteja apenas em 10º lugar. E muito disso por causa dos muitos e muitos gols de Tammy Abraham, artilheiro da Championship, que causou pânico em massa ao quase deixar o clube na janela de Janeiro, já que existia uma negociação com o Wolves, mas acabou ficando pra alívio geral. Dean Smith ainda não conseguiu encaixar o time defensivamente, e os gols bobos tomados viraram rotina. Mas nunca pode se descartar uma arrancada rumo aos playoffs.

Swansea City (11° colocado - Treinador: Graham Potter)

Uma das decepções da temporada é o Swansea. Mesmo tendo remontado o elenco pra disputar a Championship, os Swans eram um dos favoritos ao acesso, mas nunca conseguiram ficar perto dos líderes. A pouca força criativa no meio campo é um fator determinante pra um time que tem dificuldades pra fazer gols, mesmo com a presença do bom atacante Ollie McBurnie. Vale lembrar, porém, que é um time muito jovem, e que muitos dos jogadores ainda podem se destacar, se não nessa temporada nas próximas. Apenas uma boa arrancada pode fazer o Swansea ainda brigar por playoffs.

Birmingham City (12º colocado - Treinador: Garry Monk)

Ano após ano, o Birmingham simplesmente não parecia mais se encaixar. Desde que Gary Rowett saiu por motivos claramente mal explicados, os Blues sofreram nas mãos de alguns técnicos. O ídolo do Chelsea, Gianfranco Zola, chegou sob alta pressão e não resolveu nada. Assim foi como com Harry Redknapp e Steve Cotterill. Até que em meados de março do ano passado, Garry Monk foi apontado como o mais novo técnico do clube. Desde então, Monk conseguiu implantar uma ótima filosofia em um elenco qualificado, mas que estavam sob muita desconfiança. Monk conseguiu temporada passada impedir que o Birmingham caísse para a League One, e nessa vem feito algo que desde Rowett não se via: esperança. Ótima temporada para um clube que até então só lutava pra não cair, e hoje tem chances reais de acesso. Vamos ver se irão manter a mesma pegada, deram uma decaída mas nada de anormal.

Hull City (13º colocado - Treinador: Nigel Adkins)

Simplesmente incrível! É assim que podemos descrever a reação do Hull nos últimos meses. Os Tigers, sob o comando do experiente técnico Nigel Adkins, chegaram a amargar a lanterna da competição nessa temporada, mas de lá pra cá estão vindo de uma reação de se aplaudir de pé. Contando com a ótima fase de jogadores como Kamil Grosicki, David Marshall e principalmente do jovem Jarrod Bowen (que inclusive vem atraindo atenções de clubes da Premier League), o Hull simplesmente está imparável! Venceu o líder Leeds em pleno Elland Road e em uma arrancada fenomenal conseguiram num piscar de olhos encostar nos playoffs. Os últimos dois jogos comprometeram muito a vida do Hull, mas nada de tirar os méritos da garra da equipe de Adkins. Nada que descarte um fim de temporada perfeito para os Tigers.

Queens Park Rangers (14º colocado - Treinador: Steve McClaren)

Quem poderia imaginar uma reação tão rápida do QPR após seu pior início de temporada da história, perdendo seus quatro primeiros jogos, incluindo uma terrível e preocupante derrota por 7 a 1 pro West Brom? O polêmico Steve McClaren chegou a quase "perder a cabeça", mas deu a volta por cima e, em um outubro invicto, conseguiu levar a equipe para perto da zona de playoffs. As chegadas de Angel Rangel, Tomer Hemed, Nahki Wells e Geoff Cameron contribuíram muito para a arrancada perfeita dos Rangers, que até hoje sonham com uma eventual vaga nos playoffs, apesar de estarem oscilando muito devido a desfalques. A equipe londrina ainda está em um processo de reconstrução e, para as pretensões de início de temporada, se encontram em uma posição estável, desde que mantenham uma regularidade.

