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Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Estamos de volta! Após um período de inatividade e um grande problema de hospedagem nesse singelo site, o Championship Brasil traz pra você um resumão do que de melhor aconteceu nessas 28 rodadas do nosso querido campeonato. Muitos jogos malucos decididos nos acréscimos, muitos golaços, e dois ótimos e surpreendentes times nas primeiras posições: o Leeds de Marcelo Bielsa e o Norwich de Daniel Farke. Falaremos também das boas campanhas de Sheffield United e Derby, da incrível ascensão do Hull, e do calvário vivido por Bolton e Ipswich. Vamos lá!

Leeds United (1º colocado - Treinador: Marcelo Bielsa)

Após 15 anos, o Leeds United parece cada vez mais perto de um retorno à Premier League. Depois de duas temporadas seguidas flertando com o acesso, mas falhando em seu objetivo sob os comandos de Garry Monk, Thomas Christiansen e Paul Heckingbottom, os Whites lideram isoladamente a Championship e com esperanças lá no alto, já que trouxeram o polêmico Marcelo Bielsa para tomar as rédeas do clube, e que no momento vem surtindo efeito. O técnico argentino vem contando com as ajudas de jogadores como do artilheiro Kemar Roofe, do ótimo e experiente meia Pablo Hernández e do zagueiro Pontus Jansson (além do espião, rs). A meta agora do tradicional clube da região de Yorkshire é buscar manter o ritmo e não cometer os mesmos erros das últimas duas temporadas. A tarefa não será nada fácil, principalmente com Norwich, Sheffield United e WBA na cola, mas a euforia da torcida mais a qualidade tanto do elenco como de Bielsa podem ser um grande fator para a tão sonhada volta do clube para a elite do futebol inglês.

Norwich City (2º colocado- Treinador: Daniel Farke)

Vindo de duas temporadas pouco significativas desde a volta para a Championship, o Norwich, sob o comando do alemão Daniel Farke, busca um retorno à Premier League. Após começar a temporada mal, os Canários deram a volta por cima e em poucas rodadas colaram no topo da tabela. O clube vive ótima fase e vem contando com ajudas inesperadas, como por exemplo do atacante finlandês Teemu Pukki. Outras peças fundamentais no elenco canário são o zagueiro Timm Klose, os meias Mario Vrancic, Moritz Leitner e Marco Stiepermann, entre outros. Para o clube resta agora manter essa mesma filosofia coletiva que vem dado muito certo, para quem sabe retornar à elite. A disputa é sadia e vão precisar de muito gás se quiserem ao menos o acesso direto, pois algumas equipes logo abaixo não estão pra brincadeira não!



Sheffield United (3º colocado - Treinador: Chris Wilder)

Os Blades estão voando! Desde que retornaram para a Championship em 2017 após se sagrarem campeões da League One, o Sheffield United vem fazendo campanhas sólidas. Temporada passada chegou a liderar o campeonato, mas decaiu muito de rendimento e ficou próximo a zona de playoffs. Nessa, os Blades estão se mostrando muito mais competentes e vão cada vez mais se firmando na parte de cima da tabela, colado nos líderes. A boa fase da equipe de Yorkshire passa muito graças a jogadores como Oliver Norwood, David McGoldrick, John Fleck e Dean Henderson. Mas, a principal estrela do clube e que também vem em uma ótima fase, é o atacante Billy Sharp - vice-artilheiro da Championship 2018/2019 com 18 gols marcados. A questão é: o Sheffield United será capaz de garantir o acesso, ou irá decair de produção e amargar mais um "triste" fim de temporada?


West Bromwich Albion (4º colocado - Treinador: Darren Moore)

Após uma temporada catastrófica pela Premier League, onde chegaram a esboçar uma reação no final, mas acabaram amargando a lanterna, o West Brom retornou à Championship. Os Baggies resolveram continuar com Darren Moore, ex-jogador do clube e interino temporada passada após a saída de Alan Pardew, para essa nova temporada, além de trazerem reforços interessantes como o atacante Dwight Gayle e o goleiro Sam Johnstone. O clube vem contando com sua ótima força ofensiva com Gayle e Rodriguez, que juntos somam 28 gols marcados (14 pra cada) de 57 convertidos pelo WBA apenas na Championship. Mas, se o clube realmente tem pretensões para subir, é bom dar uma olhada em seu sistemo defensivo, que já sofreu 35 gols. A equipe de Moore já mostrou ser extremamente qualificada, resta ver se continuarão nesse mesmo pique até o final, pois o elenco não é dos maiores...

Middlesbrough (5° colocado - Treinador: Tony Pulis)

Sempre como um dos favoritos, o Boro faz uma campanha irregular na Championship, alternando bons e maus jogos. O já conhecido estilo de bola longa, cruzamentos e chutões de Tony Pulis ainda é suficiente pra garantir pontos, mas parece pouco pelo que o elenco permite e pelo tamanho do investimento. O treinador, que em certo momento da temporada ficou bastante ameaçado, segue seu trabalho, e conta com os muitos gols de seus zagueiros artilheiros e de Britt Assombalonga pra se segurar no top-6. Porém, brigar pelo acesso direto ficou difícil. A chegada do conhecido e bom meia John Obi Mikel pode ser um fator diferencial nessa reta final de temporada.

Derby County (6° colocado - Treinador: Frank Lampard)

Pro seu primeiro trabalho como treinador, Frank Lampard vai fazendo um baita trabalho no Derby. O time sempre esteve entre os primeiros, foi longe na copa da liga eliminando o Man Utd em pleno Old Trafford, e briga firme pelo top-6. O time ainda parece vulnerável defensivamente (já que Richard Keogh pareceter loteado um lugar no time titular), mas tem um ataque poderoso, e conta com um dos melhores jogadores da temporada: o meia Harry Wilson faz uma Championship brilhante, recheada de golaços e assistências, deixando Jürgen Klopp de orelha em pé. Se conseguir se manter entre os 6 primeiros até o fim, o Derby vai ter que desafiar sua péssima fase recente em playoffs. Mas se alguém conhece de jogos decisivos, esse é Frank Lampard.

