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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Artilharia

Postado por : Almir Junior 13/10/2012

Howe e seu fiel escudero Jason Tindall: dois anos e nada benéfico aos Clarets. (Foto: Getty Images)

Nesta sexta (12), o Burnley anunciou que o técnico Eddie Howe estava deixando o clube para voltar ao Bournemouth, seu clube do coração, que vive um tormento na League One. Mas, engana-se quem pensa que os Clarets, time que há poucos anos estava na Premier League, se lamenta disso. Os torcedores do time  mantiveram a paciência enquanto puderam, mas após 2 anos no comando, Howe não conseguiu levar o time aos playoffs em nenhuma temporada. E condição para isso ele tinha.

O agora ex-técnico assumiu o time de Turf Moor em meados de 2010, quando Brian Laws, outro técnico contestado pela torcida, foi demitido pela presidência do clube. Howe chegava ao Burnley com o crédito de ter subido com o Bournemouth para a League One em 09/10 e com a expectativa de novos ares á equipe, que, após ter saído das mãos de Owen Coyle, um deus para a torcida até trocar o time, que fazia boa campanha na primeira divisão, pelo arquirrival Bolton, nunca mais tinha engrenado. E, claro, carregava a pressão nas costas para subir o centenário clube da grande Manchester de volta á elite.

A temporada de 2010/11 chegou ao fim e o Burnley ficou em oitavo, quase chegando aos playoffs. O que era um balde de água fria na torcida e na diretoria, que sabia que na temporada seguinte, ia sofrer com os efeitos de poucos jogos na TV e pouco patrocínio, além das enormes dívidas. A diretoria se mexeu e trouxe a grande promessa do Swindon, o atacante Charlie Austin, além de Keith Treacy, principal jogador do Preston. Entretanto, a equipe havia perdido 4 de seus principais jogadores: Jack Cork, Chris Eagles e Tyrone Mears foram vendidos e o capitão Graham Alexander havia se aposentado (logo mais voltou para uma breve passagem pelo Preston). Mas, a temporada de 2011/12 foi um fiasco. Contando com a brilhante participação de Jay Rodriguez, artilheiro da última Carling Cup, a equipe chegou nos últimos dois meses da temporada com possibilidades de ir para os playoffs, mas o desempenho de 3 vitórias em 13 jogos levou á equipe á décima segunda posição na tabela.

Para esta temporada, Barry Kilby deixou a presidência. Mike Garlick e John Banaszkiewicz assumiram e trouxeram pouco á Howe. A principal contratação foi Brian Stock, principal jogador do rebaixado Doncaster. E perderam o principal jogador da equipe: por 7 milhões de libras, recorde na história do Burnley, Jay Rod foi vendido ao Southampton. A desconfiança da torcida cresceu com a venda. E estava quase estourando com o desenvolvimento da temporada. Em 10 jogos, apenas 3 vitórias. A equipe no meio da tabela. Howe, vendo a situação dos Cherries, e sua situação no Burnley, decidiu voltar á sua casa. O que pode ser benéfico aos Clarets. Um novo técnico, com mais experiência que Howe, pode fazer o time crescer.

Ou então um velho técnico. Owen Coyle está desempregado. E já começou a retornar suas ligações para Turf Moor. Coyle é um técnico rodado. E é familiar do Burnley. Ele sabe que a equipe não é de se desprezar. O ataque mortal, com Austin e Paterson, junto com um meio-campo sólido e com uma defesa não tão confiável, nas mãos dele, podem fazer o Burnley voltar á Premier League. Coyle pode ser o nome certo para o time, caso o

O próximo jogo é um clássico, contra o Blackpool, que será televisionado pela TV inglesa, no dia 20 de outubro. Até lá, já deve haver uma definição. Caso isso não ocorra, Terry Pashley, ex-jogador do clube e técnico do time B, treinará o time.

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