Stoke City (15º colocado - Treinador: Nathan Jones)

Se tem alguma equipe que destacaríamos como a decepção da temporada, essa equipe claramente seria o Stoke. Os Potters simplesmente torraram MUITA grana desde que caíram da Premier League, e trouxeram o treinador Gary Rowett do Derby com ambições extremamente altas, tais como a conquista da Championship devido aos gastos exorbitantes. Bom, esquece. O péssimo início de temporada levou a diversas críticas ao clube, principalmente a Rowett, que não resistiu e foi demitido após menos de oito meses no cargo. Ainda visando ao menos um acesso via playoffs, o Stoke trouxe o ótimo Nathan Jones como uma boa aposta, já que por três anos seguidos vinha fazendo excelentes trabalhos no Luton Town, da League One. A aposta é ótima, resta ver se o elenco corresponderá dentro de campo, já que a paciência da torcida está praticamente zero.

Preston North End (16º colocado - Treinador: Alex Neil)

Crescendo seu rendimento temporada após temporada, o Preston também acabou sendo uma decepção em 2018-19. A equipe comandada por Alex Neil começou a temporada oscilando, até que uma hora simplesmente não mostravam mais o futebol apresentado de temporadas anteriores. Buscando soluções para esses problemas, o Preston agiu bem nessa janela de transferências e trouxeram cinco reforços. Dentre eles, Jayden Stockley foi o que com certeza mais impactou a torcida, já que vem de ótimas temporadas no Exeter City. O futuro dos Lilywhites nessa Championship é incerto, já que o clube oscila muito, mas se engrenar, por que não sonhar com playoffs?

Sheffield Wednesday (17º colocado - Treinador: Steve Bruce)

Desde que caíram na semifinal dos playoffs de 2017 para o Huddersfield, o Sheffield Wednesday parece não engrenar mais. De lá pra cá, os Owls simplesmente não mostram evolução, muito pelo contrário, parecem piorar. Carvalhal não resistiu aos péssimos resultados após ótimos dois anos a frente do Wednesday, enquanto Jos Luhukay em sua primeira temporada implantou uma boa característica de seu trabalho: a defesa. Na temporada seguinte, o que foi o seu maior aliado acabou sendo seu maior inimigo, e que custou sua demissão. Recentemente, os Owls trouxeram o experiente Steve Bruce, que vem de um trabalho questionável no Aston Villa. A expectativa é que tanto o clube como Bruce se recuperem e tentem voltar ao seu ápice, mas trabalho duro é o que vão mais precisar.

Brentford (18º colocado - Treinador: Thomas Frank)

Outra equipe que decepcionou e muito nessa temporada foi o Brentford. A equipe que desde o acesso à Championship vem formando equipes interessantes e lucrando com ótimas vendas, o Brentford simplesmente está irreconhecível, principalmente desde que Dean Smith deixou o clube e acertou com o Aston Villa. Os Bees trouxeram Thomas Frank, que não teve início fácil em Griffin Park, mas que aos poucos parece encontrar sua equipe ideal. Apesar da temporada decepcionante, os Bees seguem fazendo ótimas vendas e projetam um bom futuro, principalmente com a construção de seu novo estádio em andamento. O que resta é ver o que o futuro guarda para a equipe londrina.

Millwall (19º colocado - Treinador: Neill Harris)

A reação incrível da temporada passada que quase levou o Millwall aos playoffs não continuou nessa temporada, que até então vem sendo melancólica. Os Lions mantiveram quase a mesma base, trouxeram alguns reforços interessantes, mas não deu liga. Neill Harris em alguns momentos chegou a quase perder seu emprego, mas a idolatria dele no clube foi provavelmente um dos principais motivos para sua permanência. A equipe beira a zona de rebaixamento, mas conta com seu bom elenco e seu "experiente" treinador para não amargar um retorno à League One.