Bristol City (7° colocado - Treinador: Lee Johnson)

Comendo pelas beiradas, o Bristol City chega a parte final do campeonato em sétimo lugar, batendo na porta do top-6. É uma façanha e tanto se formos lembrar que o time perdeu seus TRÊS melhores jogadores no verão (Bobby Reid, Aidan Flint e Joe Bryan), comprovando que Lee Johnson é um treinador dos bons. No 4-1-4-1 bem conhecido dos Robins, a força está nos 4 jogadores do meio campo, que poderiam se destacar ainda mais se tivessem um bom centroavante para servir. Sonhar com o acesso ainda parece um sonho distante, já que a zaga e os laterais não são mais os mesmos da última temporada, mas não dá pra duvidar do time dos Gifs.

Blackburn Rovers (8° colocado - Treinador: Tony Mowbray)

Uma das gratas surpresas dessa Championship é o Blackburn. Voltando da League One, o time comandado por Tony Mowbray faz um belíssimo campeonato pelo investimento feito e pelo elenco disponível. Assim como o Derby, os Rovers tem um dos craques do campeonato: o habilidoso e bom de bola atacante Bradley Dack só não fez chover nas primeiras rodadas e, embora tenha caído um pouco nas últimas semanas, é o principal pilar do time, que também conta muito com os gols do experiente Danny Graham. Quem vê as escalações recentes se assusta vendo Jack Rodwell como titular, e ainda mais na zaga, sendo útil de maneira que nunca foi no Sunderland. É difícil sim imaginar o Blackburn na Premier League na temporada que vem, mas a boa campanha, que ainda faz parte de um processo de reconstrução, é uma excelente notícia.

Nottingham Forest (9º colocado - Treinador: Martin O'Neill)

Um novo projeto, um bom investimento financeiro,jogadores conhecidos e bons, um treinador experiente... tudo parecia ir a favor para o Nottingham Forest finalmente brigar pelo acesso. Na primeira parte do campeonato, o time conseguiu aos trancos e barrancos e com muita inconsistência se manter perto do top-6, porém a já conhecida bagunça interna voltou à tona: há pouco menos de um mês, Aitor Karanka pediu o boné, alegando incômodo com interferências externas. A saída pegou a torcida de surpresa e foi uma ducha de água fria. Pro seu lugar chegou o conhecidíssimo Martin O'Neill, ídolo do clube como jogador na década de 70, e que volta aos Reds como treinador após bons anos na seleção da Irlanda. O time conta com muita força pelos lados do campo, com Joe Lolley e Matty Cash fazendo bela temporada, mas o que será daqui pra frente ainda é uma incógnita.

Aston Villa (10º colocado - Treinador: Dean Smith)

Villa, Villa, Villa... a derrota pro Fulham na última final dos playoffs ainda dói, e o péssimo início de temporada, onde o time chegou a estar pra baixo da 16ª colocação om um dos melhores elencos disponíveis (se não o melhor) culminou na demissão de Steve Bruce, para muitos tardia. Os donos chineses foram atrás de Dean Smith no Brentford, onde fez brilhante trabalho, para o lugar de Bruce, e o treinador até começou bem, mas a inconstância ainda é a marca da campanha, fazendo com que o Villa, grande favorito no início da temporada, esteja apenas em 10º lugar. E muito disso por causa dos muitos e muitos gols de Tammy Abraham, artilheiro da Championship, que causou pânico em massa ao quase deixar o clube na janela de Janeiro, já que existia uma negociação com o Wolves, mas acabou ficando pra alívio geral. Dean Smith ainda não conseguiu encaixar o time defensivamente, e os gols bobos tomados viraram rotina. Mas nunca pode se descartar uma arrancada rumo aos playoffs.

Swansea City (11° colocado - Treinador: Graham Potter)

Uma das decepções da temporada é o Swansea. Mesmo tendo remontado o elenco pra disputar a Championship, os Swans eram um dos favoritos ao acesso, mas nunca conseguiram ficar perto dos líderes. A pouca força criativa no meio campo é um fator determinante pra um time que tem dificuldades pra fazer gols, mesmo com a presença do bom atacante Ollie McBurnie. Vale lembrar, porém, que é um time muito jovem, e que muitos dos jogadores ainda podem se destacar, se não nessa temporada nas próximas. Apenas uma boa arrancada pode fazer o Swansea ainda brigar por playoffs.

Birmingham City (12º colocado - Treinador: Garry Monk)

Ano após ano, o Birmingham simplesmente não parecia mais se encaixar. Desde que Gary Rowett saiu por motivos claramente mal explicados, os Blues sofreram nas mãos de alguns técnicos. O ídolo do Chelsea, Gianfranco Zola, chegou sob alta pressão e não resolveu nada. Assim foi como com Harry Redknapp e Steve Cotterill. Até que em meados de março do ano passado, Garry Monk foi apontado como o mais novo técnico do clube. Desde então, Monk conseguiu implantar uma ótima filosofia em um elenco qualificado, mas que estavam sob muita desconfiança. Monk conseguiu temporada passada impedir que o Birmingham caísse para a League One, e nessa vem feito algo que desde Rowett não se via: esperança. Ótima temporada para um clube que até então só lutava pra não cair, e hoje tem chances reais de acesso. Vamos ver se irão manter a mesma pegada, deram uma decaída mas nada de anormal.

Hull City (13º colocado - Treinador: Nigel Adkins)

Simplesmente incrível! É assim que podemos descrever a reação do Hull nos últimos meses. Os Tigers, sob o comando do experiente técnico Nigel Adkins, chegaram a amargar a lanterna da competição nessa temporada, mas de lá pra cá estão vindo de uma reação de se aplaudir de pé. Contando com a ótima fase de jogadores como Kamil Grosicki, David Marshall e principalmente do jovem Jarrod Bowen (que inclusive vem atraindo atenções de clubes da Premier League), o Hull simplesmente está imparável! Venceu o líder Leeds em pleno Elland Road e em uma arrancada fenomenal conseguiram num piscar de olhos encostar nos playoffs. Os últimos dois jogos comprometeram muito a vida do Hull, mas nada de tirar os méritos da garra da equipe de Adkins. Nada que descarte um fim de temporada perfeito para os Tigers.

