Classificação FINAL

Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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SEIS DIAS! Na segunda-feira dia 27/05, feriado na Inglaterra (e dia útil por aqui), Aston Villa e Derby County farão a final dos playoffs da temporada 2018/2019 da Championship, e decidirão qual será o terceiro e último time que integrará a Premier League na temporada 2019/20. O duelo tem tudo pra ser quente, pelos belos jogos que ambos proporcionaram nas semifinais, e pelo encontro de ídolos do Chelsea multi-campeão, que estarão em lados opostos. O jogão  em Wembley diante de um esperado público acima das 87.000 pessoas será o divisor de águas para determinar quem terá a oportunidade de jogar na elite e quem irá amargurar mais um ano na Championship, sofrendo por ter chegado tão perto e não ficar com a vaga. Começando nossa série de especiais na contagem regressiva para a final, hoje falamos mais sobre tudo que envolve esse grande duelo, os ENORMES ganhos financeiros pro vencedor e uma moral elevadíssima.

O campeonato conta com 46 rodadas, e, como todo o campeonato de pontos corridos, há um campeão (Norwich) e, no caso, o vice-campeão (Sheffield United), que conseguem uma vaga direto na Premier League. Além dessas rodadas, a Championship tem seus play-offs, a disputa entre o 3º, 4ª, 5º e 6º colocados na temporada. Então por que os play-offs são o momento mais importante de toda a temporada, sendo que o verdadeiro vencedor já está definido? Simplesmente pela questão financeira e de status no futebol inglês.

O chinês Tony Xia assumiu o controle do Aston Villa em Junho de 2016 com grandes planos: em cinco anos, queria o clube fosse mais conhecido no mundo do que Barcelona e Real Madrid

Juntamente com o desejado e sonhado acesso, a equipe vencedora receberá uma exorbitante quantia de dinheiro, fazendo com que a taça de vencedor dos play-offs não passe de uma mera formalidade. Afinal, o valor aproximado de 130 milhões de libras (R$520 milhões) é para fazer qualquer um focar primeiramente no dinheiro antes de mais nada. Ainda mais quando esse valor pode aumentar pra 230 milhões de libras se o clube em questão permanecer na elite por mais uma temporada, e por causa do parachute payment, que é uma espécie de valores de "pára-quedas" que a Premier League paga durante 3 temporadas aos recém-rebaixados, o valor pode chegar a inacreditáveis 290 MILHÕES DE LIBRAS.  Esse é o futebol moderno que presenciamos.

Com a renovação da Premier League com a Sky Sports em fevereiro de 2015 por um valor acima de 5 bilhões de libras (algo em torno de R$22 bilhões, e que já subiu nos últimos 4 anos), todas as cifras nas premiações envolvendo os clubes ingleses subiram consideravelmente, e na Championship a coisa não é diferente. A empresa Deloitte, uma das mais importantes do mundo dos negócios, descreve que vencer a final dos playoffs equivale ao "maior prêmio financeiro no mundo do futebol". Não é à toa que há um acordo tradicional e duradouro de que o time perdedor da final leva o dinheiro da renda dele e do adversário (que não é pouco).

Mel Morris (de óculos), é o dono e presidente do Derby. Segundo o Daily Mail, Morris colocará o clube à venda se não conquistar o acesso

É evidente que a soma total provém do prêmio pela classificação, mas também pelos direitos de transmissão neste mata-mata na reta final. E também é obvio que o time que conseguir colocar a mão nesse valor estará mais do que apto a investir em reforços e dar uma renovada na infraestrutura de suas instalações. E, considerando o cenário atual, contratar nomes de relativo peso deveria estar no topo da lista de prioridades dos mandatários de ambos os clubes. Presenciamos nos últimos anos as dificuldades enfrentadas pelos "novatos" na primeira divisão, mas também foi de extremo orgulho ver o Wolverhampton, na primeira temporada na elite após o acesso, conquistar uma vaga em competição europeia.

Há outra questão em jogo, e essa é importantíssima. em 2016, a EFL implantou regras (complexas) referentes a Rentabilidade e Sustentabilidade que, em suma, não permitem prejuízos apresentados no balanço financeiro dos clubes acima de £8 milhões de libras durante 3 temporadas seguidas. Essas regras passaram meio despercebidas até o meio dessa temporada, quando o Birmingham teve 9 pontos deduzidos da tabela por violar exatamente essas regras. A punição deixou quase todas as equipes em pânico, inclusive as duas que farão a final dos playoffs. Logo a final, além de decidir quem sobe para a Premier League, também vai definir quem provavelmente terá pesadelos com as regras de Rentabilidade e Sustentabilidade.


Aston Villa e Derby vem registrando prejuízos seguidos, um dos fatores de punição da regra. O Derby se livrou de problemas maiores ao, na última temporada, fazer uma "gambiarra" ao vender o estádio Pride Park ao dono do clube e depois alugá-lo de volta. Aston Villa e também o Sheffield Wednesday devem usar do mesmo artifício na próxima temporada (se o primeiro não conquistar o acesso). Quem conquistar o acesso, obviamente, não terá mais problemas imediatos em relação a isso, já que os lucros com direitos de TV são gigantescos. Porém, principalmente para o Aston Villa, se o acesso não vier a derrota será o início do inferno, SE a EFL impor suas regras para todos.

