Classificação

Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Artilharia

Postado por : Jorge Lima 04/08/2016




Acabou a espera. Na próxima sexta começa a temporada 2016/17 da Championship. Temporada que promete, a princípio, ser bem diferente das anteriores. A presença de "gigantes caídos" como Newcastle e Aston Villa certamente atrairá o interesse na competição. Alguns reforços interessantes de outros times deixam a impressão que a luta pelo acesso e playoffs será intensa e poderemos ter, assim como nas últimas temporadas, um campeonato decidido apenas nas últimas rodadas.

Falando sobre favoritos ao título, não dá pra fugir de Newcastle e Aston Villa. Ambos contam com técnicos que já venceram a Champions League, o que certamente é mais um diferencial para essa temporada. Os Magpies querem um retorno imediato e não estão poupando esforços (e nem dinheiro) para reforçar o time. Dwight Gayle, Matt Ritchie e Mohamed Diamé deixaram a Premier League para apostar no projeto que o clube tem de um retorno imediato à primeira divisão. Com a base mantida e os reforços que chegaram, o Newcastle larga na frente como favorito. Se isso vai se confirmar, é outra história.

Os Villans apostam todas as suas fichas (e 12 milhões de libras) em Ross McCormack. O escocês chega do Fulham como o mais caro da história da Championship. Porém, o alto valor é justificado. Ninguém fez mais gols que ele na Championship nas últimas 4 temporadas. Nas duas últimas, foram 42 gols. Tommy Elphick, zagueiro do Bournemouth, é outro reforço que tende a funcionar bem.  O time perdeu Brad Guzan, Idrissa Gueye e Ciaran Clark. Se Roberto di Matteo conseguir extrair o máximo dos seus jogadores, uma das suas grandes qualidades,  o Aston Villa tem tudo pra fazer da sua estadia na Championship a mais curta possível.

Outro rebaixado, o Norwich iniciará a temporada com boas expectativas. Alex Neil não conseguiu evitar a queda, mas fez um bom trabalho na Championship 2014/15. A base parece boa para encarar o desafio, mas alguns reforços são necessários. O time perdeu Nathan Redmond para o Southampton e faz de tudo para segurar Robbie Brady, que fez uma ótima eurocopa pela Irlanda. De novidades, chegaram Sergi Canos, jovem meia que fez boa temporada pelo Brentford e Michael McGovern, goleiro Norte-irlandês que se destacou na euro. O jovem Alex Pritchard, que fez uma excelente temporada pelo Brentford em 2014/15, chegou pra ajudar na criação das jogadas. Com uma base boa para Championship, é de se esperar que os Canaries lutem nos playoffs com vista ao acesso direto



Falando em playoffs, o Brighton estará sob os holofotes de novo, já que a expectativa é que o time pelo menos repita a campanha da temporada passada, quando terminou entre os seis primeiros, com um grande trabalho de Chris Hughton. Os Seagulls contam com a permanência de Steve Sidwell e o retorno de Glenn Murray, que chega por empréstimo do Bournemouth. o talentoso meia Oliver Norwood chegou do Reading pra potencializar a criatividade do time. Ele ao lado de Dale Stephens e Anthony Knockaert tem tudo pra formar uma "trinca" que pode dar muitas alegrias à torcida.

Não importa o quão decepionante uma temporada seja, não tem como não incluir o Derby em uma luta por playoffs. Nas últimas temporadas, tem sido constante um bom início, liderança, queda de rendimento e no final, playoffs (quando consegue). Mas apesar disso, o time claramente tem qualidade. O bom jogo de volta na semifinal contra o Hull deixou a certeza que o time tem qualidade pra fazer mais do que tem feito. Nigel Pearson, campeão da Championship com o Leicester, chega pra tentar corresponder às expectativas. Parece a pessoa certa no momento certo. Além disso, Chris Powell, técnico com experiência de Championship, será o seu auxiliar técnico. E a nova comissão técnica parece apostar muito no atual elenco, já que até agora, nenhum jogador foi contratado. O elenco dos Rams é um dos mais qualificados da Championship. Mas parece faltar força mental nos momentos críticos. É preciso um equilíbrio entre a empolgação de uma boa sequência e a "depressão" de resultados negativos. Grande desafio para Nigel Pearson

Uma das grandes surpresas na última temporada, o Sheffield Wednesday esteve a um passo de voltar a figurar na elite do futebol inglês. Mas quis o destino (e Diamé) que o Hull vencesse a final dos playoffs e conquistasse o acesso. Tal campanha mantém as expectativas sobre os Owls lá em cima. O time agora tenta deixar de ser uma surpresa para se tornar uma realidade. Carlos Carvalhal conseguiu manter as principais peças. Gary Hooper e Fernando Forestieri seguem no time e ganham a ajuda de Steven Fletcher para reforçar o ataque. O bom meia Almen Abdi se mostrou uma contratação pontual e necessária. E Daniel Pudil, importante na reta final da última temporada, voltou, e dessa vez pra ficar. Com um ou dois reforços pra defesa, os Owls talvez fiquem no ponto para buscar os playoffs e quem sabe, até uma vaga direta.


