Classificação

Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Artilharia

Postado por : Jorge Lima 26/05/2015



Quem acompanhou a Championship 2014-15, teve o privilégio de assistir a uma das temporadas mais disputadas dos últimos anos. Principalmente na parte de cima da tabela, onde só tivemos as definições nas últimas duas rodadas. Porém, também foi possível ver uma série de trocas no comando dos times. Ao todo, foram vinte e duas trocas, doze a mais que na temporada 2013/14. Listamos cada uma dessas mudanças abaixo. Confiram:


Mark Robins, Huddersfield Town (demitido em 10 de agosto)


Certamente o primeiro indício que a temporada para os técnicos não seria fácil. Robins acabou perdendo o cargo após a PRIMEIRA RODADA com a derrota em casa pro Bournemouth por 4-0. Robins havia assumido o time em fevereiro do ano passado e conseguiu livrar os Terriers do rebaixamento. Porém, a goleada pesada somada às apenas DUAS vitórias em 13 jogos em 13/14 acabaram pesando na decisão da diretoria. Chris Powell, ex-Charlton, substituiu Robins e segue como técnico do time.


David Hockaday, Leeds United (demitido em 28 de agosto)



Mais surpreendente que a sua escolha (sua única experiência como técnico era no modesto Forest Green Rovers) foi a sua saída. Com apenas 6 jogos no comando do Leeds, ele somou apenas dois pontos e sofreu quatro derrotas. Motivo suficiente para o dono do clube, Massimo Cellino, chutá-lo do cargo e ainda disparar que Hockaday foi um erro e um técnico com "mentalidade perdedora".


Giuseppe Sannino, Watford (pediu demissão em 31 de agosto)



Provavelmente não houve time nessa temporada, nem mesmo aqui no Brasil, que tenha trocado tanto técnico como o Watford. A saída de Sannino foi surpreendente. Principalmente porque os Hornets começaram a temporada com quatro vitórias nos primeiros 5 jogos. Bem posicionado, não haveria motivo pra crise. Mas esse teria sido justamente o motivo pra decisão do Italiano. Ao que parece, os jogadores não se sentiam à vontade com os métdodos e tampouco com a abordagem do técnico nas conversas de vestiário. Com isso, Sannino não viu outra escolha além de pedir pra sair.


Ole Gunnar Solskjaer, Cardiff (demitido em 18 de setembro)









Esse já tinha uma situação complicada, já que foi o técnico do rebaixamento. Com contratações questionáveis e falta de experiência, Ole viu o Cardiff cair pro 17º lugar e com isso, sua saída do clube acabou sendo inevitável. Russell Slade assumiu em seu lugar. E apesar dos altos e (muitos) baixos durante a temporada, segue no comando dos Bluebirds. Mas um início ruim em 15/16 pode significar o fim da linha pra ele também.


Felix Magath, Fulham (Demitido em 18 de setembro)











A verdade é que após o rebaixamento, pouca gente acreditava que o alemão seria mantido no cargo. E as SEIS derrotas sofridas até então colocaram os Cottagers na lanterna da Championship. Com isso, sua era no Fulham chegou ao fim. Kit Symons foi efetivado no lugar do alemão, mas também não empolgou, já que o Fulham correu risco de rebaixamento até as últimas rodadas. Apesar disso, por enquanto, Symons está mantido no cargo.


Oscar Garcia, Watford (pediu demissão em 29 de setembro)












Substituto de Giuseppe Sannino, Garcia assumiu o Watford em 2 de setembro, mas acabou durando apenas 27 dias no cargo. Mas diferente de Sannino, Garcia acabou saindo por um motivo mais sério. Após a vitória sobre o Charlton por 1-0 em seu primeiro jogo no clube, o espanhol acabou passando mal e foi internado com dores no peito. Quando recebeu alta, foi aconselhado a repousar e com isso, decidiu que o melhor seria abrir mão do cargo.