A vitória na final dos playoffs também dá moral pro vencedor, pois é um jogo televisionado mundialmente num estádio lendário e com certeza lotado. Tanto Villa como Derby tem elementos de persuasão para recrutar novos jogadores, o que será fundamental, já que um dos detalhes da campanha de ambos é a quantidade de jogadores emprestados que os clubes utilizam. O limite em uma partida entre os titulares é de 5, e quase sempre Villa e Derby ficam perto desse limite, com Alex Tuanzebe, Tyrone Mings e Tammy Abraham titulares absolutos pelo Villa, e Fikayo Tomori, Mason Mount e Harry Wilson fundamentais no Derby.


Como já citado anteriormente, este é o momento em que os clubes que sobem de divisão tem a chance de investir tanto quanto equipes mais fracas, assim como a oportunidade de se manter na Premier League. A diretoria que ter os 130 milhões precisará saber onde e como gastar. Se com um planejamento de menos recursos conseguiram chegar tão longe, com um incentivo financeiro como esse é possível sonhar com mais.

A final está chegando! Não deixe de acompanhar toda a preparação, o pré-jogo e o tempo real do dia mais importante da temporada com a gente! Siga-nos pelo Twitter e curta nossas páginas no Facebook e no Instagram!

A temporada 2018-19 reservou um clássico daqueles para uma das semifinais dos playoffs. Aston Villa e West Bromwich, rivais da região de West Midlands, decidirão uma das vagas para a final em Wembley, valendo a última vaga na Premier League, com o primeiro duelo acontecendo já neste sábado (11/05), com transmissão da ESPN Brasil. Além da rivalidade acirrada, o confonto colocará frente a frente dois dos melhores elencos na Championship, dois poderosos ataques, e um time em franca ascensão contra outro em péssima fase recente. Vai pegar fogo!

Mandante do jogo de amanhã, o Aston Villa chega para a partida embaladíssimo. Os Villans não começaram bem a temporada, e os péssimos resultados culminaram na (tardia) demissão de Steve Bruce. Dean Smith foi contratado após um bom trabalho no Brentford, e até começou bem, mas o time caiu vertiginosamente de produção após a lesão do craque do time, Jack Grealish. Quando todos já colocavam o Villa como carta fora do baralho, Grealish voltou, o time subiu de produção e começou a atropelar todo mundo. Com DEZ vitórias seguidas na parte final do campeonato, o Villa conquistou sua vaga nos playoffs pelo segundo ano seguido.

Mesmo com essa arrancada impressionante, ainda fica a impressão de que o Villa não fez mais que a obrigação, por ter um dos melhores elencos da Championship. Se a vaga na Premier League voou pela janela em Wembley na última temporada, agora é hora de reverter o processo, e um bom resultado em casa é fundamental. A força do time de Dean Smith é o meio campo, o melhor da temporada. John McGinn e Jack Grealish entraram na nossa seleção da temporada, e são peças chave pro sucesso que o clube busca. O 4-3-3 implantado por Dean Smith é extremamente ofensivo e bem trabalhado, com pressão na saída de bola do adversário, transições rápidas contando com a qualidade de McGinn no centro, e bola no pé de Grealish sempre que possível. Com isso, Tammy Abraham, autor de 25 gols na Championship, é sempre um perigo dentro da área.


Já o West Bromwich, que iniciou a temporada como um dos favoritos ao acesso, teve uma campanha mais conturbada do que o esperado. Embora sempre tenha ficado entre os primeiros, e na grande maioria das rodadas dentro do top-6, o time nunca demonstrou um futebol a altura do que se esperava, prinicipalmente no meio campo, que em muitos jogos foi extremamente inoperante. Na janela de Janeiro, o time perdeu seu principal meio campista, Harvey Barnes, que voltou ao Leicester, mas os Baggies reforçaram o time com bons nomes como Johansen e Jacob Murphy, mas mesmo assim um bom futebol nem sempre foi apresentado, e em 09 de Março veio a decisão mais inesperada: o técnico Darren Moore foi demitido sem mais nem menos, demissão estranha e extremamente contestável.

O interino James Shan assumiu e acabou sendo efetivado pelo menos até o fim da temporada. Mas os últimos resultados não foram nada bons, principalmente nos confrontos diretos, onde o time perdeu quase todos, e por muito pouco o WBA não acabou atrás do rival Aston Villa. Mas o 4º lugar veio, muito graças a dupla de ataque mais poderosa da Championship: Jay Rodriguez e Dwight Gayle, juntos, foram responsáveis por nada menos que 45 dos 87 gols marcados pelo time, o segundo melhor ataque atrás do campeão, Norwich. Os atacantes compensaram a falta de criatividade do meio campo excessivamente defensivo em muitos momentos, e é neles que o West Brom tem que confiar se quiser ir à final.



No seu canal no Youtube, o excelente jornalista Rafael Oliveira, dos canais ESPN, falou bastante sobre os confrontos dos playoffs, a história das rivalidades e as expectativas pros confrontos. Confira!




Chegou o momento tão aguardado e de grande expectativa. Os playoffs da Championship novamente prometem bastante equilíbrio e fortes emoções.

 

Um dos duelos será entre Leeds e Derby, que se enfrentam dia 11/05 no Pride Park e 15/05 no Elland Road.

 

Para os torcedores dos Rams, o confronto terá ingredientes a mais. O Leeds, historicamente, pode ser considerado o segundo maior rival do Derby. Além disso, o episódio de espionagem de Marcelo Bielsa, que desagradou a Frank Lampard, sugere um interessante confronto de metodologias de gerações completamente diferentes.

 

O Leeds arrancou no início da temporada e, de modo geral, apresentou, juntamente com o Norwich, o melhor futebol da divisão. No entanto, depois de alguns vacilos, deixou escapar a vaga direta na reta final.  

