Classificação FINAL

Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Artilharia

Postado por : Unknown 29/07/2014


Nome: Reading Football Club
Apelido: The Royals
Estádio: Madejski Stadium
Presidente: Sir  John Madejski
Técnico: Nigel Adkins
Última temporada: 7° (Championship)

Contratações: Nenhuma 

Saídas: Daniel Carrico (Sevilla, £1.5 milhão), Adam Le Fondre (Cardiff City, £1 milhão), Stuart Taylor (Leeds United, free), Matt Partridge (Dagenham & Redbridge, free), Mikele Leigertwood, Wayne Bridge, Kaspars Gorkss, Jobi McAnuff, Lawson D'Ath, Nick Arnold, Gozie Ugwu (todos dispensados)

É hora de recomeçar para os Royals. O time que era favorito ao acesso na temporada passada caiu tragicamente na última rodada da temporada regular em casa para o descompromissado vice-campeão Burnley, ao empatar um jogo do qual só dependia de si para classificar aos play-offs. Claramente a pressão extra-campo de um clube que passava, e ainda passa, por sérios problemas administrativos e da torcida por voltar a Premier League afetou e muito os jogadores, que perderam várias oportunidades para virar o jogo e garantir a vaga nos play-offs.

O Reading é mais um clube inglês envolto em problemas financeiro-administrativos por causa do seu investidor (proprietário), o russo Anton Zingarevich, que após a compra de 51% das ações do clube em maio de 2012 nunca investiu o dinheiro prometido e, além disto, em outubro de 2013, já na Championship, não completou a operação de compra, parecendo ter se cansado do "brinquedinho" em claro sinal de desrespeito a história e aos torcedores dos Royals. 

Este estranho no ninho Royal começou a tumultuar o ambiente do clube com a demissão do técnico Brian McDermott, idolatrado pela torcida e que realizou grande trabalho até o histórico titulo da Championship em 2011/2012, fazia o que podia com o elenco razoável que tinha a disposição sem os reforços prometidos, causando a ira da torcida com sua administração.O rebaixamento acabou sendo só mais uma conseqüência da péssima administração do mandatário, que após 17 de agosto de 2013 nunca mais foi visto no Madejski Stadium, literalmente largando o clube, como foi comprovado meses depois, forçando o antigo dono e presidente Sir John Madejski a voltar da aposentadoria e tocar o dia a dia do clube.


Dentro deste cenário administrativo caótico, o experiente técnico Nigel Adkins, que conta com quatro acessos de Championship e League One no currículo, sendo contratado em março de 2013 para evitar o rebaixamento da Premier League, tem um elenco que conta com bons valores como o goleiro Federici, os defensores Gunter e  Pearce, os meias Karacan, Williams, Robson-Kanu e McCleary e o veterano centroavante russo Pogrebnyak, terá que se contentar com a base atual para esta temporada.

Pois o clube não vai contratar enquanto não for concretizada a aquisição dos Royals por novos donos ou investidores (até o momento não há proposta oficial, apenas especulações), já que a divida é estimada entre £20 a £30 milhões e a operação é vista como muito onerosa pelos empresários já especulados. As caras novas do elenco se resumem a jogadores que retornam de empréstimo como o meia australiano Ryan Edwards e do goleiro dinamarquês Mikkel Andersen e promessas da base como o zagueiro Sweeney, o meia Tshibola e o atacante Samuel.

Em um momento de readequação financeira, é comum acontecer a venda do principal jogador de um clube, e com o Reading não foi diferente: o atacante Adam Le Fronde foi vendido para sanar dividas a curto prazo com fornecedores. Também saíram jogadores importantes e caros como o veterano lateral Wayne Bridge, os meia McAnuff e Leigertwood, o goleiro Taylor e os zagueiros Gorkss e Daniel Carriço (este vendido ao Sevilla).

O técnico Nigel Adkins é sabedor do que tem em mãos, é experiente neste tipo de disputa, sabe utilizar as divisões de base, tem um time com uma espinha-dorsal boa e entrosada comandando-o pela segunda temporada desde o início, mas não conta com o apoio da torcida (ainda saudosa do técnico anterior), tendo que lidar ainda com os contratempos que porventura poderão acontecer a um clube endividado e em processo de venda. Pelo técnico e elenco que ainda possui, poderá brigar por vaga nos play-offs, mas se tudo sair errado poderemos assistir a repetição do "fenômeno" Portsmouth.

Começaremos a ver qual será o destino dos Royals na Championship no dia 08 de agosto fora de casa contra o bom time do Wigan.


Provável time base da temporada (4-2-3-1): Federici; Gunter, Pearce, Morrison, Obita; Williams, Karacan; Guthrie, Robson-Kanu, McCleary; Pogrebnyak.









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