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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Postado por : Edmar Assis 24/05/2018


Haja coração amigo! Faltam apenas DOIS dias para a grande final dos play-offs entre Fulham v Aston Villa, valendo a última vaga para a Premier League 2018/2019. O momento mais importante da temporada está chegando, e continuamos nossa série de especiais da grande final falando um pouco do outro lado do confronto: qual é o segredo do Fulham? Como os Cottagers chegam pra final, por muito pouco não tendo conquistado o acesso direto? Se a experiência do Aston Villa pode fazer a diferença, a juventude e o bom futebol do Fulham pode ser determinante em Wembley.

O fator X do Fulham, sem dúvida, está na figura de seu treinador: Slavisa Jokanovic chegou ao clube em dezembro de 2015, substituindo Kyt Simons, que não fez um bom trabalho. O sérvio já havia conquistado um acesso recente e bastante impressionante com o Watford, de onde saiu estranhamente após desavenças com a direção do clube. Não dá pra dizer que Jokanovic pegou uma terra totalmente arrasada, pois o time do Fulham naquela época não era ruim, mas pegou um time sem confiança, com uma péssima defesa e com pouco apoio da torcida em seus jogo em casa. Na meia temporada que teve, Jokanovic conseguiu cumprir o objetivo que era salvar o clube do rebaixamento, chegando num vergonhoso porém "aliviante" 20º lugar.

Era claro que muita coisa precisava mudar pros lados do sudoeste de Londres. E uma revolução aconteceu no elenco, que basicamente foi remontado do zero na pré-temporada de 2016. Jogadores rodados como Stearman, O'Hara, Hutchinson, Kacaniklic e Lonergan foram embora, e outros decepcionantes como Ross McCormack foram negociados. Mas ao mesmo tempo que jogadores iam, boa parte da base que hoje briga pelo acesso ia chegando: Lucas Piazon veio por empréstimo do Chelsea, Neeskens Kebano foi contratado junto ao Gent, o zagueiro Tomas Kalas chegou do Chelsea, e os atacantes Aluko e Ayite vieram dar força ofensiva. As duas principais contratações, e que hoje são fundamentais no elenco, foram a dos meias Kevin McDonald vindo do Wolves, e do norueguês Stefan Johansen vindo do Celtic.


Com uma base montada, o Fulham cresceu muito de rendimento em relação a desastrosa temporada anterior. Ainda com uma defesa discutível, mas com muito mais poder de fogo, o Fulham fez uma boa temporada, e conseguiu chegar em 6º lugar, se classificando para os playoffs. Porém, veio a decepção: após um empate por 1-1 contra o Reading na ida em casa, o Fulham não conseguiu furar a boa defesa dos Royals fora de casa e acabou perdendo por 1-0, vendo a vaga na final ir pro espaço. Se a decepção era forte, ficou também a sensação de que o trabalho estava no caminho certo. E estava mesmo.

Veio a pré-temporada, e com ela o mercado de transferências, da qual o Fulham se aproveitou bem, de novo. Gastando um bom dinheiro, o clube trouxe o atacante português Rui Fonte do Braga pra resolver os problemas ofensivos, e o winger Aboubakar Kamara vindo do Amiens. Mas o "ataque" mais forte foi com empréstimos, nos quais o clube trouxe Matt Targett pra lateral esquerda e Oliver Norwood pro meio. Com essas contratações, foi com certa decepção que a torcida viu o time não vencer nas 4 primeiras rodadas, e estava claro que o time estava sem movimentação e sem opções. Jokanovic percebeu, e sem demora lançou mão de seu às: Ryan Sessegnon, de apenas 17 ANOS, entrou no time inicialmente como lateral esquerdo contra o Ipswich, na quinta rodada, e não saiu mais. Pouco depois sendo deslocado pra ponta esquerda, o jovem inglês, rápido e habilidoso, e fazedor de gols, deu ao ataque a movimentação e qualidade que faltavam.


A temporada foi passando, o time foi vencendo, somando pontos, mas sempre com a sensação de que faltava alguma coisa. Rui Fonte não foi o centroavante decisivo que dele se esperava, e em Fevereiro o Fulham foi buscar no Newcastle o atacante sérvio Aleksandar Mitrovic, que estava meio esquecido no banco por Rafa Benitez. O impacto foi imediato, com Mitrovic empilhando gols assim que chegou, e dando esperança ao time de brigar pelo acesso direto com nada menos que 21 jogos de invencibilidade, um acesso direto que estava nas mãos do Fulham na última rodada. Mas novamente veio a decepção, com a derrota pro Birmingham que mandou o Fulham pro "desespero" dos playoffs.

Na ida contra o Derby, o time não foi bem e perdeu por 1-0. Mas em casa, principalmente no segundo tempo, o Fulham mostrou porque fez uma temporada brilhante e venceu por 2-0, só não goleando por causa do goleiro Carson. Mas e agora? O time pode conquistar o acesso em Wembley contra um experiente e forte Aston Villa? Na temporada como um todo, o Fulham demonstrou ser mais time que o Villa, mostrando algo que sempre fará a diferença: futebol. Não que o Villa não tenha feito bons jogos, mas o Fulham em certos momentos foi brilhante, com um futebol de encher os olhos, com transições ofensivas, muitas jogadas pelas pontas, dribles e o faro ofensivo impressionante de Mitrovic.

O Villa tem muito mais experiência, com jogadores mais rodados, mas é bom lembrar que o Derby também tinha e o Fulham passou na bola, Jokanovic sabe (e Steve Bruce também, do outro lado), que há grandes possibilidades da final ser resolvida de duas maneiras: pelas pontas ou no brilho dos centroavantes. Com Kamara e Sessegnon atacando as costas de Hutton e ElMohamady, que não são exímios marcadores, o Fulham pode levar uma grande vantagem no duelo. Mas do outro lado, Adomah e Snodgrass são muito técnicos e experientes, e podem levar o caos a Fredericks e Targett, que marcam melhor que os laterais do Villa, mas que por vezes ficam sobrecarregados, já que os meias McDonald e Johansen avançam muito.


Com esses confrontos pela ponta, existe a grande possibilidade de, num cruzamento pra área ou numa tabela com os bons meias Grealish do Villa e Cairney do Fulham, a "bola do jogo" ficar nos pés dos centroavantes: Lewis Grabban e Aleksandar Mitrovic são decisivos, tem muito faro de gol e podem decidir a final numa bola. O meio campo de ambos é outro que pode ser fator chave no duelo. O Fulham tem mais qualidade na saída de jogo e no chute de longe com McDonald-Johansen-Cairney, três excelentes jogadores. O Villa tem mais força física com Jedinak e Hourihane, algo que pode ser fundamental pra barrar os avanços dos pontas do Fulham.

Faremos um post específico como uma prévia para a final amanhã, mas já podemos adiantar que não há favorito. Apenas esperamos um jogo espetacular. Como é a Championship!

A final está chegando! Não deixe de acompanhar toda a preparação, o pré-jogo e o tempo real do dia mais importante da temporada com a gente! Siga-nos pelo Twitter e curta nossa página no Facebook!






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