 

O elenco de Marcelo Bielsa é enxuto e eles perderam jogadores importantes por lesões nas últimas rodadas. A perda dessas peças provavelmente será o maior problema que o treinador argentino terá durante os playoffs.

 

Durante a campanha, o sistema base dos Whites adotado pelo Bielsa foi o 4-1-4-1.



 

Na meta, Kiko Casilla ganhou a titularidade, depois de Peacock-Farrell cometer algumas falhas e não transmitir a confiança necessária considerada pelo treinador.

 

A dupla de zaga formada por Jansson e Cooper é o ponto forte do sistema defensivo. Enquanto Ayling é intocável na lateral-direita, na lateral-esquerda Bielsa tem problemas. Barry Douglas e Alioski, que geralmente fazem a função, estão lesionados, então sua opção mais provável será improvisar o meia Stuart Dallas.

 

Kevin Phillips é o homem destruidor e, ao mesmo tempo, construtor do meio-campo na saída de bola. Ele é apoiado pelos meias criativos Roberts e Klich, com Pablo Hernandez, principal liderança técnica, e Harrison dando amplitude.

 

Na frente, Roofe é esperança de gols e Bamford pode revezar como centroavante referência.

 

                       

            Lampard e Bielsa - Duelo de gerações diferentes no comando.


Nos últimos anos, o Derby constantemente aparece entre os possíveis candidatos ao acesso, mas tem sofrido para alcançar o objetivo.

 

O clube teve uma janela de transferências surpreendentemente agradável antes do início da temporada. Os empréstimos de Mason Mount e Harry Wilson, que pertencem a Chelsea e Liverpool, respectivamente, bem como as contratações dos centroavantes Jack Marriott e Martyn Waghorn, foram cruciais para o sucesso da equipe.

 

O bom início de temporada chamou a atenção positivamente, mas os altos e baixos no decorrer da competição não permitiram uma posição melhor que a última vaga nos playoffs.

 

Frank Lampard, que realiza seu primeiro trabalho como treinador, conseguiu desenvolver de maneira positiva o desempenho de sua equipe.



 

Na defesa, o jovem Tomori ganhou a titularidade ao lado do experiente capitão Richard Keogh, e a dupla tem feito parceria eficiente no miolo de zaga.

 

O goleiro Kelle Roos é outro destaque. Com boas atuações, ele bancou o veterano Scott Carson.

 

O jovem lateral-direito Jayden Bogle, de apenas 18 anos, chama a atenção pela maturidade com a bola e apoio ofensivo.

 

Na lateral-esquerda, Scott Malone e Ashley Cole agregam experiência.

 

Os Rams basicamente atuam no 4-3-3 com Bradley Johnson na função de proteção da defesa. Bryson acrescenta fisicalidade e Mount com mais liberdade ofensiva é principal criador no meio-campo.

 

No ataque, Tom Lawrence, uma das principais referências, atua pelo lado esquerdo, enquanto Harry Wilson atua pelo lado direito, mas com mais liberdade de circulação. Waghorn auxilia na contribuição de pivô, além da movimentação para abrir espaço para os pontas.

 

Contudo, serão duelos entre dois treinadores conhecidos de maneiras diferentes e que prometem agregar atratividade, bem como encontrar maneiras eficientes de superar seus adversários.


Que vença o melhor.




Continuando nosso especial sobre os times promovidos para a Premier League, é hora de falar do vice-campeão da Championship, Sheffield United. Os Blades foram um dos times mais legais de se ver jogar na temporada, com um futebol empolgante, competitivo e com várias ideias modernas e interessantes implantadas pelo excelente técnico Chris Wilder, que agora vai tentar alcançar um novo nível na elite do futebol inglês. Agora, o momento é de planejar. Planejar e muito, para garantir que a estadia na Premier League seja satisfatória e não traumática. Vamos analisar as qualidades, as necessidades do elenco e a "sorte" que é sempre necessária.

Chris Wilder, o homem por trás do sucesso

Torcedor do Sheffield United quando criança, Chris Wilder vai treinar o clube na sua primeira temporada na Premier League em 12 anos. O antigo treinador do Alfreton e Halifax foi subindo na pirâmide das ligas do futebol inglês, ganhando a promoção da Conference (5ª divisão), League Two, League One e agora a Championship. Depois de levar o pequeno Northampton ao título da League two em 2015-16, Wilder deixou a equipe para assumir o Sheffield United.


Com o atacante Billy Sharp como capitão, ele levou o time até a Championship conquistando o título da League One com incríveis 100 pontos. Sharp, que marcou 30 gols no campeonato na temporada passada, marcou mais 23 para ajudar a garantir a promoção para a Premier League nesta temporada. "Se você tivesse me dito quando eu assinei com o clube na primeira liga que seríamos promovidos para a Premier League, eu não teria acreditado em você.", disse Sharp. "Minha primeira temporada não correu bem, mas desde que o treinador chegou, ele tem sido fenomenal - de longe o melhor técnico que esse clube já teve. Eu não acho que nenhum fã vá discordar de mim."

Os conceitos modernos

Poucos times da Championship tiveram sucesso com uma formação de 3 zagueiros. O case de mais sucesso, claro, foi o do Wolves de Nuno Espírito Santo na temporada passada, com seu 3-4-3. Chris Wilder manteve as características de seu trabalho com o United, implantando um modelo 3-4-1-2, que começou sendo questionado pela torcida e pela imprensa, mas que culminou num time marcador de gols e também extremamente forte na zaga, terminando com a melhor defesa da Championship. O trabalho dos zagueiros, ajudando a iniciar as jogadas de ataque quando necessário, foi uma das impressionantes marcas da campanha dos Blades, como o vídeo abaixo (em inglês) mostra.