Queens Park Rangers (14º colocado - Treinador: Steve McClaren)

Quem poderia imaginar uma reação tão rápida do QPR após seu pior início de temporada da história, perdendo seus quatro primeiros jogos, incluindo uma terrível e preocupante derrota por 7 a 1 pro West Brom? O polêmico Steve McClaren chegou a quase "perder a cabeça", mas deu a volta por cima e, em um outubro invicto, conseguiu levar a equipe para perto da zona de playoffs. As chegadas de Angel Rangel, Tomer Hemed, Nahki Wells e Geoff Cameron contribuíram muito para a arrancada perfeita dos Rangers, que até hoje sonham com uma eventual vaga nos playoffs, apesar de estarem oscilando muito devido a desfalques. A equipe londrina ainda está em um processo de reconstrução e, para as pretensões de início de temporada, se encontram em uma posição estável, desde que mantenham uma regularidade.

Stoke City (15º colocado - Treinador: Nathan Jones)

Se tem alguma equipe que destacaríamos como a decepção da temporada, essa equipe claramente seria o Stoke. Os Potters simplesmente torraram MUITA grana desde que caíram da Premier League, e trouxeram o treinador Gary Rowett do Derby com ambições extremamente altas, tais como a conquista da Championship devido aos gastos exorbitantes. Bom, esquece. O péssimo início de temporada levou a diversas críticas ao clube, principalmente a Rowett, que não resistiu e foi demitido após menos de oito meses no cargo. Ainda visando ao menos um acesso via playoffs, o Stoke trouxe o ótimo Nathan Jones como uma boa aposta, já que por três anos seguidos vinha fazendo excelentes trabalhos no Luton Town, da League One. A aposta é ótima, resta ver se o elenco corresponderá dentro de campo, já que a paciência da torcida está praticamente zero.

Preston North End (16º colocado - Treinador: Alex Neil)

Crescendo seu rendimento temporada após temporada, o Preston também acabou sendo uma decepção em 2018-19. A equipe comandada por Alex Neil começou a temporada oscilando, até que uma hora simplesmente não mostravam mais o futebol apresentado de temporadas anteriores. Buscando soluções para esses problemas, o Preston agiu bem nessa janela de transferências e trouxeram cinco reforços. Dentre eles, Jayden Stockley foi o que com certeza mais impactou a torcida, já que vem de ótimas temporadas no Exeter City. O futuro dos Lilywhites nessa Championship é incerto, já que o clube oscila muito, mas se engrenar, por que não sonhar com playoffs?

Sheffield Wednesday (17º colocado - Treinador: Steve Bruce)

Desde que caíram na semifinal dos playoffs de 2017 para o Huddersfield, o Sheffield Wednesday parece não engrenar mais. De lá pra cá, os Owls simplesmente não mostram evolução, muito pelo contrário, parecem piorar. Carvalhal não resistiu aos péssimos resultados após ótimos dois anos a frente do Wednesday, enquanto Jos Luhukay em sua primeira temporada implantou uma boa característica de seu trabalho: a defesa. Na temporada seguinte, o que foi o seu maior aliado acabou sendo seu maior inimigo, e que custou sua demissão. Recentemente, os Owls trouxeram o experiente Steve Bruce, que vem de um trabalho questionável no Aston Villa. A expectativa é que tanto o clube como Bruce se recuperem e tentem voltar ao seu ápice, mas trabalho duro é o que vão mais precisar.

Brentford (18º colocado - Treinador: Thomas Frank)

Outra equipe que decepcionou e muito nessa temporada foi o Brentford. A equipe que desde o acesso à Championship vem formando equipes interessantes e lucrando com ótimas vendas, o Brentford simplesmente está irreconhecível, principalmente desde que Dean Smith deixou o clube e acertou com o Aston Villa. Os Bees trouxeram Thomas Frank, que não teve início fácil em Griffin Park, mas que aos poucos parece encontrar sua equipe ideal. Apesar da temporada decepcionante, os Bees seguem fazendo ótimas vendas e projetam um bom futuro, principalmente com a construção de seu novo estádio em andamento. O que resta é ver o que o futuro guarda para a equipe londrina.

Millwall (19º colocado - Treinador: Neill Harris)

A reação incrível da temporada passada que quase levou o Millwall aos playoffs não continuou nessa temporada, que até então vem sendo melancólica. Os Lions mantiveram quase a mesma base, trouxeram alguns reforços interessantes, mas não deu liga. Neill Harris em alguns momentos chegou a quase perder seu emprego, mas a idolatria dele no clube foi provavelmente um dos principais motivos para sua permanência. A equipe beira a zona de rebaixamento, mas conta com seu bom elenco e seu "experiente" treinador para não amargar um retorno à League One.

Wigan Athletic (20º colocado - Treinador: Paul Cook)

Famoso clube ioiô nos últimos anos, o Wigan parecia ter aprendido com os erros logo no início dessa temporada, mas não passou de pura ilusão. O clube comandado por Paul Cook começou a temporada muito bem após o título da League One, mas que durou pouco. Os péssimos resultados foram aparecendo, o clube despencando na tabela, e a pressão em Paul Cook aumentava. O elenco é limitado, o técnico é bom mas não faz milagres, e precisam de uma reação urgente antes que voltem para a League One pela terceira vez em quatro anos. A pouca força da torcida no DW Stadium também merece um pouco mais de atenção, já que os Latics não vivem situação agradável e mais do que tudo necessitam do apoio de sua torcida.

