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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

Artilharia

Postado por : Edmar Assis 12/03/2018


16 de Abril de 2016. Há pouco menos de dois anos, o Aston Villa passava por um dos seus piores momentos na história do clube: após uma derrota por 1-0 para o Manchester United, o clube era rebaixado para a Championship, após 28 anos sempre presente na primeira divisão. O campeão europeu de 1982 sofreu as dificuldades já conhecidas dos recém-rebaixados, e penou na primeira temporada, por algum tempo brigando até contra outro rebaixamento. Mas hoje, o Villa "renasceu", e entrou forte na briga pelo acesso direto, após uma brilhante vitória contra o líder Wolves. Quais são os motivos de tamanha mudança?

Assim como foi com o já citado Wolves, as coisas começaram a mudar muito no Aston Villa logo após a queda: o clube foi comprado pelo bilionário chinês Tony Xia, sucedendo o muito criticado Randy Lerner, que tinha o controle do clube desde 2006. A chegada do chinês, bastante ativo no Twitter, foi vista com desconfiança, pois o seu estilo excêntrico já apareceu logo de cara, quando em entrevista afirmou que "esperava que em cinco anos o Aston Villa fosse tão conhecido no mundo como Real Madrid e Barcelona".


Rapidamente o novo dono, e a torcida, viram que a vida na Championship não seria nada fácil. Roberto Di Matteo, campeão europeu com o Chelsea em 2012, foi o escolhido para começar a reconstrução do time rumo a volta à Premier League, o que não seria nada fácil visto que o clube perdeu quase toda a base do time, que precisou ser remontada praticamente do zero. Com um aproveitamento bizarro de 1 vitória nos primeiros 11 jogos, e na zona de rebaixamento, Di Matteo foi demitido em Outubro. Era o QUINTO técnico sacado em um ano, fato corriqueiro entre os times em má fase (o Sunderland que o diga).

Mas, no mesmo mês de Outubro, as coisas começaram a mudar pro bem no Villa, com a contratação do experiente Steve Bruce, mestre em reviver times afundados na Championship. Parece estranho dizer isso agora, pois Bruce também teve um início ruim, mas fez o que outros não conseguiram: atacou o mercado de transferências de inverno com muita competência. Com as chegadas de goleiro Johnstone, dos meias Lansbury e Bjarnason, do lateral Taylor, do centroavante Scott Hogan e principalmente do craque Conor Hourihane, o time subiu de produção, começou a vencer em sequência e terminou numa fraca porém aliviadora 13ª posição.


A melhora do time deixou a torcida e a direção tranquilas na manutenção de Steve Bruce, pois um técnico que conquistou o acesso QUATRO vezes na carreira não é de se desdenhar (mesmo nunca tendo feito nada na Premier League). O mercado de verão não foi tão agitado, mas foi bem interessante, principalmente pela chegada de ninguém menos que John Terry, ídolo do Chelsea e um dos melhores zagueiros da história da Premier League. Com as chegadas de Elmohamady pra lateral-direita e Snodgrass pro meio, a base do 4-2-3-1 estava formada e pronta pra tentar o acesso.

Não dá pra dizer que tudo começou bem: nas 7 primeiras o time conquistou só uma vitória, fato que deixou a torcida bem desesperançosa. Mas a partir daí o time melhorou seu nível de atuação, contando muito com a boa fase de Hourihane e com o faro de gol de Jonathan Kodjia, que vinha empilhando gols até se machucar seriamente em Novembro do ano passado. Mostrando muita força no Villa Park, os Villans deram o up definitivo após a vitória no clássico da cidade contra o Birmingham por 2-0 (com um golaço de Hourihane).


Se havia alguma dúvida de que o Villa está pronto para brigar pelo acesso (e quem sabe até pelo título), elas acabaram neste fim de semana: o time recebeu o líder Wolves no clássico da região, e lembrando os bons tempos em que era pedra no sapato dos grandes na elite, trucidou o melhor time da temporada vencendo por 4-1, numa atuação de gala principalmente no segundo tempo, em que sobrou. A diferença pro líder que já foi de dezoito pontos caiu pra apenas sete, e pro Cardiff, vice-líder é de quatro.

Se o acesso virá direto, se via playoffs ou se nem virá, só o tempo vai dizer. O fato é que o Aston Villa soube se reconstruir (com um belo aporte financeiro que a maioria dos times não tem, vale dizer), e pode servir de exemplo pra outros que estão e que poderão estar nos próximos campeonatos.

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