o Wolverhampton entra na temporada disposto a virar a página de vez. o 14º lugar na temporada passada promoveu mudanças. O grupo chinês Fosun assumiu o controle do clube disposto a transformar os lobos em uma potência. E pra isso, mandou o técnico Kenny Jackett embora, substituindo-o pelo italiano Walter Zenga. Além disso, os novos donos vão apostando nas conexões com o empresário Jorge Mendes pra reforçar o time. Helder Costa, Joao Teixeira e Silvio Pereira são os portuguêses que chegaram. Além deles, Jon Bodvarsson, do Kaiserslautern, chega pra quem sabe ser o homem-gol do time. É difícil dizer até onde o time pode chegar, mas baseado no exemplo do Sheffield, é possível pensar em surpreender

Bristol City e Birmingham podem ser outros times que podem surpreender. Apesar do 18º lugar na temporada passada, os Robins mostraram qualidade e algumas vitórias impressionantes. Com Lee Johnson trabalhando desde o início e alguns reforços interessantes, Dá pra pensar em figurar perto ou na primeira página da tabela.

Os Blues surpreenderam no início da temporada passada ao darem a impressão que lutariam pelo acesso. Mas o rendimento do time caiu absurdamente e tiveram que se contentar com o 10º lugar. Com os erros aprendidos, a esperança é que Gary Rowett consiga fazer o time dar um passo adiante dessa vez. O top-10 é o mais provável. Mas com alguns reforços, não dá pra descartar uma vaga nos playoffs

E o que esperar dos tradicionais Nottingham Forest, Leeds, e Fulham, três times que vivem de altos e baixos há algum tempo? Talvez o que esteja em situação pior seja o Fulham, já que conviveu com a luta contra o rebaixamento nas últimas duas temporadas. O time reforçou a defesa com Tamas Kalas e Scott Malone, além do goleiro David Button, que após boa temporada no Brentford, vem pra disputar posição com Bettinelli. Mas as saídas são mais sentidas. O time perdeu os seus dois principais jogadores. o jovem Moussa Dembele foi pro Celtic e o artilheiro Ross McCormmack, pro Aston Villa. Terminar no meio da tabela talvez seja o melhor com que o Fulham possa sonhar agora. Mas se outros reforços não chegarem, o destino dos Cottagers pode ser mais uma vez lutar pela sobrevivência na Championship

Os Reds decepcionaram tanto na última temporada que chegaram a correr risco de rebaixamento na reta final. Uma temporada pra esquecer. Para 16/17, chegou o técnico frances Philippe Montanier, connhecido por fazer bom trabalho com jogadores jovens. Bom para Oliver Burke e Ben Osborn, dois ótimos talentos jovens, que já tem jogado pelo time principal. De reforços, o principal até agora é o atacante Apostolos Velios, ex-Everton. que estava no Irakilis da Grécia. Também da Grécia veio Pajtim Kasami, ex-Fulham. A grande esperança fica com Brit Assombalonga. Depois de um ano parado por conta de lesão, ele começa a nova temporada motivado para ser o homem-gol do time. A mudança de técnico sempre empolga, mas no momento, o meio da tabela parece ser o objetivo mais realista.

Nenhum time viveu tantos altos e baixos na mesma temporada que o Leeds. Alternando sequências invictas e derrotas seguidas, os Whites não conseguiram mais que um 13º lugar. Pra essa temporada, o time vai dando motivos pra se pensar em uma campanha melhor. Garry Monk assume o time com uma grande expectativa após bom trabalho no Swansea. Alguns reforços também são interessantes. Robert Green traz mais experiência ao gol, Kyle Bartley pode ser considerado uma boa adição à defesa. O sueco Marcus Antonsson chega como uma boa aposta pro ataque e Kemar Roofe vem do Oxford como um grande talento. O top-10 é uma realidade otimista. E se Massimo Celino não atrapalhar, dá pra sonhar com resultados melhores

Falando de rebaixamento, O Burton Albion sai na frente. Com orçamento reduzido e pela primeira vez na segunda divisão, os Brewers podem não ter uma vida longa na Championship. A experiência de Nigel Clough na Championship será crucial para sobrevivência.

Apesar do "Great Escape" na temporada passada, o Rotherham entra nessa temporada com o objetivo de sobreviver. Neil Warnock deu lugar a Alan Stubbs, que se destacou por conquistar a copa da Escócia pelo Hibernian. E o desafio será grande pra ele. Manter o status de time da Championship é o objetivo.

Barnsley e Wigan são times em situações parecidas. Podem ter dificuldades por se tratar de um retorno à championship e acabar como o MK Dons. Porém, se as atividades no mercado funcionarem como se esperam, podem afastar o fantasma do rebaixamento. Ambos apostam em seus atacantes. O Barnsley tirou Tom Bradshaw do Walsall e considerando a pré-temporada, ele será impotante para os Tykes. Já o Wigan aposta em Will Grigg, que fez 28 gols na temporada passada. Se estiver "on fire", é candidato a artilheiro da Championship.

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