Rotherham United (21º colocado - Treinador: Paul Warne)

Como de esperado, o Rotherham está na parte debaixo da tabela lutando para não cair. Certamente desde o momento que retornou, era um dos principais se não o principal a cair. Mas surpreendentemente os Millers, apesar de estarem em uma posição nada confortável, apresentou muitas melhorias em relação a sua última temporada na Championship, onde vergonhosamente foram rebaixados. Contam com o ex-jogador do clube, Paul Warne, e de jogadores como Will Vaulks e Marek Rodak para permanecerem na Championship e como sabem que o nível da segundona inglesa melhora a cada ano, vão precisar fazer mais do que fazem para garantir seu objetivo principal.

Reading (22º colocado - Treinador: José Gomes)

Com um caminho muito parecido ao do Sheffield Wednesday, o Reading nunca mais se encontrou desde que perderam a final dos playoffs para o Huddersfield Town em 2017. O clube, assim como temporada passada, iniciou muito mal e após alguns meses foi obrigado a demitir Paul Clement devido aos maus resultados. O português não muito conhecido em terras inglesas, José Gomes, chegou com a missão de engrenar o elenco limitado dos Royals para escapar da zona de rebaixamento. Em busca de realizar essa dura missão, o Reading trouxe alguns nomes interessantes como Nelson Oliveira, Matt Miazga e Lewis Baker, e mostram que realmente virão mais fortes em relação a seus adversários diretos. Muito provavelmente escapem sem muitos problemas, mas, se tratando de Championship, não podemos afirmar nada...

Bolton Wanderers (23º colocado - Treinador: Phil Parkinson)

Se tem uma torcida que realmente sabe o significado de "sofrer" nos últimos anos, pode ter certeza que essa torcida é a do Bolton. O clube está literalmente uma bagunça! Proprietários pouco preocupados, contratações que a cada ano despencam de qualidade, e um técnico que tenta, tenta e tenta, mas tirar leite de pedra desse elenco do Bolton é extremamente difícil. Novamente os Trotters caminham para uma árdua temporada lutando contra o rebaixamento após o milagre da temporada passada. O clube quase não dá sinais de recuperação e, mesmo precisando de reforços pontuais, pouco se movimentou nessa janela de transferências. Cada ano que passa a situação do Bolton parece piorar, urgentemente precisam de gente nova para substituírem essa atual diretoria amadora do clube. Temos absoluta certeza que a torcida dos Trotters sentem uma falta enorme dos tempos de Premier League, pois lembranças dos tempos atuais com certeza serão mais negativas do que positivas.

Ipswich Town (24º colocado - Treinador: Paul Lambert)

Há 15 anos disputando apenas a Championship, o Ipswich Town parece próximo de nos deixar. Isso se estivéssemos falando com Paul Hurst no comando, que por sinal não deixa um pingo de saudades. Hurst chegou no início da temporada sob altas expectativas após levar o pequeninho Shrewsbury Town aos playoffs da League One 2017-18, onde levaram a pior em derrota para o Rotherham. Após trazer uma quantidade enorme de reforços de ligas mais inferiores - inclusive do Shrewsbury - que fracassaram sob seu comando, Hurst foi demitido, deixando os Tractor Boys com apenas UMA vitória em CATORZE jogos. Paul Lambert, muito questionado devido a seus últimos trabalhos, chegou sob alta pressão, mas pareceu dar uma cara nova ao clube. Nesta janela de transferências, trouxeram reforços de qualidade como o atacante Collin Quaner, o experiente zagueiro James Collins e o meia Alan Judge. Certamente o Ipswich precisará e muito apresentar melhorias em seu futebol, que aos poucos parece evoluir.

15 de Junho. Nesse dia, o tradicional Leeds United, de muita história e de grande torcida, saía da mesmice recente e anunciava Marcelo Bielsa como seu novo treinador. Campeão olímpico e da Copa América com a seleção da Argentina e de um trabalho memorável no Athletic Bilbao, Bielsa chegou ao Elland Road em baixa na carreira após um trabalho fraco e extremamente conturbado no Lille, mas com muita excitação por parte da torcida. 2 meses e 11 dias depois, o Leeds é o líder da Championship com 13 pontos conquistados de 15 possíveis, invicto, com o melhor ataque (14 gols feitos) e segunda melhor defesa junto com Swansea e Blackburn (4 gols sofridos), e de longe com o melhor futebol apresentado. O que explica tamanho sucesso recente? E até onde o Leeds pode sonhar num campeonato tão longo e duro?

Nos últimos tempos, os grandes investimentos para reforçar um elenco específico tem sido a receita de sucesso na Championship, como foi o caso do atual campeão Wolves, que investiu pesado e conseguiu, jogando um ótimo futebol, o título pra lá de merecido. Não é exatamente o caso do Leeds - o clube investiu sim, mas não fez nenhuma loucura no mercado e nem de longe foi o que mais gastou. Bielsa ao chegar atacou no mercado nas posições certas, trazendo Barry Douglas, que fez grande campeonato passado pelo Wolves, Lewis Baker e Jamaal Blackman do Chelsea para dar mais profundidade ao elenco, o jovem Jack Harrison como uma aposta vindo do Man City, e a grande contratação foi a do atacante Patrick Bamford vindo do Boro.


A grande mudança no Leeds não foi nas peças, e sim na maneira de pensar, entender e apresentar o futebol no relvado. Na estreia, num jogo duro contra o recém-rebaixado Stoke, o onze inicial foi muito parecido com o que terminou a temporada passada, já que apenas Barry Douglas e Mateusz Klich (voltando de empréstimo) eram as caras novas. O que foi visto de diferente logo de cara foi o posicionamento em campo: Gaetano Berardi, que é polivalente mas tem preferência pela lateral-direita, foi deslocado pra zaga ao lado de Cooper (que deve perder lugar pra Pontus Jansson, que volta de lesão); Kalvin Phillips, que costumava jogar com companhia ao seu lado no meio defensivo, foi recuado um pouco pra frente da área, deixando os 4 meias a sua frente: Pablo Hernandez, Samu Saiz, Mateusz Klich e Ezgjan Alioski. Os 4 com a missão de alimentar Kemar Roofe na frente.

