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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Postado por : Edmar Assis 22/05/2018


Tá chegando a hora! Faltam apenas 4 dias para a grande final dos play-offs entre Fulham v Aston Villa, valendo a última vaga para a Premier League 2018/2019. Com apenas poucas horas restantes para o confronto mais esperado e mais importante da temporada, continuamos nossa série de especiais referentes a grande final que, enquanto para uns é apenas um aperitivo para a final da Champions League no mesmo dia, para nós e para milhares de outros fãs é o dia mais importante da temporada. E dessa vez falamos do Aston Villa, que terminou em 4º na temporada regular, passou pelo Middlesbrough na semi-final sem tomar nenhum gol e chega muito forte à final. Com auxílio do nosso amigo e excelente redator Jober Gooner (@jobersian no Twitter) Vamos desvendar os segredos do time comandado por Steve Bruce, analisar os pontos fortes e fracos dos Villans e entender porque a experiência pode sim fazer a diferença para o time de Birmingham.

O treinador Steve Bruce, do Aston Villa, encara mais uma final em Wembley para ser promovido à Premier League. O inglês de 57 anos já conseguiu quatro promoções para a elite do futebol na terra da rainha – duas vezes com o Birmingham (maior rival do Aston Villa) e duas vezes com o Hull City – todas as vezes através dos playoffs.

Antes da chegada de Bruce como sucessor de Roberto Di Matteo, em outubro de 2016, o Villa tinha vencido apenas quatro partidas na Championship em 17 meses. O clube estava uma bagunça quando ele chegou. Bruce conquistou 7 vitórias nos 11 primeiros jogos e o Villa terminou a temporada 2016/17 no 13º lugar.

O início da temporada 2017/18 não foi brilhante, mas a equipe se manteve na zona dos playoffs, especialmente com o retorno de Jack Grealish, em novembro, e a vitória por 4x1 sobre o campeão Wolves, em março. Todos estavam convencidos que o acesso seria plenamente possível.

Jack Grealish, revelado no clube, é um dos jogadores mais talentosos da equipe e sua ausência na primeira parte da temporada foi nitidamente sentida, mas a lesão fez ele melhorar, sobretudo no aspecto comportamental. Grealish declarou recentemente que poderia ter morrido devido ao problema que teve nos rins, segundo seu médico. Felizmente, ele superou o problema e cresceu significativamente como jogador. 

A relação de Steve Bruce com Grealish é ótima, o treinador sempre acreditou que ele voltaria e seria importante para sua equipe. 

Grealish disse que vai dedicar ao treinador se eventualmente marcar na decisão em Wembley.

Mas não apenas Bruce foi importante para que Grealish tivesse uma recuperação completa. Segundo o próprio Grealish, John Terry ajudou muito dentro e fora de campo e isso deu confiança para que ele voltasse a jogar.

A união e comprometimento dos principais jogadores trouxeram equilíbrio tanto mental quanto técnico e tático para toda a equipe.

A média de idade no Aston Villa é de quase 30 anos e conta com jogadores que já tiveram passagens por clubes da Premier League como o goleiro Sam Johnstone, que pertence ao Manchester United, os laterais Ahmed Elmohamady ex-Hull e Neil Taylor ex-Swansea, os defensores James Chester ex-Hull e West Brom, Chris Samba ex-Blackburn e John Terry ex-Chelsea, além dos meias Glenn Whelan ex-Stoke, Mile Jedinak ex-Crystal Palace e do winger Snodgrass ex-Norwich e Hull.

Em campo, Steve Bruce adaptou a equipe em um eficiente 4-1-4-1, sendo a linha ofensiva do meio-campo o seu ponto forte de desequilíbrio. Robert Snodgrass e Albert Adomah (que entrou na seleção da temporada da Championship)atuam pelas pontas. Conor Hourihane e Jack Grealish jogam por dentro. Eles atuam atrás de um centroavante que passou a ser Lewis Grabban desde sua chegada por empréstimo no último dia da janela de transferências de janeiro. 

Para a decisão em Wembley, há uma questão inicial sobre com quem Steve Bruce jogará no meio-campo defensivo. Embora MileJedinak esteja na boca de muitos torcedores pelo fator decisivo na semifinal contra o Boro, ele não é a única opção considerada pelo treinador.

Jedinak, Whelan e Bjarnason disputam posição no meio-campo

Claramente, Bruce vê algo no australiano que transforma sua equipe em uma barreira sólida com ele na frente da linha defensiva. Jedinak está no onze inicial ou entre os substitutos nos últimos 19 jogos do Aston Villa. Embora tenha aptidão e destreza defensiva para causar problemas para qualquer adversário, em outras áreas ele pode ser ineficiente devido a sua idade (33 anos). Jedinak não possui muito ritmo e ele teve registro de alguns passes imprecisos nas duas partidas dos playoffs.

Glenn Whelan também se destacou na formação 4-1-4-1 de Steve Bruce nesta temporada. Whelan está no mesmo barco que Jedinak em termos de falta de ritmo devido à idade, isso inclusive faz ele ser algumas vezes criticado pelos torcedores, mas o compromisso do irlandês não pode ser julgado nesta temporada. Whelan iniciou em 30 partidas sendo utilizado como substituto em 3 jogos. O meio-campista de 34 anos detém 81% de precisão em 1.188 passes durante toda a campanha. 

Birkir Bjarnason não seria uma má escolha de meia defensivo contra o Fulham. A vantagem de Bjarnason sobre Jedinak e Whelan são suas pernas mais jovens. O islandês ostenta uma precisão de 83% em passes. Bjarnason tende a avançar bem mais que os concorrentes na posição, suas características ofensivas podem ocasionar problemas na linha defensiva do Fulham, algo que pouco se viu dos adversários dos Cottagers na temporada. Se o Aston Villa aplicar pressão no último terço com posse de bola prolongada, a infiltração de Bjarnason pode surpreender.

Aos 37 anos de idade, John Terry luta pela volta do Villa à Premier League.

Na defesa, a liderança natural de John Terry tem sido crucial para a organização do setor. Ao lado do galês James Chester construíram sincronia sólida nos momentos importantes. Os laterais Alan Hutton e Elmohamady agregam maturidade e ajudam quando jovens como James Bree atuam na primeira linha.

Em suma, o Aston Villa está pronto para a decisão. Steve Bruce tem sua equipe nas mãos e sabe que a experiência pode fazer toda a diferença na final em Wembley.

A final está chegando! Não deixe de acompanhar toda a preparação, o pré-jogo e o tempo real do dia mais importante da temporada com a gente! Siga-nos pelo Twitter e curta nossa página no Facebook!



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