Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Artilharia

Postado por : Edmar Assis 05/05/2013


A temporada 2012/2013 chegou ao fim, e o Cardiff City foi o campeão incontestável, garantindo o retorno para a primeira divisão do futebol Inglês 51 anos depois, e pela primeira vez vai disputar a Premier League. A festa foi boa, bacana, mas agora é hora de planejar, pois a diferença do nível da Premier League para a Championship ainda é abissal (embora esse "coeficiente" esteja diminuindo). Planejar, com correção, para não entrar na lista dos vários exemplos de times que subiram e caíram logo depois.

O Cardiff não mudou sua cores à toa, mudou por dinheiro. Com isso, recursos não devem faltar ao clube na Premier League, e o x da questão é saber gastá-lo. Os Bluebirds, mesmo a contragosto, devem se apoiar e usar como exemplo o planejamento de seu maior rival. O Swansea subiu pelos play-offs da Championship na temporada 2010/2011, e faz um sucesso extraordinário na elite, sendo o atual campeão da Copa da Liga e passando bem longe do rebaixamento.

Não foi à toa. O time soube achar peças importantes de seu elenco, como Michu, De Guzman e Vorm em mercado não muito explorados, como os médios times espanhóis, gastando pouco e em posições certas. Norwich e Southampton fizeram o mesmo, mantendo boa parte da base da Championship e reforçando setores cruciais, sem sair jogando dinheiro fora. Sim, se você acha que estamos falando mal do planejamento do Queens Park Rangers, estamos. Os Hoops não estão voltando para a Championship por azar.

Estão voltando por erros, muitos erros, de gestão. O bom time que subiu da Championship tinha como base jovens e experientes jogadores, mesclados, e o apoio financeiro era apenas uma realidade que não interferia, e não uma necessidade. Porém, boa parte desses jovens ou foi dispensada ou foi esquecida por certo tempo. Como não lembrar do bom meia Alejandro Faurlín, dispensado, ou de Taarabt, que só foi brilhar de novo no meio desta temporada. Curiosamente, jogadores daquele QPR subiram de novo com o Cardiff, casos de Helguson, Smith e Connolly. Gastar milhões com figurões como Bobby Zamora, Park, Julio César, que podem causar uma "guerra de egos", é um grande passo para o fracasso. 

Claro que não dá pra entrar numa Premier League sem contratações. Seria passar vergonha. Mas não se pode abdicar da base que passou por maus bocados até subir. Até porque o time do Cardiff é BOM. Turner e Hudson fazem uma grande dupla de zaga, mas é necessária a contratação de mais um zagueiro experiente, já que a pressão de estar na elite pode pesar. Taylor e Connolly fazem uma boa dupla de laterais, e o goleiro David Marshall foi o melhor da Championship, sem contestações. Embora a vida dos goleiros na elite seja dura (vide os casos de Davis no Southampton e Federici no Reading), o escocês tem tudo para brilhar.

O meio de campo é a grande força e o grande segredo. Kim, Gunnarsson e Whittingham fazem um trio de meias invejável, que foi o grande pilar do acesso. O grande problema é do meio pra frente. Embora muito experiente e qualificado, o ataque do Cardiff também é velho. Bellamy não é mais uma criança, embora possa faze muita diferença na Premier League, a qual conhece como poucos. Mas Helguson e Smith já passaram por lá e não foram bem. Campbell estava esquecido no Sunderland antes de brilhar no Cardiff, mas será que vai conseguir brilhar também na elite?

O fato é o seguinte: O dinheiro para gastar existe, vindo do excêntrico dono malaio do clube, Vincent Tan. O time é qualificado, mas absolutamente inexperiente na Premier League. O grande segredo, e que precisa ser a base do clube, é seu técnico. Como dissemos em outro post, Malky Mackay é inteligente, jovem, e segue a filosofia vencedora (em termos) e outros jovens treinadores, como Paul Lambert, Brendan Rodgers, Roberto Martinez e Michael Laudrup.

Gastar por gastar é um erro. Não gastar é um erro mais grave, vide o Reading, que tinha "£90 milhões" para gastar segundo seu dono russo, Anton Zingarevitch, e não gastou metade disso para reforçar o elenco. Gastar com prudência, principalmente, tentando mesclar a experiência com a juventude de boas revelações (ou Jordan Rhodes não cairia como uma luva no Cardiff?), é a chave para o sucesso. Nós, da equipe, esperamos sinceramente que o Cardiff tenha sucesso na elite. Não queremos mais um "iô-iô" na Championship.

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