Após a última temporada, onde o United terminou em 10º lugar, Chris Wilder usou a janela de transferências para dentro do Reino Unido, trazer jogadores que ajudaram a montar a espinha dorsal do time vice-campeão: David McGoldrick (atacante), John Egan (zagueiro), Dean Henderson (goleiro) e Oliver Norwood (meia) preencheram as lacunas existentes do elenco, e se juntaram aos já presentes Jack O'Connell, Chris Basham, John Fleck, Enda Stevens e Billy Sharp. E o importante não são apenas as chegadas dos jogadores, mas quanto custaram. Leon Clarke chegou a Sheffield no último verão por apenas 150 mil libras e marcou 19 gols em sua primeira temporada pelo clube.

Oliver Norwood chegou emprestado pelo Fulham antes de completar uma transferência permanente de £ 2 milhões, enquanto Dean Henderson foi um muro no gol, conseguindo impressionantes 20 clean sheets. O goleiro emprestado pelo Manchester United já expressou sua vontade de estar no clube na próxima temporada. Compare isso com os rivais de Yorkshire, Leeds, que perderam a promoção automática novamente, e gastaram 7 milhões de libras somente com Patrick Bamford. O XI inicial dos Blades custou menos do que apenas uma das contratações do Leeds. A capacidade de Wilder de reconhecer quando um sistema ou estilo de jogo não está funcionando e alterá-lo também foi essencial para garantir a promoção.

Os Blades perderam seus dois primeiros jogos da temporada para Swansea e Middlesbrough, e em seu terceiro jogo da temporada, houve uma mudança tática. O clube implantou os três zagueiros novamente, com os laterais sendo autorizados a se sobrepor quando o time foi para a frente. Isso criou a mistura perfeita de atacar e defender, e Wilder ficou com esse sistema de sucesso pelo resto da campanha. O impacto do sucesso do United não será sentido apenas pelos torcedores do clube, já que o rival, Sheffield Wednesday, agora fará de tudo pra conquistar o acesso também.


Billy Sharp, "O herói gordinho"

Billy Sharp, nascido e criado em Sheffield, já um herói em sua cidade natal, entrou na para  ahistória dos Blades ao capitanear seu clube de infância para a Premier League. Até mesmo seu nome parece um personagem fictício de Roy of the Rovers, o que é perfeitamente adequado, já que sua história poderia ter sido tirada diretamente da revista em quadrinhos. É uma história de rejeição e perseverança, tragédia e longevidade e, finalmente, glória. O atacante duas vezes partiu de seu amado time no início de sua carreira em busca de gols, mas depois retornou para uma terceira chance e provou ser seu talismã.

Sharp, de 33 anos, tornou-se o maior artilheiro da Football League neste século, ao marcar seu gol de número 220 contra o Wigan em janeiro. Desde então, ele marcou mais sete e está acima de Rickie Lambert, Wayne Rooney, Jamie Cureton e Jermain Defoe na lista dos cinco primeiros, e agora é um jogador da Premier League novamente, desta vez com o clube que ele sempre amou. Seu próximo alvo é 250 - um grande feito para o "rapaz gordo de Sheffield".


Quando a Sharp deixou os Blades pela primeira vez em 2005, ele marcou nove gols em 16 jogos emprestado ao Rushden & Diamonds, antes de marcar 53 na League One durante duas temporadas pelo Scunthorpe, que ganhou a promoção para a Championship sob o comando de Nigel Adkins. Os Blades pagaram 2 milhões de libras em 2007 para levá-lo de volta, mas seus gols desapareceram por causa do peso da expectativa de um retorno imediato à Premier League, devido ao rebaixamento da temporada anterior.

Após oito gols em duas temporadas no Bramall Lane, Sharp foi colocado na lista de transferências. Ele se juntou a Doncaster, inicialmente por empréstimo, e começou a marcar regularmente novamente. Ele fez 40 gols em 82 aparições pelos Rovers e um deles continua sendo o mais lembrado: Em 2011, o filho de Sharp, Luey, morreu com dois dias de vida devido a um defeito congênito que causa uma ruptura da parede abdominal. Menos de 72 horas depois, Sharp marcou para o Doncaster em uma derrota em casa para o Middlesbrough na comemoração levantou a camisa com uma mensagem que dizia: "Isso é para você, filho".


Na temporada anterior, e em circunstâncias mais felizes, Sharp havia comemorado um gol para o Doncaster contra o Sheffield United, exibindo as palavras "Fat Lad from Sheffield" na parte de trás de sua camisa. Seus gols em Doncaster valeram a ele uma mudança para o Southampton, onde ele foi promovido para a Premier League. Mas a Sharp fez apenas duas aparições substitutas para os Saints na primeira divisão - por um total de 18 minutos - antes de empréstimos para Nottingham Forest, Reading e Doncaster, que marcaram um período instável de sua carreira.

Ele foi marcado com o apelido 'journeyman', e uma mudança permanente para Leeds no verão de 2014 não se mostrou mais frutífera. Depois de uma temporada e apenas cinco gols pelo Leeds, Sharp voltou para Bramall Lane novamente e desta vez, mais velho e mais sábio, se sentiu em casa, marcando 21 gols na primeira temporada. Após Chris Wilder ter sido nomeado como responsável pelo clube da sua cidade natal em maio de 2016, a vida ficou ainda melhor para a Sharp. Wilder o nomeou como capitão do time, e o atacante respondeu com 30 gols na temporada de retorno à Championship


Os Blades estão de volta ao topo depois de um exílio de 12 anos e dois números forjados em Sheffield serão reverenciados por ajudá-los a chegar lá. Foi um longo caminho para Sharp, um verdadeiro herói local, que está vivendo um sonho de infância que Roy of the Rovers teria se orgulhado.