Marcelo Bielsa sempre prezou pelo futebol bem jogado, e é isso que o Leeds vem apresentando. O time quase nunca dá o chutão, tenta sempre sair com a bola no pé, e os 4 meias dão o apoio necessário para que isso aconteça. É sempre bom lembrar que Bielsa é um dos precursores desse tipo de jogo de posse de bola, troca de passes e movimentação intensa, algo que hoje vemos muito em times treinados por Maurizio Sarri e Pep Guardiola, e muito do sucesso na carreira do treinador argentino se explica por isso. O Leeds nunca teve times ruins (como está sendo provado agora), mas faltava alguém que tirasse o melhor de cada jogador.


Vejamos o caso de Samu Saiz. O meia chegou ao Leeds vindo do pequeno Huesca da Espanha na janela de verão de 2017 com boas expectativas após fazer uma grande segunda divisão espanhola. Embora tenha feito alguns bons jogos, Saiz nunca teve muita regularidade em seu futebol, muito por causa das intensas trocas de técnicos, e pouco foi decisivo. Com Bielsa, Saiz vem sendo um terror pras defesas adversárias, aliando seu bom passe a uma agressividade impressionante em busca do gol, e é um dos melhores jogadores da temporada (senão o melhor). Seus companheiros de meio campo são casos parecidos: Pablo Hernandez recuperou o bom futebol que havia apresentado anteriormente no Swansea, Alioski faz uma excelente dupla pela esquerda com Barry Douglas, e Klich ajuda demais Samu Saiz a manter a posse de bola. 4 meias, 4 jogadores que prezam pelo bom jogo e que explicam o bom momento dos Whites.


Outro caso interessantíssimo é o do centroavante Kemar Roofe. O jogador de 25 anos nunca teve grande impacto no Leeds, e quando Patrick Bamford foi contratado por quase 8 milhões de libras, todos pensavam que ele seria o titular e Roofe será seu reserva. Só esqueceram de avisar o rapaz. A chegada de Bielsa deu um novo ânimo e revolucionou seu futebol - sendo bem assistido por 4 ótimos meias, Roofe marcou 4 gols nas primeiras 4 partidas, e Bielsa não exitou em deixar sua maior contratação no banco. O estilo de jogo é arriscado? Sempre será. Mas é o futebol moderno sendo apresentado a todos na Championship. Nenhum outro time pratica esse estilo e, a partir do momento que isso encaixa, o Leeds acaba levando uma ENORME vantagem em relação a qualquer rival, e de forma muito competente, como mostrou contra adversários com bom elenco (Stoke), com um time bem armado (Swansea), com um time promissor e forte em casa (Derby) e contra uma retranca (Rotherham).

Mas é sempre bom fazer a ressalva: foram apenas 5 rodadas completas. De QUARENTA E SEIS rodadas. A Championship é o campeonato mais pesado e desgastante da Europa pra qualquer elenco, e Bielsa vai ter que ser competente também na hora de rodar o time, poupar na hora certa e equilibrar boas atuações com vitórias convincentes com jogos onde uma vitória por 1-0 é goleada. A próxima rodada será perfeita pra entender até onde o Leeds pode ir na temporada: o time fará o grande jogo da temporada até agora contra o vice-líder e excelente time do Middlesbrough, que promete ser um encontro interessantíssimo de duas maneiras diferentes de pensar futebol: Bielsa com seu jogo bem jogado, Tony Pulis com defesa forte e ligação direta. Uma vitória categórica, se acontecer, vai mostrar a todos que o Bielsa Ball veio pra ficar.



Nome: The Hawthorns
Local: West Bromwich
Construção: 1900
Inauguração: 1900
Capacidade: 26,688
Recorde de público: 64,815


Localizado próximo da fronteira de Birmingham com West Bromwich, The Hawthorns foi o último estádio da Football League a ser construido no final do século 19. Construído a 168 metros acima do nível do mar, é o estádio mais "alto" entre os estádios das 4 principais divisões do futebol inglês.

Assim como outros clubes, o WBA teve uma vida nômade antes de se estabelecer no Hawthorns. Foram cinco estádios diferentes em 22 anos. o primeiro estádio foi o Cooper's Hill, entre 1878 e 1879. Nos dois anos seguintes, jogaram no Dartmouth Park. Depois no Bunn's Field, Four Acres e Storey Lane.

Com a popularidade do futebol na cidade, o WBA sentiu a necessidade de ter um espaço maior para mandar os seus jogos. E dessa vez, um lugar permanente. Diferentemente dos outros estádios, a nova casa seria mais afastada do centro da cidade. O terreno era coberto por arbustos de espinheiros (Hawthorns), o que inspirou o nome do estádio. o clube alugou o terreno em 1900 e viria a comprá-lo 13 anos depois.


As obras de construção foram rápidas. em apenas 4 meses, o estádio já estava de pé. Em setembro de 1900, The Hawthorns foi inaugurado. Pouco mais de 20000 pessoas assistiram ao empate de 1-1 entre WBA e Derby. Na semana seguinte, mais de 35.000 pessoas assistiram a derrota dos Baggies para o rival Aston Villa por 1-0. Apesar de um novo estádio, as coisas dentro de campo não iam bem. Os Baggies terminaram na lanterna e foram rebaixados para a segunda divisão naquela temporada. O seu último jogo da temporada ainda tem o pior público em jogos de liga no estádio. Apenas 1050 pessoas assistiram a derrota para o Sheffield United

Já dentro da década de 20, o clube fez as suas primeiras reformas de ampliação. Em 1923, o Hawthorns recebeu seu primeiro público acima da casa dos 50000. Em 1925, a capacidade já passava dos 60000. E foi em 1937 que o estádio recebeu o seu maior público até hoje. 64815 pessoas assistiram à vitória do WBA sobre o Arsenal por 3-1 pela FA Cup. Oficialmente, esse é o maior público. Porém, há relatos de que, no jogo contra o Newcastle em 1954, mais de 80000 pessoas estiveram no estádio, embora o público oficial do jogo tenha sido de 61,088. A possibilidade é real, já que na época, o sistema de contagem de torcedores não era lá muito confiável


Em 1949, o estádio se tornou o primeiro do Reino Unido a ter catracas eletrônicas, que calculava o público presente automaticamente e com isso, com mais precisão. Nas décadas seguintes, mais reformas eram feitas. E com isso, a capacidade foi sendo reduzida. Com o relatório Taylor, o clube teve que fazer uma reforma drástica para a instalação de assentos, o que reduziu a capacidade para o que é hoje.

