Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Classificação

Artilharia

Postado por : Edmar Assis 21/05/2014


Continuando nossa série de especiais até a grande final dos play-offs de sábado, hoje desvendamos os segredos do Queens Park Rangers. Como um time endinheirado e com um elenco a nível de Premier League precisa passar pelos play-offs para subir? Quais os pontos fortes dos Hoops para tentar passar pelo forte time do Derby? A zaga conhecidamente lenta do time dará conta de parar o rápido ataque dos Rams? Vamos analisar, setor por setor, o time montado por Harry Redknapp.

Redknapp que começou a temporada com o time, e que manteve boa parte da base que caiu da Premier League, então logo pensava-se que o QPR fosse conseguir o acesso sem dificuldades. Porém não foi bem isso que aconteceu. Com um futebol bastante pobre em alguns momentos da temporada, e sem o brilho dos principais jogadores, o QPR foi uma das grandes decepções da Championship em relação ao futebol jogado, que ficou devendo em muito para Leicester, Burnley e para o próprio Derby, fato que faz com que o time chegue à final sem o favoritismo.


O ponto positivo é a defesa. O experiente Richard Dunne fez boa dupla com Nedum Onuoha, sendo uma das menos vazadas, mas a dupla sofreu muito contra ataques rápidos e habilidosos (características do Derby), devido a lentidão dos zagueiros, principalmente de Dunne. No confronto contra o Wigan, Redknapp no segundo tempo trocou o lateral Hill pelo sul-coreano Yun, que fez o time ter mais saída ofensiva, mas pode manter Hill para segurar as ações de Russell e Ward. A defesa do QPR vai precisar de muita qualidade nos desarmes e também ficar muito esperto com os avanços da linha de meio campo dos Rams, principalmente de Craig Bryson, que faz muitos gols.

Como já é comum, o ponto chave da final, para ambos os times, será o meio campo. O QPR joga num esquema de 4-1-2-3 quando precisa do resultado (como foi contra o Wigan), mas esse mesmo esquema pode variar para um 4-5-1, o preferido de Redknapp. O'Neill é o "cão de guarda" da zaga na maioria das vezes, enquanto os experientes Joey Barton e Niko Kranjcar tem as funções de ajudar na marcação e alimentar Hoilett, Doyle (ou Morrison) e Austin no ataque. Contra o Wigan, Redknapp entrou exatamente com essa formação e sofreu demais no primeiro tempo, mesmo com o Wigan jogando sem centro-avaante, muito devido ao espaço dado pelas costas dos volantes para o falso 9, McClean, como podemos ver no esquema a seguir:

Obs.: Nesse esquema, as numerações dos jogadores estão trocadas.

No segundo tempo daquele jogo, Redknapp abriu mão do esquema defensivo e trocou O'Neill por Ravel Morrison e Doyle por Bobby Zamora, lançando o time um pouco mais a frente e mudando a história da partida, já que com 4 homens à frente, os 3 zagueiros do Wigan ficaram sobrecarregados, ainda mais depois da saída do volante McArthur, lesionado. Austin empatou de pênalti, e fez o gol decisivo na prorrogação. O que é claro é que o QPR joga melhor com mais qualidade e, obviamente, com mais homens decisivos no ataque, mesmo com Bobby Zamora, que nos últimos anos tem qualidade questionável. 

Uwe Rosler, técnico do Wigan, demorou pra mexer, só lançando o atacante Waghorn no lugar de McManaman e mantendo o time bastante defensivo, e o time só foi mesmo ao ataque no abafa, quando já perdia o jogo na prorrogação, como podemos ver em outro esquema, mais abaixo. Contra o Derby, os Hoops devem esperar mais problemas em relação às ações ofensivas do Derby que, como característica do time, serão ferozes.

Obs.: Nesse esquema, as numerações dos jogadores estão parcialmente trocadas.

Se quiser ganhar a final e retornar a Premier League, o QPR precisa apostar de novo em seu jogador mais decisivo. Charlie Auston já decidiu com dois gols contra o Wigan, e é a grande esperança da torcida para o jogo. Basta saber quem será seu trio ofensivo, pois fica a dúvida se Kevin Doyle manterá a posição, se Zamora conquistou a vaga com a boa partida feita contra o Wigan ou se Ravel Morrison volta ao time titular. O que é certo é que, sem os gols de Austin, dificilmente os Rangers vencerão a partida.


O que vai a favor do QPR é a experiência da maioria de seus jogadores, em relação ao jovem time do Derby, o que pode pesar numa possível prorrogação e pênaltis, por exemplo. O time vai precisar se superar pra vencer, e claro, ter muita competência, principalmente na parte defensiva.

A final está chegando! Não deixe de acompanhar toda a preparação, o pré-jogo e o tempo real do dia mais importante da temporada com a gente! Siga-nos pelo Twitter e curta nossa página no Facebook!




Home ---------------------- Política de Privacidade ---------------------------------------------------------------------------------------------------- Championship Brasil 2019. Todos os direitos reservados ------- Designed by Edmar Assis