As necessidades

Embora tenha uma boa espinha dorsal, o Sheffield United precisa gastar direito para reforçar o time, que está um pouco menos pronta que a do Norwich. Na opinião desse editor, serão necessários:

Goleiro: O ideal seria que o United contratasse Dean Henderson em definitivo junto ao Manchester United, aproveitando-se da limpa que os Red Devils devem fazer no elenco, pois o bom goleiro já está habituado ao esquema de jogo. Se não, os Blades deverão ir ao mercado.
Meias: Essa é posição mais importante para o United reforçar. Oliver Norwood e John Fleck fizeram uma excelente temporada, mas o primeiro já mostrou que o nível da Premier League pode ser demasiado, e o segundo pode sentir a diferença. O fundamental mesmo é contratar um bom meia ofensivo para abastecer o ataque, algo que faltou em alguns momentos e pode ser crítico para se ter sucesso na elite.
Atacante: David McGoldrick e Billy Sharp finalmente terão sua chance na Premier League. Mas o time precisa de sangue novo no ataque, de preferência jogadores jovens e rápidos, com pulmão para poderem proporcionar um revezamento.

Escalação do Sheffield United, temporada 2018-2019

A sorte

Sim, boa parte do sucesso de um time recém-promovido passa pela sorte, começando pela tabela da Premier League - jogos contra os times mais fortes podem ser diluídos durante toda a temporada, ou serem realizados todos juntos no final (a Premier League ama fazer isso), ou seja, se o time precisa de pontos no final do campeonato e a segunda opção é a válida, adeus. Lesões, suspensões, casos de força maior (Emiliano Sala com o Cardiff, por exemplo), todos são fatores que podem ser decisivos para o sucesso ou o fracasso. 

Se o assunto é sorte... boa sorte, Sheffield United!


A temporada regular acabou, e com campanhas absolutamente brilhantes, Norwich e Sheffield United garantiram o retorno à Premier League. Os times fizeram muita festa, comemoraram bastante, os jogadores entraram de férias... mas agora, o momento é de planejar. Planejar e muito, para garantir que a estadia na Premier League seja satisfatória e não traumática. Como em todo fim de temporada, fazemos um especial com o que pode vir a ser o futuro dos times que subiram, para seguirem os exemplos de Wolves, Bournemouth e outros, e para não seguir o exemplo do Fulham. Hoje falaremos do Norwich.

"Nós escalamos o Monte Everest, e agora temos que voltar ao começo e tentar subir de novo." Essa foi a mensagem motivacional que o diretor esportivo Stuart Webber deu a Daniel Farke, treinador do Norwich, pouco depois de confirmar sua promoção à Premier League. A frase resume bem os Canaries - um grande clube com pedigree de time de elite, mas cujos desafios financeiros após o último rebaixamento fizeram o titulo dessa temporada ser uma conquista memoravel. O velho estereótipo dizia que, para ter sucesso na Championship, você precisava de jogadores com experiência na divisão - mas isso custaria dinheiro que o time de Norfolk não tinha mais. A iminente perda de pagamentos de pára-quedas de sua (horrorosa) campanha do rebaixamento em 2015-16 ditou uma mudança na estratégia de contratações, com Webber buscando jogadores pouco conhecidos fora do Reino Unido, e a fé em jovens jogadores. "Se você tem uma equipe de jogadores velhos, na minha opinião você não é promovido [para a Premier League] a menos que você seja especial como Neil Warnock", disse Webber.

A união do elenco em torno das ideias de Daniel Farke foi um dos diferenciais do campeão

Isso explica por que alguns dos veteranos do Norwich deixaram o clube, enquanto os mais jovens, incluindo Alex Pritchard, Josh Murphy e James Maddison, foram vendidos por uma taxa combinada de mais de 40 milhões de libras. Enquanto o 14º lugar na temporada passada atraiu críticas da base de fãs, os que estavam dentro do clube perceberam que estavam construindo algo especial. A dona do Nowich, Delia Smith e seu marido, Michael Wynn-Jones, ganharam quatro promoções para a Premier League com os Canaries. Daniel Farke foi o escolhido, e reforçou o novo modelo de futebol do Norwich, que foi contra a corrente, fazendo dos jogadores da base Max Aarons, Jamal Lewis, Ben Godfrey e Todd Cantwell uma parte integral do time. Essa mesma mudança de direção fez com que o Norwich contratasse Temmu Pukki, que terminou a Championship como artilheiro com 29 gols, de graça. Também a busca de jogadores de outras ligas foi fundamental, casos de Mario Vrancic, Marco Stiepermann e Onel Hernandez. E é exatamente essa filosofia que o Norwich precisa usar na Premier League se quiser ter sucesso.