Haviam planos para uma nova reforma, que faria a capacidade do estádio subir para 30.000. Porém, os planos foram abandonados devido à dificuldade do clube conseguir atingir sua capacidade máxima. Com isso, The Hawthorns ainda está à espera de uma grande reforma nos últimos 20 anos





Tá chegando a hora! Na próxima sexta será dado o pontapé inicial para a temporada 2018/19 da Championship. A cada temporada, fica mais difícil prever o que vai acontecer, tanto na parte de cima como na de baixo. Com o nível técnico subindo (e também o poder de investimento) as expectativas são altas. Será que teremos a melhor temporada dos últimos anos? O que esperar dessa temporada?

Começando por quem veio de cima, é comum (e até certo ponto inevitável) apontar os recém-rebaixados como favoritos a lutar pelas posições mais altas. O aporte financeiro conseguido com as receitas da Premier League + os Parachute Payments (aquela ajuda de custo aos times rebaixados) é uma vantagem a mais. Gastar não é garantia de sucesso (vide Aston Villa). Mas fazendo do jeito certo o resultado vem. Com isso, Stoke, WBA e Swansea são apostas para as primeiras posições, embora o trio esteja em patamares diferentes de preparação.

Os Potters vem investindo alto

Está chegando a hora! Após muitos dias de férias, uma bela Copa do Mundo pra assistir, e muitas e muitas negociações no mercado, a nossa querida Championship está de volta para a temporada 2018/2019. No último mês, deixamos vocês a par das expectativas de todos os 24 clubes, um por um, analisando as chegadas e saídas e prevendo o que será a temporada. Agora é hora de analisar outra coisa! A Championship é conhecida por ser um celeiro de jovens craques, e separamos 10 nomes, de 10 diferentes clubes, para acompanharem bem de perto durante todo o campeonato. São jogadores jovens e extremamente promissores, de quem com certeza ouviremos falar muito nos próximos anos. Fique de olho!

1: Ezri Konsa (Brentford): Uma das grandes esperanças de renovação da seleção inglesa em relação a zaga é Ezri Konsa. Com apenas 20 anos, filho de pai congolês e mãe angolana, o zagueiro fez sua estreia pelo Charlton, um tradicional formador de grandes craques, com só 18 anos e logo de cara demonstrou ser diferente. Mesmo não sendo dos mais altos (1.83m), Konsa é rápido, bom no jogo aéreo e ótimo nas interceptações. O zagueiro fez parte do plantel inglês que foi campeão da Copa do Mundo sub-20 e do Torneio de Toulon, e foi contratado nessa janela pelo Brentford, chegando com status de titular num clube que costuma dar muita atenção aos jovens.


2 - Mason Mount (Derby County): Esse você deve usar até uma lupa pra acompanhar BEM de perto! Mason Mount é mais um dos vários jogadores emprestados pelo Chelsea para times da Championship, mas o jovem meia de apenas 19 anos é considerado a grande promessa sub-19 dos Blues. Inteligente com a bola nos pés, versátil, com bom chute e um passe excelente, Mount esteve emprestado na temporada passada ao Vitesse (HOL), e participou diretamente de 23 gols, com 14 tentos e 9 assistências, deixando ótima impressão. Mount também foi campeão europeu sub-19 com a seleção da Inglaterra, sendo considerado o melhor jogador do torneio. Quando Frank Lampard assumiu o comando do Derby, não titubeou ao convencer seu clube do coração a emprestar o jovem futuro craque aos Rams, e Mount deve fazer uma dupla de respeito com o também jovem Harry Wilson, da base do Liverpool. Não sera surpresa se ouvirmos o nome de Mason Mount com destaque na Premier League em alguns anos.


3 - Trevoh Chalobah (Ipswich): Reconhece o sobrenome? Trevoh Chalobah, da base do Chelsea (uau!) é irmão de Nathaniel Chalobah, que fez algum sucesso pelo Watford na Championship há algumas temporadas, e tem como principal característica a versatilidade, já que pode jogar na zaga (posição principal), na lateral direita e no meio campo defensivo. Chalobah esteve com Mason Mount e outros jovens conhecidos no título europeu sub-19 da Inglaterra, e foi emprestado ao Ipswich nesse mercado de verão. Nascido em Serra Leoa e com nacionalidade inglesa, Chalobah impressiona pela altura (1,90m) pela pela qualidade com a bola nos pés pra sair jogando, algo que sempre foi valorizado no Ipswich.


4 - Bailey Peacock-Farrell (Leeds): O único goleiro dessa lista. Peacock-Farrell tem só 21 anos, mas já rodou por vários clubes emprestado desde que assinou seu primeiro contrato profissional com o Leeds em 2015. Farrell assumiu o gol dos Whites em Março após vários jogos ruins do titular Wiedwald, num jogo contra o campeão Wolves - o time perdeu por 3-0, mas poderia ter tomado uma goleada antológica se não fosse pelo goleiro, que levou o prêmio de melhor em campo. Depois disso, Farrell não saiu mais do time, e assumiu a camisa 1 em definitivo. Com 1.92m, Farrell tem uma boa agilidade e sabe sair bem do gol, algo vital pra qualquer goleiro na Championship. O norte-irlandês já foi convocado pra sua seleção recentemente, e será um dos pilares do novo Leeds treinado por Marcelo Bielsa.


