Por Edmar Assis e Danilo Moraes. Tecnologia do Blogger.

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Postado por : Edmar Assis 20/05/2014


Tá chegando a hora! Faltam apenas 4 dias para a grande final dos play-offs entre Derby County v Queens Park Rangers, valendo a última vaga para a Premier League 2014/2015. Com apenas poucas horas restantes para o confronto mais esperado e mais importante da temporada, começamos a partir de hoje até sábado uma série de especiais referentes a grande final que, enquanto para uns é apenas um aperitivo para a final da Champions League no mesmo dia, para nós e para milhares de outros fãs é o dia mais importante da temporada. E começamos falando do Derby County, que terminou em 3º na temporada regular, passou pelo Brighton na semi-final e chega como favorito à final. Vamos desvendar os segredos do time comandado por Steve McClaren, e analisar os pontos fortes e fracos dos Rams.

É de conhecimento geral que a maior força do Derby é no ataque, jogando num interessante esquema de 4-2-1-3. O time tem nada menos que 84 gols na Championship, melhor ataque com sobras. Mas o que fez esse time que era tão inofensivo sob o comando de Nigel Clough virar essa máquina de gols? A resposta, estranhamente, não está em seu ataque propriamente dito. Com novos jogadores e novas funções para os que já estava no plantel, o meio campo do Derby passou a ser o grande trunfo e poder dos Rams. 


O trio formado por George Thorne, Jeff Hendrick e Craig Bryson (quando Hendrick ou Bryson machucam, revezam com Will Hughes) alia força defensiva de bons marcadores com uma ótima visão de jogo e excelente troca de passes, principalmente com Bryson, melhor jogador do time na temporada, que ainda é peça importante lá na frente, fazendo muitos gols. Com isso, o meio campo consegue alimentar os rápidos e habilidosos atacantes que formam o trio de ataque: Russell pela direita, Ward pela esquerda (às vezes revezando) e Chris Martin, autor de 23 gols na temporada, centralizado na área. Tal formação pode ser vista no esquema abaixo, que é referente ao jogo de volta da semi-final, onde o Derby fez 4-1 no Brighton:



Na formação, é possível ver que Thorne e Hendrick conseguem dar conta da marcação nos avantes do Brighton, muito por conta da força defensiva do lateral direito Wisdom, que libera Thorne para auxiliar na marcação de Forsthy, bom lateral mas que avança muito e deixa buracos, muito vistos e aproveitados por Calderón e Lingard (e Buckley) no primeiro jogo. Forsthy pode ser uma importante rota de fuga para os rápidos wingers do QPR, e Steve McClaren precisa se preocupar.

Ainda na formação, é possível ver como o Derby fez sua goleada. Se aproveitando do fato de que o Brighton precisava subir ao ataque e marcar gols, o time conseguiu fazer com que Will Hughes, substituindo Bryson, fizesse o que mais sabe: com espaço, o jovem meia conseguiu alimentar Russell e Ward pelas pontas, e ainda nesses espaços, deixados principalmente pelo fraco Keith Andrews, Thorne e Hendrick conseguiram aparecer como elementos surpresas para marcar o 3º e 4º gols da goleada.


Porém... no jogo contra o QPR, esse esquema pode não funcionar como o esperado, por algumas razões: primeiro, o Derby não joga com algum resultado em mãos, então a partida será igual desde o início, logo os espaços serão mais escassos. Segundo: durante toda a temporada, o Derby sofreu contra times que tinham marcadores fortes no meio campo. Não que seja um caso clássico de um QPR com Barton e Kranjcar, mas eles são experientes e podem anular boa parte das ações ofensivas dos Rams, ainda mais se Harry Redknapp souber disso.

Para fugir de um possível "engavetamento" no meio campo, o que complicaria seriamente as pretensões do Derby na final, o time precisa de muita movimentação, o que já é característica do time, mas uma movimentação inteligente, para confundir, principalmente dos 3 avantes, que tem que usar sua rapidez para explorar os pontos falhos do QPR, que conhecidamente é a lentidão de seus zagueiros. Com a volta de Bryson, o time vai contar com mais passes de qualidades, embora com menos velocidade em relação ao que Hughes concederia.


Na zaga, a preocupação é grande, principalmente quando se tem Charlie Austin do outro lado. O quarteto defensivo fez excelente temporada, tanto que Wisdom foi considerado a melhor aquisição por empréstimo (Liverpool) da história do Derby, Keogh e Buxton foram excelentes quando jogaram juntos, e Forsthy ajudou bastante o ataque, embora com conhecidas deficiências defensivas. Contra o QPR, mais do que nunca, o time vai precisar contar com a força defensiva de Thorne e Hendrick, para segurar jogadores como Hoilett, McClean e o próprio Austin.

Na temporada, o Derby jogou melhor que o QPR, mas isso nem sempre significa sucesso, visto que na temporada passada o Watford deu show ofensivo e perdeu na final para o Crystal Palace. Seguindo a tendência de vários campeonatos, em vários esportes, onde as defesas estão prevalecendo contra os ataques, o QPR tem uma defesa mais sólida (embora mais lenta) que a do Derby, fato que pode fazer a diferença. Amanhã falaremos do QPR.

A final está chegando! Não deixe de acompanhar toda a preparação, o pré-jogo e o tempo real do dia mais importante da temporada com a gente! Siga-nos pelo Twitter e curta nossa página no Facebook!

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