As necessidades

Uma das marcas da péssima última campanha na Premier League foram os gastos exagerados em jogadores medalhões, que pouco ajudaram. Com muito dinheiro do acesso vem uma grande responsabilidade, sobre a qual o Fulham, por exemplo, não soube lidar. Não podemos esperar que o Norwich seja um novo Wolves, cujo sucesso é fruto de um trabalho já planejado ha tempos, com uma gestão mais empresarial e muito aporte financeiro. Falando das necessidades do elenco, o Norwich tem uma coluna cervical pronta e muito promissora, mesclando jogadores jovens com a experiência de outros, e na concepção desse singelo editor o Norwich precisa reforçar algumas posições chave:

Goleiro: Embora Tim Krul seja experiente e tenha feito uma boa temporada, não é mais tão confiável quanto já foi, e outro goleiro seria importante para incentivar a concorrência.
Zagueiro: Nunca é demais ter um zagueiro mais experiente, até porque a zaga do Norwich é formada por um jogador excelente porém jovem (Ben Godfrey).
Laterais: Max Aarons e Jamaal Lewis fizeram uma temporada monumental, estiveram na nossa seleção da temporada e chegam voando. Porém, o nível da Premier League é outro, e talvez outros laterais sejam importantes para a necessidade de um revezamento.
Atacante: Temmu Pukki fez 29 gols e deu 13 assistências, números sensacionais para um cara que veio de graça sem ter tido tanto brilho assim em outras equipes. Mas não são poucos os casos de atacantes que brilharam na Championship e quando chegaram na Premier League não conseguiam manter o nível. Um outro atacante não seria nada mal.

O holandês Tim Krul tem muitos anos de experiência na Premier League

A "coluna-cervical"

Esse Norwich que está chegando na Premier League é bem diferente do último que foi rebaixado de lá. Daniel Farke sabe explorar o mercado de outras ligas, gosta de mesclar um time jovem com jogadores experientes, tem uma formação 4-2-3-1 bem desenhada e competente. Definitivamente não existe uma fórmula mágica para se manter na Premier League após o acesso. Times promissores caíram e times fracos permaneceram. Isso tudo depende demais da competência da equipe técnica, da qualidade individual dos jogadores e da capacidade de todos de formar uma equipe competitiva. O Norwich parece trilhar um bom caminho, com um treinador que sabe buscar jogadores fora da Inglaterra, uma direção que é conhecida por mais ajudar do que atrapalhar, e com jogadores que mostram qualidade individual acima da média. O Norwich tem jogadores chave em todas as posições, e uma coluna cervical com Krul, Aarons, Godfrey, McLean, Buendia e Pukki está pronta. 

Esse foi o time base do time campeão da Championship. Precisa ser reforçado?

Quais montanhas o Norwich pode escalar?

O Norwich priorizou grandes gastos com taxas de transferência e salários de jogadores durante suas participações anteriores na Premier League, em vez de fazer melhorias significativas em sua infraestrutura. Isso contribuiu para sua queda financeira após o rebaixamento, e comissão técnica e direção parecem determinados a não cometer os mesmos erros desta vez. "Neste momento, a maioria dos nossos principais jogadores está sob contrato, e não é como se precisássemos contratar 15 novos jogadores ou fazer uma quantidade inacreditável de negócios", disse o técnico.

"Não podemos ficar na Premier League apenas com qualidade individual e contratando jogadores inacreditavelmente caros. Temos que permanecer na Premier League com nossa identidade, filosofia, ética de trabalho e princípios, e vamos nos manter 100% em nossos planos." 

O Norwich, assim como o Sheffield United e quem vencer os playoffs, precisa usar o Fulham como exemplo do que não fazer. Foram quase 100 milhões de Libras gastos e um rebaixamento pra lá de traumático. Só podemos desejar boa sorte!

O futuro do Norwich na Premier League


24 vitórias, apenas 6 derrotas, 78 gols marcados e 81 pontos na tabela após 39 jogos. 3 jogadores no time da temporada da EFL, um futebol agradavelmente ofensivo e competitivo. Esse é o Norwich, que volta a brigar pelo acesso após duas temporadas de reconstrução, e agora é o líder absoluto da Championship e está a poucos passos conquistar o 3º acesso para a Premier League na década. O treinador alemão Daniel Farke apostou forte no mercado de seu país, mesclou um time jovem com algumas peças experientes e, assim como David Wagner no Huddersfield há 3 temporadas, vai se colocando no rol de bons técnicos da Inglaterra. Vamos entender mais sobre o futebol dos Canaries, seus jogadores chave, e começar a prever o futuro do clube numa possível (e provável) Premier League.


Daniel Farke chegou ao Norwich no começo da temporada 2017/2018 vindo do Borussia Dortmud, onde era técnico dos reservas (por isso a semelhança com David Wagner), e na primeira temporada teve muitas dificuldades. O time terminou em 14º lugar, muito longe de brigar por qualquer coisa, e por um certo momento sofreu forte pressão da torcida por sua demissão, principalmente pela incrível fragilidade defensiva da equipe. Curiosamente, nessa temporada o time também começou bem mal, com só uma vitória nas primeiras sete rodadas, e o treinador demorou até achar um time ideal. Porém, uma arrancada daquelas entre Outubro e Dezembro fez o Norwich entrar na briga pelo acesso, e atualmente com sete vitórias seguidas o time é o líder isolado com 81 pontos, sete a frente do terceiro colocado.

Demos uma resumida nos resultados para falar mais sobre o time em si, pois a qualidade individual dos jogadores é o diferencial do Norwich. Falamos um pouco sobre a mescla de jogadores jovens e experientes no time, e isso fica bem visível na defesa: o gol é bem defendido pelo experiente holandês Tim Krul, de muitos anos no Newcastle e de sucesso na seleção da Holanda. Sua experiência ajuda os jovens laterais Max Aarons (19 anos) e Jamaal Lewis (21 anos), além do bem cotado zagueiro Ben Godfrey (21 anos), que já atrai olhares dos times grandes. No meio deles está o zagueiro alemão Christoph Zimmermann de 26 anos, já com boa experiência pelas passagens por Borussia Dortmund e Gladbach. Entre os três primeiros, o Norwich tem a defesa mais vazada (48 gols sofridos), o que é um pouco preocupante porém compreensível visto a juventude da zaga. Aliás, os dois laterais, Aarons e Lewis, entraram na seleção da temporada da EFL.