5 - Emiliano Buendía (Norwich): O meia argentino com nacionalidade espanhola Emiliano Buendía foi comprado pelo Norwich junto ao Getafe pra tentar preencher a lacuna deixada pela venda de James Maddison ao Leicester. Buendía se destacou na temporada passada na segunda divisão da Espanha pelo Leonesa, onde marcou seis gols e deu 13 assistências, e também fez 3 partidas pela seleção sub-19 da Espanha. Jogando preferencialmente pelo centro do campo, Buendía é aquele típico meia argentino, baixinho, habilidoso e com bom passe, e é nisso que o técnico Daniel Farke confia, embora não deva começar como titular absoluto nos Canaries. O clube também pensa a longo prazo que Buendía, jogando como um verdadeiro 10, possa substituir bem Wes Hoolahan, que deixou o time após muitas temporadas.


6 - Ben Brereton (Nottingham Forest): Dos 10 da lista, é o que já tem melhores números na Championship, e no qual se deve ficar mais de olho. Benjamin Anthony Brereton, de 19 anos, é não só a grande revelação do Nottingham Forest nos últimos anos, mas uma das grandes esperanças da excelente base da seleção Inglesa. Podendo jogar tanto pela direita do ataque como centroavante, Brereton foi uma das poucas coisas boas que saíram dos Reds na última temporada, e já caiu nos braços da torcida com muita disposição e boa colocação no ataque. O jovem marcou 6 gols na última temporada num time que fazia pouquíssimos gols, e deve ser fundamental na campanha ambiciosa do Forest pra essa temporada - com mais contratações de bons jogadores, mais gols e boas atuações devem vir por aí. Brereton é presença certa na seleção sub-19 da Inglaterra, onde foi campeão europeu em 2017. Olho forte no garoto!


7 - Ryan Ledson (Preston North End): O meia Ryan Ledson, de 20 anos, é de Liverpool e formado na base do Everton, de onde saiu em 2016 pra jogar no pequeno Oxford United. Após uma primeira temporada marcada por lesões, Ledson assumiu a camisa 8 do time na temporada passada e tomou conta do meio campo. Com ótima visão de jogo e bons passes, Ledson fez excelente campanha na League One, e terminou a temporada levando os prêmios de melhor jogador jovem, melhor jogador da temporada e gol da temporada pelo Oxford. Ledson foi contratado nessa janela pelo Preston, um time que reconhecidamente sabe dar espaço aos jovens, e pode ser importante para as pretensões dos Lilywhites. Ledson também fez (e faz) parte de todas as divisões de base da Inglaterra.


8 - Ebere Eze (Queens Park Rangers): Talvez o jogador mais empolgante de se ver com uma bola no pé dessa lista é o meia Ebere Eze. Nascido em Londres e com ascendência nigeriana, Eze apareceu pro futebol já mais pro final da última temporada, quando as coisas meio que se arrastavam no QPR. Ian Holloway deu a chance, e o jovem de 20 anos não desperdiçou, mostrando uma capacidade impressionante de dominar o meio campo central, com um nível de acertos de passes altíssimo e muita qualidade com a bola. Eze vem fazendo uma pré-temporada de encher os olhos e, a não ser que o novo técnico Steve McClaren enlouqueça, deve ser titular e fundamental na campanha dos Hoops na Championship. Não a toa o garoto já pegou a camisa 10 pra si. Eze deve optar por jogar na seleção da Nigéria, embora as boas atuações que prometem vir possam fazer as sobrancelhas dos scouts da seleção inglesa se levantarem.


9 - Joel Asoro (Swansea): No meio de 46 rodadas de pesadelo do Sunderland na última temporada, a única coisa boa que a torcida viu foi o nascimento pro futebol do atacante Joel Asoro, e ele já foi embora. Sueco de ascendência ganesa, Asoro também teve sua chance mais pro fim da temporada, e se destacou num jogo contra o forte Fulham, onde marcou um gol e foi um dos melhores em campo. Rápido e extremamente forte, mesmo com pouca altura (1.76m), Asoro chamou a atenção de Graham Potter já quando ele treinava o Ostersunds de seu país natal, e o treinador não hesitou em levá-lo para o Swansea, que vem rejuvenescendo seu elenco de forma bem interessante após o rebaixamento para a Premier League.


10 - Leonardo da Silva Lopes (Wigan): O português Leonardo da Silva Lopes promete ser uma das grandes atrações da Championship jogando pelo Wigan. Com 19 anos e 1,68m de altura, Silva Lopes tem o físico muito parecido com N'golo Kanté (guardadas as devidíssimas proporções, claro!), e brilhou na última League One pelo Peterborough, onde jogou praticamente todos os jogos da temporada como titular. Silva Lopes também pode jogar mais ofensivamente, mas prefere o meio campo defensivo, onde pode formar uma boa dupla com Sam Morsy, embora não deva ser usado como titular imediatamente. Com uma velocidade impressionante na interceptação e bom nas roubadas de bola, Silva Lopes pode ajudar muito a alimentar o ataque dos Latics, que tem boa saída pelas pontas e uma boa referência com Will Grigg. O jovem já faz parte da seleção de base de Portugal.

A temporada 2018/2019 vai começar! Acompanhe as rodadas em tempo real, escalações, resultados e a tabela em nosso Twitter!


Nome: Wigan Athletic Football Club
Apelido: Latics
Estádio: DW Stadium
Presidente: Dave Whelan
Técnico: Paul Cook
Última temporada: Campeão (League One)

CHEGAM:
  • Kal Naismith (Portsmouth, Free)
  • Christian Walton (Brighton, empréstimo)
  • Reece James (Chelsea U23, empréstimo)
  • Leonardo da Silva Lopes (Peterborough, valor não revelado)
  • Callum McManaman (Sunderland, Free)
SAEM: 
  • Luke Burke (AFC Fylde, Free)
  • Sam Stubbs (Middlesbrough U23, Free)
  • Noel Hunt (Waterford FC, Free)
  • Andy Kellett (Notts County, Free)
  • David Perkins (Rochdale, Free)
  • Craig Morgan (Fleetwood Town, valor não revelado)
  • Donervon Daniels (dispensado)
O Wigan volta a Championship como campeão da League One passada. Os Latics fizeram uma campanha segura, e arrancaram na reta final pra deixar pra trás Blackburn e Shrewsbury e ficar com o título. No meio do caminho, o time conseguiu a façanha de eliminar (de novo) o poderoso Manchester City da FA Cup com uma vitória por 1-0 em casa, e (de novo) fazendo o torcedor se perguntar porque o time não joga na Championship o que joga nas copas.