Dougie Freedman, Bolton (demitido em 3 de outubro)









Após uma campanha de pouco destaque em 13/14, Freedman entrou na atual temporada pressionado a apresentar resultados melhores. Mas o que se viu foi justamente o oposto. Com apenas UMA vitória em 10 jogos, os 2 anos do técnico nos Trotters chegou ao fim com uma goleada do Sheffield Wednesday por 4-0. Neil Lennon, ex-Celtic, assumiu o time e segue firme como técnico após tirar o time da zona de rebaixamento.


Billy McKinlay, Watford (demitido em 7 de outubro)












De todas as trocas de técnico na temporada, essa foi a mais bizarra. Tudo bem que McKinlay não tinha muita experiência, afinal só havia treinado o Fulham interinamente. Mas ninguém esperava que ele fosse durar apenas OITO DIAS no cargo. Nos dois jogos em que comandou o time, McKinlay conseguiu uma vitória e um empate, deixando os Hornets na vice-liderança. Mas apesar disso, a direção decidiu que o time precisava de um técnico mais experiente e o escocês acabou demitido. Slavisa Jokanovic assumiu em seu lugar e levou o Watford ao acesso.


Lee Clark, Birmingham (demitido em 20 de outubro)












No comando do time há 3 anos, a verdade é que Clark nunca impressionou. O time se salvou do rebaixamento na última rodada da temporada passada. E nos 12 jogos no comando em 14/15, Clark só conseguiu duas vitórias. Acabou caindo após três derrotas seguidas em casa. Gary Rowett assumiu em seu lugar e apesar de altos e baixos, conseguiu escapar do rebaixamento.


Darko Milanic, Leeds (demitido em 25 de outubro)











O desconhecido esloveno foi mais uma aposta furada por parte de Massimo Cellino. E assim como o antecessor, não durou muito tempo. Foram apenas SEIS jogos. Com 3 vitórias e 3 derrotas. Cellino resolveu mudar o comando por achar que cometeu um erro de julgamento


Jose Riga, Blackpool (demitido em 27 de outubro)











Com todos os problemas enfrentados pelos Tangerines, só faltava mesmo o técnico ser demitido. Riga teve uma série de desentendimentos com o dono do clube, principalmente sobre reforços, o que deixou a situação bastante instável. E com apenas uma vitória em 14 jogos, a "era Riga" no Blackpool chegou ao fim.


Uwe Rosler, Wigan (demitido em 13 de novembro)











Se tem alguém que foi do céu ao inferno em uma temporada, esse alguém foi Uwe Rosler. Após ter chegado aos playoffs em 13/14, a expectativa era que o Wigan fosse brigar pelo título nessa temporada. Porém, o que se viu foi justamente o inverso. Brigando na parte de baixo da tabela, O Wigan venceu apenas 3 dos 17 jogos que fez até então. E com isso, o presidente Dave Whelan resolveu demitir o técnico, após pouco menos de um ano no cargo.


Nigel Adkins, Reading (demitido em 15 de dezembro)











Se esperava muito do Reading, principalmente após a boa campanha em 13/14, quando ficou fora dos playoffs por apenas um ponto. E o bom início nessa temporada levava a crer que o time poderia terminar entre os seis. Porém os Royals entraram em má fase e sofreram 9 derrotas em 15 jogos. E após a goleada por 6-1 pro Birmingham, a maior sofrida nos últimos 15 anos, Nigel Adkins acabou demitido. Steve Clarke assumiu e pelo menos manteve o time a salvo.


Sami Hyypia, Brighton (pediu demissão em 22 de dezembro)











O bom trabalho no Leverkusen e a recusa de propostas da Premier League, encheram os torcedores do Brighton de esperança com a chegada de Hyypia. Porém, os 6 meses do Finlandês no clube foram um desastre. Só 3 vitórias em 22 jogos com o time na zona de rebaixamento. Com a campanha desastrosa, Hyypia acabou pondo um ponto final em sua passagem pelos Seagulls e pediu demissão. Chris Hughton assumiu em seu lugar e apesar de também não empolgar muito, manteve o time na Championship.