Seleção da temporada da EFL. A seleção do Championship Brasil sai após a última rodada

O meio campo é a grande força do time. Jogando num 4-2-3-1, os volantes Tom Trybull e Kenny McLean fazem bela temporada, principalmente o segundo, convocado pra seleção da Escócia recentemente. Outro bom alemão do elenco é Marco Stiepermann, com passagens por vários times alemães. Mas o que impressiona mesmo no Norwich é a qualidade dos seus dois pontas: Onel Hernandez, cubano naturalizado alemão, é uma das gratas supresas da Championship, mostrando um futebol habilidoso, rápido e alegre, costuma levar os laterais adversarios a loucura. Na outra ponta, o jovem argentino Emiliano Buendía vem brilhando (e nós já havíamos adiantado aqui: bit.ly/2YIFcRn). Baixinho e franzino, o meia compensa o porte fisico com uma ótima visao de jogo e passes precisos, tipicamente um meio campista argentino, e dos bons.


Um esquema 4-2-3-1 geralmente só funciona com esse 1 sendo competente e goleador. Isso o Norwich tem. Artilheiro do campeonato com 24 gols (e mais 9 assistências), o finlandês Temmu Pukki vem assombrando a Championship com seu faro de gol, e não só isso, também com velocidade, visão de jogo e tranquilidade com a bola no pé. Já com 28 anos, Pukki apareceu pro futebol no Schalke 04, e posteriomente no Celtic. Daniel Farke foi buscá-lo no Brondby da Dinamarca, onde marcou muitos gols, e era a peça que faltava no esquema do treinador.


Definitivamente não existe uma fórmula mágica para se manter na Premier League após o acesso. Times promissores caíram e times fracos permaneceram. Isso tudo depende demais da competência da equipe técnica, da qualidade individual dos jogadores e da capacidade de todos de formar uma equipe competitiva. O Norwich parece trilhar um bom caminho, com um treinador que sabe buscar jogadores fora da Inglaterra, uma direção que é conhecida por mais ajudar do que atrapalhar, e com jogadores que, pelo menos por enquanto, mostram qualidade individual acima da média. O Norwich tem jogadores chave em todas as posições, e uma coluna cervical com Krul, Aarons, Godfrey, McLean, Buendia e Pukki está pronta. Se o Norwich de fato confirmar o acesso, faremos outro post analisando as necessidades do clube na elite.

Olho nos Canaries!
Apelidar um time de futebol é uma das muitas tradições existentes no futebol da terra da rainha. É praticamente um segundo nome. E as origens são as mais váriadas. Explicamos abaixo a origem dos apelidos dos 24 times da atual Championship






Bees (Brentford) - O apelido surgiu acidentalmente quando alunos do colégio Borough Road, para apoiar um amigo que jogava no clube (Joe Gettins) começaram a cantar "Buck Up Bs", um canto famoso no colégio. Graças a uma má interpretação, Bs virou Bees. Tempo depois, a abelha foi incorporada ao escudo.



Blues (Birmingham) - Como o apelido indica, é uma simples referência à cor do uniforme do clube.


The Tractor Boys (Ipswich Town) - Embora o primeiro apelido do clube por muito tempo tenha sido Blues (claramente relacionado à cor do uniforme), Tractor Boys é o mais utilizado ultimamente, ganhando força principalmente nos últimos 10 anos. Ninguém sabe ao certo como surgiu, mas seria uma referência às raízes rurais do clube na época da fundação. O apelido não é tão bem visto como deveria pela torcida e acaba sendo mais utilizado pela imprensa e por torcedores de outros clubes.


Boro (Middlesbrough) - Uma abreviação do nome. Outro apelido que já não é tão usado é Smoggies, termo bastante usado pra defininir a poluição do ar causada pelas indústrias da região, principalmente durante a revolução industrial. Outro Apelido é Teessiders, referência ao rio Tees, que fica ao lado do  estádio do clube, o Riverside Stadium






Blades (Sheffield United) - Uma referência à cidade de Sheffield, uma das mais conhecidas do mundo na fabricação de talheres e de aço. Antes, o clube era conhecido como The Cutlers, também uma referência à produção da região. Curiosamente, Blades era o apelido do rival, Sheffield Wednesday, que o usou até 1907, quando resolveu mudar de apelido (o que a gente explica mais adiante)


Canaries (Norwich City) - Tem ligação com a popularidade da importação e criação de canários na região de Norfolk no início da década de 20. Pouco tempo depois, o clube incorporou o pássaro ao escudo. O Norwich também era conhecido como Citzens (por causa do City)


Hoops (Queens Park Rangers) - Referência ao uniforme listrado do time. Outros apelidos são The R's e Rangers (abreviação do nome)

Lilywhites (Preston North End) - Uma simples referência à cor do uniforme do clube. Outro apelido era The Invincibles, uma referência ao fato do Preston ter conquistado a primeira divisão e a copa da Inglaterra de forma incivta. O Preston foi o primeiro clube a conquistar a "double"