Wigan Athletic (20º colocado - Treinador: Paul Cook)

Famoso clube ioiô nos últimos anos, o Wigan parecia ter aprendido com os erros logo no início dessa temporada, mas não passou de pura ilusão. O clube comandado por Paul Cook começou a temporada muito bem após o título da League One, mas que durou pouco. Os péssimos resultados foram aparecendo, o clube despencando na tabela, e a pressão em Paul Cook aumentava. O elenco é limitado, o técnico é bom mas não faz milagres, e precisam de uma reação urgente antes que voltem para a League One pela terceira vez em quatro anos. A pouca força da torcida no DW Stadium também merece um pouco mais de atenção, já que os Latics não vivem situação agradável e mais do que tudo necessitam do apoio de sua torcida.

Rotherham United (21º colocado - Treinador: Paul Warne)

Como de esperado, o Rotherham está na parte debaixo da tabela lutando para não cair. Certamente desde o momento que retornou, era um dos principais se não o principal a cair. Mas surpreendentemente os Millers, apesar de estarem em uma posição nada confortável, apresentou muitas melhorias em relação a sua última temporada na Championship, onde vergonhosamente foram rebaixados. Contam com o ex-jogador do clube, Paul Warne, e de jogadores como Will Vaulks e Marek Rodak para permanecerem na Championship e como sabem que o nível da segundona inglesa melhora a cada ano, vão precisar fazer mais do que fazem para garantir seu objetivo principal.

Reading (22º colocado - Treinador: José Gomes)

Com um caminho muito parecido ao do Sheffield Wednesday, o Reading nunca mais se encontrou desde que perderam a final dos playoffs para o Huddersfield Town em 2017. O clube, assim como temporada passada, iniciou muito mal e após alguns meses foi obrigado a demitir Paul Clement devido aos maus resultados. O português não muito conhecido em terras inglesas, José Gomes, chegou com a missão de engrenar o elenco limitado dos Royals para escapar da zona de rebaixamento. Em busca de realizar essa dura missão, o Reading trouxe alguns nomes interessantes como Nelson Oliveira, Matt Miazga e Lewis Baker, e mostram que realmente virão mais fortes em relação a seus adversários diretos. Muito provavelmente escapem sem muitos problemas, mas, se tratando de Championship, não podemos afirmar nada...

Bolton Wanderers (23º colocado - Treinador: Phil Parkinson)

Se tem uma torcida que realmente sabe o significado de "sofrer" nos últimos anos, pode ter certeza que essa torcida é a do Bolton. O clube está literalmente uma bagunça! Proprietários pouco preocupados, contratações que a cada ano despencam de qualidade, e um técnico que tenta, tenta e tenta, mas tirar leite de pedra desse elenco do Bolton é extremamente difícil. Novamente os Trotters caminham para uma árdua temporada lutando contra o rebaixamento após o milagre da temporada passada. O clube quase não dá sinais de recuperação e, mesmo precisando de reforços pontuais, pouco se movimentou nessa janela de transferências. Cada ano que passa a situação do Bolton parece piorar, urgentemente precisam de gente nova para substituírem essa atual diretoria amadora do clube. Temos absoluta certeza que a torcida dos Trotters sentem uma falta enorme dos tempos de Premier League, pois lembranças dos tempos atuais com certeza serão mais negativas do que positivas.

Ipswich Town (24º colocado - Treinador: Paul Lambert)

Há 15 anos disputando apenas a Championship, o Ipswich Town parece próximo de nos deixar. Isso se estivéssemos falando com Paul Hurst no comando, que por sinal não deixa um pingo de saudades. Hurst chegou no início da temporada sob altas expectativas após levar o pequeninho Shrewsbury Town aos playoffs da League One 2017-18, onde levaram a pior em derrota para o Rotherham. Após trazer uma quantidade enorme de reforços de ligas mais inferiores - inclusive do Shrewsbury - que fracassaram sob seu comando, Hurst foi demitido, deixando os Tractor Boys com apenas UMA vitória em CATORZE jogos. Paul Lambert, muito questionado devido a seus últimos trabalhos, chegou sob alta pressão, mas pareceu dar uma cara nova ao clube. Nesta janela de transferências, trouxeram reforços de qualidade como o atacante Collin Quaner, o experiente zagueiro James Collins e o meia Alan Judge. Certamente o Ipswich precisará e muito apresentar melhorias em seu futebol, que aos poucos parece evoluir.

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