Neil Adams, Norwich (pediu demissão em 5 de janeiro)











Ex-jogador do clube, Adams teve no Norwich a sua primeira e grande chance como técnico. Tudo parecia ir bem no início, com o time chegando a liderar a competição. Mas uma série de resultados ruins, fez o time despencar pro 7º lugar. E após a eliminação pro Preston na FA Cup, Adams achou que seria melhor para todas as partes se o clube tivesse um novo técnico e se demitiu.
Alex Neil assumiu e conseguiu o acesso à Premier League.


Bob Peeters, Charlton (demitido em 11 de janeiro)












Parecia que tudo ia dar certo para o Belga no The Valley. Invicto nos primeiros 11 jogos, os Addicks despontavam como uma possível surpresa no top-6. Mas aí veio a primeira derrota em casa e o trem descarrilhou. Foram 9 jogos sem vencer e após a derrota pro Brighton, o dono do Charlton resolveu renovar o ar em The Valley.


Stuart Pearce, Nottingham Forest (demitido em 1º de Fevereiro)










Um dos grandes ídolos do clube, Stuart Pearce deu esperanças de dias melhores para a torcida dos Reds com o impressionante início de temporada, invicto nas 11 primeiras rodadas e posicionado entre os líderes. Mas inexplicavelmente, tudo mudou da água pro vinho. Com apenas 3 vitórias em 23 jogos, Pearce perdeu o cargo após a derrota de 1-0 pro Millwall que foi a sexta em sete jogos. Dougie Freedman, outro ex-jogador do clube, assumiu o time.


Ian Holloway, Millwall (demitido em 10 de março)











Essa até demorou demais pra acontecer. Após ter salvo o Millwall do rebaixamento em 13/14, a torcida esperava pelo menos uma temporada sem riscos. Porém, mais uma vez, a temporada foi de sofrimento. 3 vitórias em 24 jogos, quase sempre na zona de rebaixamento e goleadas foram a tendência no The Den. E o último jogo de Holloway no comando do time terminou justamente assim. Uma goleada de 4-1 pro Norwich.


Malky Mackay, Wigan (demitido em 6 de abril)










Cercado de polêmica, Mackay assumiu o Wigan querendo mostrar que todo o tempo que ficou afastado do futebol não influenciariam no seu trabalho. Era a chance de um recomeço. Recomeço que terminou mal. Nos 138 dias comandando os Latics, Mackay conquistou apenas 19 dos 72 pontos que disputou e não venceu um jogo sequer em casa. O ex-jogador Gary Caldwell assumiu o time depois e como já era esperado, não evitou o rebaixamento.


Lee Clark, Blackpool (pediu demissão em 9 de maio)












Substituto de Jose Riga, Clark assumiu um barco que já estava afundando. Não conseguiu mais que 3 vitórias e terminou a temporada com apenas 25 pontos. Era esperado que ele permanecesse, mas decidiu pular fora alegando não saber lidar com toda a desorganização do clube (o que todo mundo já sabia, né?)


Neil Readfearn, Leeds (fim de contrato, 20 de maio)











Antes interino e depois efetivado, Readfearn teve um grande apoio da torcida ao assumir o time. Com altos e baixos, uma longa sequência sem vencer, sequência sem perder, Redfearn deixou o Leeds longe da zona de rebaixamento. Mas isso sempre é pouco pro Leeds, ainda mais para Massimo Cellino, que decidiu não renovar com Redfearn. Uwe Rosler já foi confirmado como novo técnico do time para 15/16


Steve McClaren, Derby County (demitido em 25 de maio)



 Outra demissão que não chega exatamente como surpresa. Apesar do bom trabalho, McClaren acabou sucumbindo a dois fracassos seguidos. Primeiro, na temporada passada, ao perder a final dos playoffs pro QPR nos acréscimos. E nessa temporada, foi ainda pior. Sempre entre os primeiros por boa parte da temporada, o Derby despencou na reta final, com apenas 12 pontos nos últimos 13 jogos e viu os Rams ficarem fora do top-6.

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