O técnico Paul Cook terá a responsabilidade de subir o nível da equipe para disputar o campeonato que promete ser o mais equilibrado dos últimos tempos. Embora o elenco fosse demasiado bom para a League One, é também demasiado fraco para o salto pra Championship. Mas, pelo menos por enquanto, parece que o Wigan não deve ser muito diferente em relação a última temporada. 


Chegam o winger Kal Naismith vindo do Portsmouth; o goleiro Christian Walton volta reemprestado pelo Brighton; o zagueiro/lateral Reece James vem emprestado pelo Chelsea (claro); o winger Callum McManaman vem de graça do Sunderland; e a contratação mais promissora é a do jovem meia português Leonardo da Silva Lopes, que mostrou boa técnica no Peterborough. O time ainda não perdeu ninguém importante.

Pensar em playoffs pro Wigan é totalmente fora da realidade. Todos no clube sabem que o objetivo é não cair, pra montar um bom projeto e depois pensar em voltar à Premier League. Mesmo pra não ser rebaixado, o time ainda precisa usar melhor a janela de transferências (um lateral-esquerdo é crucial), e torcer para que Will Grigg esteja on-fire.

Provável time para a temporada (4-2-3-1): Walton; Byrne, Dunkley, Burn, James; Morsy, Power; McManaman, Massey, Roberts; Grigg.

Previsão Championship Brasil: Briga contra o rebaixamento


Preview da temporada - Wigan


Nome: West Bromwich Albion Football Club
Apelido: The Baggies
Estádio: The Hawthorns
Presidente: Lai Guochuan
Técnico: Darren Moore
Última temporada: 20º (Premier League)

CHEGAM:
  • Sam Johnstone (Man United, £7.35 milhões)
  • Kyle Bartley (Swansea, £4,50 milhões)
  • Jonathan Bond (Reading, Free)
  • Harvey Barnes (Leicester, empréstimo)
  • Conor Townsend (Scunthorpe, £840k)
SAEM: 
  • Ben Foster (Watford, valor não revelado)
  • Jonny Evans (Leicester, £4 milhões)
  • Yuning Zhang (ADO Den Haag, empréstimo)
  • Claudio Yacob, Gareth McAuley, Boaz Myhill, James Morrison (dispensados)
  • Grzegorz Krychowiak (Paris Saint-Germain, fim do empréstimo)
  • Ali Gabr (Zamalek SC, fim do empréstimo)
  • James McClean (Stoke, £5,60 milhões)
Após oito temporadas, o West Bromwich está de volta a Championship! E está de volta após uma temporada extremamente maluca e bizarra na Premier League. Sob o comando de Alan Pardew, os Baggies estiveram na lanterna durante quase toda a temporada, e já em Janeiro era considerado rebaixado para muitos - e no meio desse caminho o time eliminou da FA Cup ninguém menos que o Liverpool, vice-campeão europeu, em pleno Anfield com uma vitória por 3-2. Pardew foi demitido em Abril, quando o time estava afundado na zona de rebaixamento, 10 pontos atrás da salvação. O auxiliar técnico Darren Moore assumiu, e o que aconteceu? O WBA começou a socar todo mundo que viu pela frente, empilhou pontos e por alguns momentos sonhou com uma salvação maluca, mas acabou rebaixado na penúltima rodada e terminou na lanterna.

Agora é hora de pensar no que deve ser uma Championship extremamente complicada pro West Brom. Indiscutível e merecidamente, Darren Moore foi efetivado no cargo e vai comandar o time com uma moral gigantesca, com um prêmio de técnico do mês de Abril da Premier League na prateleira e, por enquanto, um bom elenco disponível. O WBA está sendo atacado no mercado menos do que se esperava: o goleiro Ben Foster foi pro Watford por um bom dinheiro, Jonny Evans foi pro Leicester, e o experiente James McClean deixa o clube após alguns anos. Jogadores como Nacer Chadli, Salomón Rondón e Jay Rodriguez ainda tem mercado na Premier League e serão assediados.


O clube foi ao mercado de forma ainda tímida e localizada: pro lugar de Ben Foster, chegam dois goleiros - Sam Johnstone, finalmente comprado em definitivo junto ao Man United, e Jonathan Bond, vindo do Reading pra ser seu reserva; o zagueiro Kyle Bartley vem do Swansea, o lateral esquerdo Conor Townsend vem do Scunthorpe pra brigar por posição com Kieran Gibbs; e o jovem e promissor winger Harvey Barnes emprestado pelo Leicester. Um outro bom zagueiro e um meia mais criativo ainda são bastante necessários para as pretensões do WBA.

O sucesso ou fracasso do WBA na Championship vai depender totalmente do técnico Darren Moore, que terá um desafio totalmente diferente, num campeonato diferente, de 46 longas rodadas. Se conseguir resultados parecidos com o que conquistou na reta final da Premier League, dificilmente o West Bromwich não brigará pelo acesso. Hoje, é o grande favorito ao título junto com o Stoke. Mas todos sabemos que na Championship, o favoritismo não quer dizer muita coisa.

Provável time para a temporada (4-4-1-1): Johnstone; Nyom; Dawson, Bartley, Gibbs; Livermore, Brunt, Chadli, Phillips; Robson-Kanu; Rodriguez.

Previsão Championship Brasil: Briga pelo título

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Preview da temporada - West Bromwich

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