Lions (Millwall) - O apelido surgiu graças a imprensa local, que começou a chamar o time de "leões do Sul" após a vitória sobre o Aston Villa na FA Cup de 1900. O apelido pegou e em pouco tempo, o Leão foi incorporado ao escudo do time. Antes, o clube era conhecido como The Dockers, uma referência ao emprego da maioria dos torcedores do clube na época. Apelido que muita gente não gostava, aliás




Owls (Sheffield Wednesday) - A origem foi uma referência ao subúrbio de Owlerton, onde se localiza o estádio do clube, o Hillsborough. Mas o apelido só pegou mesmo quando um jogador (George Robertson) presenteou o clube com uma coruja, que se tornaria o mascote oficial do clube. O clube também é conhecido como The Wednesday, referência ao antigo nome. Nos primórdios, o clube foi apelidado de Blades, que tempos depois foi "repassado" ao rival Sheffield United


The Whites (Leeds United) - Referência à cor do uniforme do time. Outro apelido é Peacocks, relacionado ao antigo nome do Elland Road (The Old Peacock Ground). Um apelido que já não é muito usado é United (abreviação do nome). E o motivo é simples. United é um dos apelidos do maior rival, o Manchester United


Rams (Derby County) - Tem relação com o Carneiro, bastante famoso na região de Derbyshire. Tanto o apelido como o mascote foram uma homenagem a um batalhão do exército da cidade de Derby na época. A canção The Derby Ram, de Llewellyn Jewitt, teria sido outra inspiração


Reds (Nottingham Forest) - Mais um apelido com referência à cor do uniforme. O clube também é conhecido como Forest (abreviação do nome), Super Reds (outra referência à cor) e Tricky Trees, que fazia uma referência à floresta de Sherwood (sim, Robin Hood), além do escudo do clube. Tricky Trees também era um Fanzine muito famoso lançado pelo clube no início da década de 90. Outro apelido conhecido, mas nem tão usado é Garibaldis, homenagem ao general italiano Giuseppe Garibaldi, lider do exército dos camisas vermelhas, principal inspiração para o primeiro uniforme usado pelo clube


Robins (Bristol City) - Tem relação com a cor do uniforme. Robin é um pássaro muito conhecido no Reino Unido, famoso por ter o peito avermelhado. Entre 76 e 94, o Robin esteve presente no escudo do clube


Royals (Reading) - A origem é simples. Localização, localização, localização. A cidade de Reading fica no condado real de Berkshire. Um apelido que raramente é utilizado é Biscuitmen (referência a uma antiga fábrica de biscoitos da região)






Tigers (Hull City) - Seria uma referência às cores do uniforme, que lembram as cores do tigre. Embora ninguém saiba de quem foi a idéia, o grande incentivador foi um repórter do Hull Daily Mail. Como os times de Rugby da cidade tinham apelidos de animais, ele sugestionou que o time de futebol deveria seguir a mesma linha. Não demorou muito e o apelido pegou. Tempo depois, o tigre foi incorporado ao escudo. O time também era chamado de Citzens e Cits (relação com o "City" do nome do clube)


Trotters (Bolton Wanderers) - A versão tida como original é até engraçada. No século 19, um dos campos utilizados pelo clube era próximo de um chiqueiro. E várias vezes, com os chutes dados, a bola acabava parando lá. E para recuperá-la, os jogadores tinham que atravessar o chiqueiro "trotando". Outra versão é que Trotter é um termo usado em Bolton para definir uma pessoa piadista. O clube também é chamado de The Wanderers (abreviação do nome)


Villans (Aston Villa) - O clube foi fundado por um time de críquete (esporte muito famoso no Reino Unido) que precisava arrumar o que fazer durante o inverno. Então o Villa acabou virando Villans. Esse é um apelido que divide alguns torcedores, já que Vilans é parecido com Villains (vilões). Lions (desenho no escudo do clube desde 1880) é outro apelido conhecido


Potters (Stoke City) - O apelido é uma referência à indústria de cerâmica, famosa na região de Stoke-on-Trent.


Baggies (West Bromwich Albion) - A origem do apelido tem algumas teorias, embora a origem exata ainda seja uma incógnita. A tida como "oficial" é uma referência aos calções de jogo largos que os jogadores usavam nos primeiros anos do clube. Outra teoria é que Baggies é uma referência à "Bagmen", homens que sempre eram vistos carregando bolsas de couro com o dinheiro da renda dos jogos em casa. Outro apelido conhecido é Throstle (conhecido por aqui como Sabiá), o pássaro que aparece no escudo do clube. Outros usados são The Albion e WBA (abreviações do nome)

Millers (Rotherham United) - Referência ao primeiro estádio do clube, o Millmoor, que fora construído em um terreno onde funcionava um moinho de trigo.

Swans (Swansea City) - Referência ao cisne, que aparece no escudo do clube. Outro apelido usado é The Jacks. A origem desse é incerta. Uns dizem que é sobre os marinheiros que viviam na região e eram conhecidos como "Jacks". Outra explicação é que o nome seria uma homenagem a um cachorro chamado Swansea Jack, que salvou cerca de 27 pessoas que estavam se afogando no Rio Tawe e nas docas de Swansea na década de 30.

Latics (Wigan Athletic) - Esse é estranho. Seria baseado na pronúncia da palavra "Athletic" com o sotaque da região. Outro apelido pouco usado é The Tics, abreviação de Athletic.


Rovers (Blackburn Rovers) - Como tudo já indica, é uma abreviação do nome do clube. Outros apelidos são The Blue and Whites (Referência às cores do uniforme) e Riversiders (o Ewood Park fica às margens do rio Darwen)












Os apelidos dos times da Championship

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